Feira das Profissões reúne mais de 20 mil jovens e celebra o papel transformador da Universidade
Feira das Profissões reúne mais de 20 mil jovens e celebra o papel transformador da Universidade
Oportunidade única de conhecer de perto as atividades formativas e estrutura dos 53 cursos de graduação dos nove Centros de EstudosUma multidão visitou o Campus Universitário da Universidade Estadual de Londrina nesta quarta-feira (1) durante a realização da 14ª edição da Feira das Profissões. O evento, um dos maiores do calendário da Instituição, serve de vitrine do ensino, pesquisa e extensão para milhares de estudantes que visitaram os Centros de Estudos e estandes instalados no calçadão. Uma grande festa da produção acadêmica e que acontece em sincronia com a abertura das inscrições do Vestibular. O evento é organizado e coordenado Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), com apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Sociedade (Proex), Prefeitura do Campus (PCU) e Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops).
A comitiva de mais de 40 alunos da Escola Estadual Cívico Militar Professora Adélia Antunes Lopes saiu de Jataizinho pouco antes das oito da manhã para conhecer o campus. Uma viagem que já faz parte das atividades escolares do professor Vinicius Bittencourt, que acompanha os alunos sem nem lembrar de quantas Feiras da UEL já participou. “É uma ótima experiência para os estudantes que podem ver de perto a realidade dos cursos”, afirma. Ele dá o exemplo de uma das alunas, vestibulanda de Ciências de Dados e Inteligência Artificial. “Acabamos de visitar o lugar do curso e conhecer melhor como funciona”. Bittencourt revela que são mais de trinta dias de organização para poder estar na Feira junto com os alunos e outros três colegas docentes.

Para o professor Tiago Pyn Tánh de Almeida, egresso do curso de Geografia, do CCE, essa é a sua primeira vista na Feira das Profissões acompanhando um grupo de 30 alunos da Terra Indígena do Apucaraninha, todos vestibulandos e muitos deles interessados em estudar na mesma universidade onde o professor se formou. “Para mim esta é uma experiência nova”, comenta já ciente de que os alunos do Colégio Estadual Indígena Benedito Rokag irão encontrar os seus pares no espaço que abriga a Comissão Universidade para os Indígenas (CUIA), do Ciclo Intercultural e da ARTEIN, a Articulação dos Estudantes Indígenas da UEL. Ali também está em mostra fotografias, artesanatos da etnia Kaingang e a oferta de pinturas corporais aos visitantes.
Os 53 cursos de graduação da UEL se colocam em mostra para além dos espaços expositivos. Andando pelo calçadão com dois frascos de conservação, o estudante do primeiro ano de Ciências Biológicas, Luiz Eduardo do Nascimento Poli, mostrava a diferença entre uma cobra coral verdadeira e uma falsa.
Eloquente na explicação e com a empolgação intacta de um ingressante, ele conquista a atenção dos alunos que param para ouvir atentamente a explicação e tirar fotos, acatando o convite para visitar o Centro de Ciências Biológicas (CCB) logo mais adiante.
Poli conhece bem a dinâmica da Feira das Profissões que visitou duas vezes antes de decidir prestar o vestibular na UEL. “Estudava no Colégio Vicente Rijo e visitei a Feira já pensando em Biologia. Ter vindo me ajudou a decidir”. Para ele, o evento é uma tradição e os estudantes se empenham em divulgar o próprio curso e as atividades extensionistas e de pesquisa.

Campus pulsante e foco no estudante

(FOTO: Janaína Ávila/Agência UEL)
O intenso movimento no Campus confirma as expectativas da UEL para a Feira das Profissões 2026. A Universidade recebeu mais de 20 mil estudantes, de 311 instituições de ensino de 114 cidades do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com a maior concentração de público no período da manhã. As atividades da Feira seguem até às 21h.
Para a reitora Andréa Name, a Feira de Profissões simboliza uma Universidade viva e em festa com a expectativa de receber mais de 20 mil futuros vestibulandos e a comunidade em geral, se realizado. “É o momento de a Instituição se abrir, demonstrar a importância da acessibilidade ao ensino superior e apresentar nossas políticas de permanência”, destaca.
A reitora também ressalta o engajamento de alunos, professores e agentes universitários no acolhimento aos visitantes. “Nossos estudantes participam ativamente, promovendo os cursos e tirando dúvidas. É gratificante ver toda a comunidade acadêmica unida para que a sociedade conheça de perto tudo o que o nosso Campus tem a oferecer”, completa.

À frente da Prograd, a Pró-Reitoria de Graduação da UEL, a professora Marci Batistão ressalta o impacto visual e emocional ao ver o campus lotado de futuros estudantes. “Essa juventude toda, com todos os seus sonhos depositados aqui. É aquele sonho de participar e de fazer parte da universidade. Para nós é uma alegria imensa ver a universidade cheia”, afirma.
Ela revela que a Pró-Reitoria tem trabalhado, continuamente, para modernizar a Instituição e garantir que os novos alunos não apenas entrem, mas consigam concluir seus estudos com excelência. “Temos feito um trabalho de estruturação e atualização dos cursos, através de diversas ações políticas e estratégias. Com vistas ao fortalecimento, com vistas à atualização dos currículos e pensando na permanência estudantil, pensando nos fluxos de formação”, explica. Segundo ela, o objetivo final vai além da sala de aula: “É formar profissionais comprometidos, profissionais de qualidade que possam atuar em todos os campos e que vão devolver para a sociedade esse grande investimento que a sociedade faz”.
A administração da Universidade já planeja os próximos passos. A meta é romper barreiras geográficas e levar a Feira a estudantes que não podem comparecer presencialmente ao Campus Universitário, em Londrina. “Temos algumas ideias e algumas estratégias que já estão em curso, inclusive para que a gente possa ampliar para além da feira que hoje tá aqui presencial, expandir isso para outros canais”, revela. “Queremos que a feira aumente nesse sentido, para que outras localidades, outras pessoas e que estejam assim geograficamente mais distantes de nós tenham a possibilidade de conhecer a UEL também e se encantar”, completa Marci Batistão.
“A UEL transforma vidas”
Para a pró-reitora, o contato com a Universidade é uma experiência pessoal de profunda mudança. Ao refletir sobre a identidade da Instituição, ela mencionou um lema com o qual se identifica e compartilhou sua própria trajetória como exemplo do impacto social da UEL. “A UEL transforma vidas. Estou na universidade desde 2000, quando eu entrei aqui como estudante”, relata com orgulho. “Eu sou uma estudante de escola pública da periferia de Londrina, que fui beneficiada por diversas ações afirmativas, por diversos programas. A UEL transformou a minha vida e eu quero que ela transforme a vida de mais muitas pessoas”, conclui a pró-reitora de Graduação.
*Assessora especial na Coordenadoria de Comunicação/UEL


















