Exposição reflete intersecções entre a arte contemporânea e a biotecnologia

Exposição reflete intersecções entre a arte contemporânea e a biotecnologia

A abertura será nesta terça (25), às 9h e 19h30, e a visitação pode ser feita no horário de funcionamento da Galeria, das 9h às 21h.

A liberdade da experimentação artística. Montagens de redes que se conectam à memória pessoal e social ao próprio solo fértil dos microrganismos. As técnicas artísticas como caminho para o olhar e trabalho desenvolvido em laboratório. A Galeria do Departamento de Artes Visuais (CECA) da UEL recebe a exposição “Bioarte: o Laboratório como Ateliê”, que abre ao público no dia 25 de março e segue em cartaz até 9 de maio. A abertura será nesta terça (25), em dois horários, 9h e 19h30.

“Bioarte: o Laboratório como Ateliê” apresenta trabalhos das artistas Emanuely Aimi e Ingrid Midori, desenvolvidos no projeto de pesquisa “Arte da deterioração” (IFPR-Londrina), com apoio do programa Foodtech, em um convite à imersão no universo onde arte e ciência se encontram. Com curadoria de Isabella Maria Píccolo e do docente do Departamento de Artes Visuais Valter do Carmo Moreira (UEL), em parceria com Dão Pedro e Guilherme E Silveira (IFPR), a exposição também inclui objetos de laboratório, como microscópios e placas de Petri, ampliando a experiência do público e provocando reflexões sobre os limites entre arte e ciência.

A entrada é gratuita e aberta ao público e a visitação pode ser feita durante o horário de funcionamento da Galeria do CECA, das 9h às 21h.

Bioarte

A exposição explora a bioarte como uma prática interdisciplinar, transformando o laboratório em um espaço de experimentação artística utilizando microrganismos como ferramentas estéticas. As obras, que incluem montagens fotográficas e objetos de laboratório, dialogam com técnicas tradicionais como desenho, pintura e pixel art, mas com uma abordagem única: o uso de microrganismos em placas de Petri como suporte para criação.

Para isso Emanuely Aimi cria pinturas com microrganismos, dando vida a seres marinhos que fluem como poemas visuais em meio a culturas biológicas. Já Ingrid Midori investiga conceitos como tempo, efemeridade e memória, conectando histórias familiares a uma poética do contágio, onde organismos vivos se tornam agentes de transformação.

O trabalho colaborativo entre o IFPR e a UEL traz à tona uma oportunidade única para vivenciar a intersecção entre arte contemporânea e biotecnologia a partir da produção inovadora dessas jovens artistas-pesquisadoras, possibilitando que a comunidade tenha contato com o importante trabalho que vem sendo desenvolvido nos laboratórios, nessa experiência singular de união entre arte contemporânea e ciência.

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