Roda de Conversa na UEL debate inclusão e equidade
Roda de Conversa na UEL debate inclusão e equidade
Encontro promoverá troca de experiências, com relatos de mães que conciliam trabalho e atenção a familiares com deficiência.Uma roda de conversa voltada a trabalhadores e futuros profissionais da área de saúde será realizada na UEL, na tarde da próxima sexta-feira (13), para debater os desafios e potencialidades das mães que conciliam a atuação no mercado de trabalho e os cuidados com uma pessoa com deficiência na família. O encontro é uma promoção do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), em uma parceria da Universidade Estadual de Londrina com a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, e o Ministério da Saúde. A reunião ocorre no Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) da universidade.
A roda de conversa, intitulada “Força e Equidade: o papel da mãe trabalhadora na construção da inclusão”, propõe um momento de troca, reflexão e aprendizado coletivo. O encontro será mediado pelas professoras Liana Bassi, do Serviço Social da UEL, e Regina Melchior, docente da pós-graduação em Saúde Coletiva da UEL. Além do conhecimento teórico em suas áreas de atuação, ambas compartilham sua experiência pessoal na conciliação entre a atividade de ensino e os cuidados com pessoas com Síndrome de Down na família. Elas irão conduzir uma reflexão sobre como as experiências das mães trabalhadoras podem contribuir para os avanços na inclusão e equidade.
Interação com os usuários
De acordo com Melchior, ações formativas como esta são importantes para que os profissionais da saúde estejam mais bem preparados para a interação com a totalidade dos usuários. Ela relatou que o reconhecimento dos direitos e a atenção equitativa às pessoas com deficiência ainda é um processo em construção. E acrescentou que, muitas vezes, a discriminação não ocorre por preconceito, mas por desconhecimento e insegurança. “Nós, como trabalhadores de saúde, temos que lidar com toda essa diversidade. Muitas vezes a pessoa com deficiência sofre preconceito e discriminação porque o trabalhador tem medo desta situação. A gente não precisa temer a pessoa que tem deficiência. A gente precisa chegar e perguntar a ela ‘como eu posso te ajudar?’, como faria com qualquer outro usuário”, resumiu.
Ao lado da digitalização dos serviços de saúde, a equidade é um dos eixos priorizados atualmente pelo programa, que resulta de uma iniciativa conjunta dos ministérios da Saúde e da Educação para integrar ensino, serviço e comunidade, com o objetivo final de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
A fisioterapeuta Flavia Guilherme Gonçalves Ziegler, que atua no atendimento multiprofissional da Atenção Primária à Saúde em Londrina, integra o grupo e estará presente na roda de conversa. “A proposta é ampliar o diálogo sobre equidade, valorizando diferentes realidades e discutindo como essas vivências influenciam as relações sociais, familiares e também de trabalho”, esclareceu. “Também buscamos sensibilizar estudantes e profissionais para a importância de práticas mais inclusivas e respeitosas na sociedade e nos serviços de saúde”, disse, ao convidar a comunidade à participação.
Roda de conversa “Força e Equidade: o papel da mãe trabalhadora na construção da inclusão”
Quando: 13 de março, das 13h30 às 15h30
Onde: Sala 683 do Centro de Educação, Comunicação e Artes – CECA / UEL
Confirme sua participação neste link.
Via: N.Com

