Acervos históricos e culturais serão digitalizados com novos scanners de alta resolução

Acervos históricos e culturais serão digitalizados com novos scanners de alta resolução

Foram beneficiados o NDPH, Museu Pe Carlos Weiss, Museu Escolar, Casa de Cultura, NEAB e LABDOC

Pelo menos seis órgãos da UEL que mantém acervos históricos e culturais foram beneficiados com scanners de alta resolução que serão utilizados para digitalizar documentos e coleções importantes. Posteriormente, o material digitalizado será disponibilizado ao público geral e pesquisadores.

O investimento é de cerca de R$ 3 milhões, referentes à contemplação do Edital Recuperação e Preservação de Acervos 2024 da FINEP, que contemplou projetos relacionados à salvaguarda do patrimônio. Foram beneficiados o Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica (NDPH), Museu Pe. Carlos Weiss, Museu Escolar, Casa de Cultura, Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e LABDOC.

Segundo o coordenador do projeto, professor José Miguel Arias Neto, do Departamento de História, atual diretor do NDPH, os equipamentos serão utilizados no processo de digitalização de documentos que serão posteriormente disponibilizados para consulta pública. Os recursos também serão usados para a compra de uma van que servirá para visitas em escolas públicas de Londrina e região.

Documentos históricos serão digitalizados pelos novos equipamentos e posteriormente disponibilizados para consulta pública

Ele adiantou que entre os materiais que serão digitalizados no NDPH estão os jornais Paraná Norte e Poeira e uma coleção de fotos do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC). De acordo com o Arias Neto, outras coleções também serão recuperadas como o acervo da Associação Brasileira de Reforma Agrária, de posse do NEAB e uma coleção importante relacionada à arquitetura e construção civil de posse do LABDOC.

O professor informou também que o projeto contempla a confecção de um portal que abrigará um amplo repositório de dados e imagens para consulta pública, que serão armazenados em um software confiável feito em parceria com a Assessoria de Tecnologia e Informação (ATI) da UEL. O Edital da Finep atendeu propostas que buscavam a recuperação e posterior difusão de arquivos e os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), foram distribuídos em dois grandes grupos – acervos científicos e acervos históricos e culturais. O Edital 2024 destinou R$ 500 milhões para 247 propostas contempladas.

Repercussão

O Museu recebeu um scanner planetário que representa uma estação de digitalização autônoma indicada para transferência de imagens e processamento de documentação frágil, obras raras e históricas, jornais encadernados e outros de grandes formatos. Segundo a diretora do Museu, professora Edmeia Ribeiro, o equipamento será utilizado para digitalização do acervo da hemeroteca (arquivo de periódicos). Ela explicou que também poderá ser usado para a digitalização de fotografias.

De acordo com a diretora, o Museu (que está fechado para reformas desde o final de 2024) deverá reabrir ao público em maio próximo, após a conclusão de todas as obras. Será necessário montar todos os espaços novamente, que foram recolhidos para as intervenções realizadas na infraestrutura predial. O Museu ganhou nova rede elétrica, sendo que os ambientes foram todos climatizados.

Outro espaço beneficiado é o Laboratório de Documentação Arquitetônica e da Construção Civil Luiz César da Silva (LABDOC), criado pela professora Teba Silva Yllana, do Departamento de Arquitetura, após a doação dos desenhos e plantas das obras do arquiteto Luiz César. O laboratório recebeu um Scanner Codex A0, que está em fase de instalação e que será essencial para digitalização do acervo e captação de novos materiais, abrindo novas possibilidades de estudos e de estágios para estudantes de graduação.

O LABDOC mantém a coleção do arquiteto Luiz César da Silva (plantas, croquis, cópias heliográficas) totalizando 400 tubos, além de mobiliário, instrumentos técnicos e objetos pessoais.  Também faz parte o acervo documental completo do Projeto Metrópole Linear do Norte do Paraná, doado pelo Escritório Regional FAMEPAR de Apucarana, composto por expressiva produção gráfica (plantas, levantamentos, aerofotogramétricos e cópias heliográficas.

Entre outras coleções importantes, custodiadas pelos LABDOC, o acervo de profissionais de renome como Júlio Ribeiro, Edson Ueda, Miguel Alvares e registros aerofotogramétricos, de várias regiões do Paraná das décadas de 1970 e 1980, totalizando 1,4 mil arquivos que agora serão todos digitalizados.

O equipamento será utilizado para digitalização do acervo da hemeroteca, os arquivo de periódicos.
Foto: Agência UEL

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