Pesquisadores integram seminário com representantes de 243 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

Pesquisadores integram seminário com representantes de 243 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia

Coordenadores de INCTs da UEL foram convidados para reunião anual em Brasília e apresentaram relatório sobre trabalho desenvolvido

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) marcou presença no Seminário INCT 2026, evento promovido em Brasília que reuniu representantes de instituições de pesquisa e de fomento de todo o país. O encontro contemplou a troca de informações e a discussão dos resultados e desafios do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), com 243 em atividade Brasil afora. Três professores da UEL, que integram a coordenação de dois INCTs, participaram da reunião e tiveram o seu trabalho avaliado e aprovado.

Os coordenadores de todos os institutos enviaram um relatório ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no início do ano, com retorno sobre a execução de metas, o cronograma de atividades propostas, a formação de recursos humanos, difusão de conhecimento, articulação de redes e a produção acadêmica, além de impactos científicos, tecnológicos e aplicações em políticas públicas.

Pesquisadores da UEL: João Luis Garcia, Amauri Alfieri (Pró-reitor de Planejamento) e Italmar Navarro.

Inspiração leva ao aprimoramento

O Departamento de Medicina Veterinária Preventiva (DMVP) da UEL sedia o INCT Toxoplasmose, que apoia trabalhos realizados por cerca de 85 profissionais no Brasil e no mundo que se dedicam a pesquisas dentro de uma perspectiva de saúde única – humana e animal. O objetivo é avançar na proteção contra a doença, zoonose causada pelo protozoário Toxoplasma Gondii.

Docente no Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, João Luis Garcia coordena a rede de apoio, com o professor sênior Italmar Navarro na vice-coordenação. O seminário da última semana apresentou os resultados parciais do processo de monitoramento dos institutos apoiados no âmbito da Chamada Pública nº 58/2022. O INCT Toxoplasmose foi contemplado com R$ 4,9 milhões na época, recurso utilizado na compra de equipamentos, materiais para laboratório e concessão de valores, por parte de um comitê avaliador, a projetos de diferentes níveis que o integram.

A dupla considerou proveitosa a oportunidade de se reunir com demais coordenadores e se inspirar com o que cada um desenvolve, também ouvindo sobre perspectivas de novos investimentos em pesquisa. “Nós pudemos nos comparar dentro de vários parâmetros como é que nós estamos, conversar e fazer sugestões, ver temas importantes para a gente utilizar no nosso INCT. Essa troca de ideias, apresentação de plano de trabalho, a gente traz e passa a avaliar o nosso aqui”, explicou Garcia.

Navarro completou informando que todos os institutos trabalham almejando a aplicabilidade, indo além da teoria, o que também foi inspirador. “É sempre para ir para campo em parceria com algum órgão público. Todos eles têm a aplicação dos seus resultados como objetivo final, para fazer acontecer e melhorar o país. Como o nosso aqui, a gente quer terminar uma vacina e um teste rápido”.

João Luis Garcia, Olival Freire Jr., presidente do CNPq, e Italmar Navarro. Foto: Divulgação
(da esq. para dir.)

Gestão financeira

Já o INCT para a Cadeia Produtiva do Leite foi proposto no edital do CNPq de 2014 e finalizado em 2025, com o refinanciamento permitindo a criação do INCT Leite 2, que “não é nada novo”, conforme o coordenador Amauri Alcindo Alfieri, professor no Departamento de Medicina Veterinária Preventiva. “É uma continuidade do outro. Agregamos novas linhas de pesquisa, como Nanotecnologia, Microbioma e Inteligência artificial, e mantivemos as outras”, elencou.

Reunindo 86 pesquisadores brasileiros e 15 estrangeiros vinculados a diversas instituições de ensino públicas e privadas, o Instituto busca assegurar o aumento da produção, produtividade e qualidade da produção leiteira da fazenda à mesa dos consumidores.

Para Alfieri, foi produtivo se reunir com diretores do CNPq e poder sanar dúvidas com relação à gestão financeira, visto que os coordenadores de INCTs atuam “em projetos muito longos e de valores muito altos”, exemplificando o aporte de quase R$ 15 milhões viabilizado ao seu Instituto por um edital recente.

*Bolsista na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

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