Campus da UEL recebe exposição de fotos que celebra artistas negros
Campus da UEL recebe exposição de fotos que celebra artistas negros
Projeto “Visões da Genialidade Cultural Negra”, idealizado pelo fotógrafo João Júnior, coloca em cena fotografias de personalidades negras de Londrina.Está aberto para visitações na réplica da primeira Igreja Matriz de Londrina (CCH-Cultural), no campus da UEL, a partir de hoje (3), o projeto expográfico “Visões da Genialidade Cultural Negra”, idealizado pelo fotógrafo e diretor criativo João Júnior. A mostra coloca em cena representações ricamente construídas e imortalizadas em fotografias de personalidades de Londrina, em uma celebração imagética da força criativa da comunidade negra, dando visibilidade à potente e diversa produção artística afro-brasileira presente na cidade. A abertura acontece às 19h30.
A mostra chega à UEL através do Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica Enezila de Lima, o NDPH e faz parte da Semana de Recepção aos Ingressantes, a Ser UEL 2026. Para o professor José Miguel Arias Neto, diretor do NDPH, promover a exposição reafirma o compromisso do Núcleo com as políticas de inclusão, com o combate e a superação do racismo de forma positiva, também através da arte.
“Este compromisso é parte integrante das ações do NDPH, e deve ser especialmente considerado pelos historiadores, que têm a responsabilidade de honrar as populações afro-brasileiras que formam o tecido social de nosso país, e de contribuir para a construção de uma universidade e de uma sociedade cada vez mais inclusivas e democráticas”, afirma.
Talento e contribuições
Aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à Cultura, Ministério da Cultura – Governo Federal, o projeto “Visões da Genialidade Cultural Negra” mostra através das fotos, o talento e a contribuição na arte em diversos setores de cada um dos protagonistas.
A exposição inicia de um autorretrato do próprio artista, na cena de um crime. Essa imagem é o ponto de partida para a construção de outras perspectivas para o público visitante que começa a percorrer o cenário onde as outras imagens estão expostas.
Personagens desse percurso, o designer gráfico João Carlos, a modelo Alice Vieira, a body piercer e artista da modificação corporal, Stefani Zingaro, a artista plástica e estilista Marielle Matterazzi, a designer de moda Manu Oliveira, o motion designer Paulo Brasil, o diretor de videoclipe Igor Henrique da Veiga Barbosa, mais conhecido como Cria da Rua, a dançarina Mariana Camilo e as produtoras culturais Sandra Aguillera e Juuara Juareza Barbosa dos Santos.

Foto: André Ridão/Agência UEL
Reconhecimento Artístico
De acordo com o fotógrafo, a exposição na UEL marca um segundo ciclo do projeto. No anterior, quando as fotos ficaram em exposição no Sesc Cadeião, a apresentação seguia uma lógica investigativa. Agora, parte-se da premissa de que aquela investigação foi concluída. “Esse espaço na UEL passa a operar como um tribunal, através de um novo enquadramento simbólico”, explica João Junior.

“A proposta evidencia como o contexto altera a leitura. Um mesmo corpo pode ser associado à marginalidade quando situado sob a lógica da suspeita, assim como pode ser reconhecido como produção artística quando inserido em um espaço institucional legitimado. O segundo ciclo explicita essa transformação: não há mais suspeitos, há artistas”, pontua.
A exposição fica aberta até o dia 31 de março na réplica da primeira Igreja Matriz de Londrina (CCH-Cultural) e pode ser visitada gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Mais informações no Instagram do projeto: @projetovisoes




