Centros acadêmicos promovem visita à Fazenda Escola e plantam espécies nativas  

Centros acadêmicos promovem visita à Fazenda Escola e plantam espécies nativas  

Para marcar a recepção, CA de Agronomia promoveu o plantio de 100 mudas de espécies nativas em área de reflorestamento.

Vitor Struck

Agência UEL


A programação da Semana de Recepção dos Ingressantes está quase chegando ao fim, na noite desta sexta-feira (5). No entanto, muitas atividades ainda devem ser realizadas por todo o Campus e demais unidades da UEL. Na tarde desta quarta (3), chegou a vez dos ingressantes dos cursos de Agronomia e Zootecnia de conhecerem um dos espaços mais ricos e importantes da Universidade, a Fazenda Escola. Para marcar a recepção, o Centro Acadêmico do curso de Agronomia promoveu o plantio de 100 mudas de espécies nativas em área de reflorestamento. Enquanto isso, os alunos de Zootecnia conheceram as estruturas usadas para o desenvolvimento dos projetos de pesquisa. 

Aluna do 4º ano, Maria Eduarda Mariano de Oliveira integra o Centro Acadêmico do curso de Agronomia e esteve presente ao lado de uma turma de 80 ingressantes. “As 100 mudas foram doadas pelo Instituto Água e Terra (IAT) e o Centro Acadêmico sempre tenta fazer uma atividade social, com um propósito bom”, conta.

Foram utilizadas mudas de Araçá (Psidium cattleyanum), Angico (Anadenanthera colubrina), Açoita Cavalo (Luehea divaricata), Pau D’alho (Gallesia integrifolia), Gurucaia (Parapiptadenia rigida), Pau-Marfim (Calucophyllum spruceanum), Copaíba (Copaifera langsdorffii), Branquilho (Sebastiania commersoniana), Marmeleiro (Croton blanchetianus) e Canafistula (Peltophorum dubium). 

“Na segunda-feira, fizemos uma atividade prática da disciplina chamada Fertilidade do Solo. Viemos à Fazenda para que eles possam aprender a importância do solo na agricultura e para essa ação social na área de reflorestamento”, reforça o docente da disciplina de Planejamento Rural, Adilson Luiz Seifert. 

O Centro Acadêmico de Agronomia também está recebendo fraldas geriátricas para serem doadas a Instituições de Longa Permanência Para Idosos (ILPIs). As doações podem ser realizadas até o dia 19 de agosto. 

Laboratório para atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, a Fazenda Escola conta com mais de 100 hectares de terra onde os alunos vivenciam na prática as situações que vão encontrar na vida profissional.

“A ciência que alimenta o mundo”

A Fazenda Escola da UEL conta com a Divisão de Produção Animal, na qual são desenvolvidas as seguintes atividades: Avicultura (postura e corte), Bovinocultura de Corte e de Leite, Eqüinocultura, Ovinocultura, Suinocultura, Piscicultura e Forragicultura e Pastagens. Durante a visita desta quarta, os ingressantes do curso de Zootecnia conheceram as estruturas dos centros de pesquisa, assim como as baias onde os animais são criados. 

Coordenadora do curso de Zootecnia, a docente nas áreas de Forragicultura e Pastagens Sandra Galbeiro coordenou a visita, explicando aos alunos pontos importantes do manejo destes animais. “Primeiro lugar, alimentação adequada. Os animais em nenhum momento ficam com restrição alimentar. Também há o cuidado com a higiene e a temperatura. Há sempre um conforto, tem árvores aqui, com sombra, água e espaço para caminhar, correr e ficar em ócio, todas as atividades pertinentes à categoria destes animais”, explica.

Estudantes visitaram a Fazenda Escola (CCA) e conheceram as estruturas utilizadas para projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Estudantes visitaram a Fazenda Escola e conheceram as estruturas usadas em projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão (Agência UEL)

Ela lembra que a programação da Semana de Recepção dos Ingressante também conta com uma visita à Casa Acolhedora Mãe e Senhora de Todos os Povos, instituição de caridade que atende crianças em situação de vulnerabilidade. “Os alunos vão levar doces, fazer atividades com as crianças, para alegrá-las, e também comentar um pouco sobre o que é a Zootecnia, explicar quais são alguns mitos”, conta.

Questionada, lembrou que um dos principais mitos acerca da produção de aves é bastante antigo, porém ainda acaba levando muitas pessoas a acreditarem que as aves crescem a partir do recebimento de hormônios. No entanto, a docente lembra que a utilização de hormônios inviabilizaria a produção nas granjas em razão do custo. 

“No passado, demorava seis meses para uma ave de corte ficar pronta para o abate, e hoje, em 40 dias já é possível. Então, o que foi feito nestes anos foi o melhoramento genético juntamente com a nutrição animal. Também cuidou-se da parte sanitária, estudou-se novas formulações, quais nutrientes são exigidos para cada uma das fases, e conseguimos em tempo mais curto uma ave pronta. Não há hormônio”, explica.

Um dos locais visitados pelos alunos foi a Unidade Experimental para Pesquisas em Suínos, onde são praticados conceitos avançados acerca da nutrição dos suínos, como o uso de fibras e proteínas.

“Tivemos um experimento agora em junho que foi a troca. Por exemplo, estamos tirando o leitão da porca e ele está consumindo leite. E como vamos fazer com que eles consumam ração? Aplicando composição de ração, como soro de leite e leite em pó, para que eles possam ter essa evolução e não ficar tanto tempo mamando na mãe. Quanto mais cedo ele tem essa ingestão, maior é a evolução. Temos uma compensação de uma proteína animal. Como dizem, é a ciência que alimenta o mundo”, explica a estudante do 4º ano de Zooctenia, Emily Caroline Dutra.  

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