Violência estrutural na ditadura militar é tema do documentário “Brasil: Mulher”
Violência estrutural na ditadura militar é tema do documentário “Brasil: Mulher”
Pré-estreia é dia 24, com exibição às 19h15, no Anfiteatro do CesaOcorre na próxima quinta-feira (24), às 19h15, a pré-estreia do documentário Brasil: Mulher. A produção revela, a partir de arquivos inéditos dos órgãos de inteligência (do SNI e da CIA), como a violência estrutural contra as mulheres foi central no período da ditadura militar brasileira (1964-1985) e como suas heranças permanecem ativas no presente. A exibição será exibida no Anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA).
A produção tem como idealizadora Lívia Campanheli, que também é responsável pela direção-geral, junto com o professor do Departamento de Ciências Sociais, do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH), Fábio Lanza. Segundo a equipe de produção, o documentário ancorou-se em documentos desclassificados, imagens históricas e depoimentos de mulheres que vivenciaram a repressão, entre eles integrantes do Grupo de Mulheres Trabalhadoras de Londrina e do jornal Brasil Mulher.

O trabalho é resultado da investigação científica conduzida por uma equipe de pesquisadores vinculados ao Projeto “Documentos Inéditos dos Arquivos do SNI (Paraná/BR) e Opening the Archives e da CIA (EUA)”, com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Araucária. “A obra expõe as raízes de tempos autoritários que ainda alimentam a criminalização de movimentos sociais e a violência estrutural, evidenciada pelas altas taxas de feminicídio registradas no país”, destaca a equipe.
Memória e resistência
A produção contou ainda com o apoio do Programa de Extensão Práxis Itinerante, do Laboratório de Estudos sobre Religiões e Religiosidades (LERR), sediado na UEL, dos Programas de Pós-Graduação em Sociologia (PPGSOC) e Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional (PROFSOCIO/UNEMAT/UEL) e da produtora cultural londrinense Kapanga Criativa.
O coordenador do Práxis Itinerante, Fábio Lanza, diz que a produção é mais do que um registro histórico. Segundo ele, o documentário é uma ferramenta de memória, verdade e resistência, importante para disseminar resultados do trabalho de investigação científica, compreender o passado e intervir no presente.
*Estagiário de jornalismo da Coordenadoria de Comunicação Social. Com informações do Práxis Itinerante.




