A UEL integra a maior rede pública de conectividade acadêmica e científica do Brasil

A UEL integra a maior rede pública de conectividade acadêmica e científica do Brasil

Potente rede de conexão liga importantes agentes públicos de ciência e tecnologia do Estado

A Universidade Estadual de Londrina concluiu no final de maio, a ativação de sua interligação ao Anel de Conectividade do Paraná, potente rede de conexão entre ativos públicos de ciência e tecnologia do país. A rede já está disponível no Datacenter da UEL, localizado na Assessoria de Tecnologia da Informação (ATI), e será gradualmente ampliada para outras unidades. O projeto é coordenado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e viabilizado pela Secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) com recursos da Fundação Araucária, com investimento total de quase R$ 63 milhões de reais.

Segundo Luiz Gustavo Barros, coordenador técnico do projeto na UEPG e um dos responsáveis pela implantação, a rede acadêmica deve operar 400 gigabits por segundo (Gbps), algo para poucas redes acadêmicas no Brasil que operam com interfaces de velocidade como essa. A rede se conecta ainda ao maior hub de interconexão da internet do mundo, localizado em São Paulo e com 400 Gbps e à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) com 200 Gbps, integrando as universidades paranaenses ao ecossistema global de ciência e tecnologia.

Com esse primeiro passo concluído, a expansão da rede dentro da UEL e para suas unidades externas fica mais simples. Para Barros, trata-se, em grande parte, de ajustes, atualizações e configurações nos equipamentos em cada local a ser atendido, sem a necessidade de obras de longa distância. O recebimento do Anel significa a capilarização progressiva dessa capacidade por toda a universidade. “A implantação dessa moderna infraestrutura é equiparável a uma operadora de telecomunicações”, afirma.

Modelo colaborativo

Wellington Aparecido Cardador, Assessor de Tecnologia da Informação da ATI, destaca que o sucesso dessa conquista se deve ao modelo colaborativo do projeto e já prevê próximas ações dentro do campus. “A construção do Anel foi um esforço colaborativo, no qual todas as decisões e ações técnicas ocorreram com a participação direta e ativa das equipes de TI de todas as Instituições de Ensino Superior (IES) envolvidas, sob coordenação técnica da UEPG”, diz.

Segundo Cardador, com a estrutura principal concluída, “o foco agora será em avançar na expansão da rede interna”. O serviço deve ser expandido para os laboratórios, avançando nos locais com maior demanda para potencializar a pesquisa acadêmica, impulsionar a inovação e acelerar a consolidação dos resultados científicos da instituição.

Switch que conecta a super rede presente na ATI/UEL. (Foto: Maycon Rocha)

Unidades conectadas à rede de fibra óptica

As unidades da UEL que já estão interligadas à Rede Metropolitana de Fibra Óptica (Redecomep Londrina) são: Campus Universitário (sede da conexão ao Anel/Datacenter na ATI); Hospital Universitário (HU); Colégio de Aplicação (Centro); Casa de Cultura; Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (EAAJ); Museu Histórico Padre Carlos Weiss; Sistema de Arquivos (SAUEL).

As demais unidades da universidade que ainda não estão na Redecomep serão atendidas progressivamente, conforme o planejamento de expansão da rede interna. A equipe de TI da universidade mapeia os locais com maior demanda, priorizando as intervenções conforme as necessidades identificadas.

De acordo com orientações da ATI, pesquisadores, docentes e gestores que identificarem necessidades específicas de conectividade em seus laboratórios ou unidades devem comunicar essas demandas à Assessoria de Tecnologia. O mapeamento é o que orientará as decisões de investimento.

O impacto na saúde

O Hospital Universitário e o Centro de Ciências da Saúde (CCS) estão entre as unidades com maior potencial de transformação com a nova rede. Hoje, a transmissão de imagens médicas de alta resolução (como tomografias, ressonâncias magnéticas e exames de radiologia digital) podem enfrentar limitações que comprometem a agilidade dos serviços. Com a nova conexão, esse tipo de dado poderá circular entre unidades com estabilidade e sem perda de qualidade das imagens.  

A chegada do supercomputador

Paralelamente ao Anel, a UEL receberá um dos nós da Rede Estadual de Computação de Alto Desempenho projeto do Governo do Estado que inclui também um Simulador de Computação Quântica. O equipamento destinado à UEL terá capacidade de 300 teraflops (Tflops) que representa 300 trilhões de operações matemáticas por segundo, será instalado no Centro de Inovação Tecnológica (CIT) e deverá entrar em operação ainda em 2026.

Sem essa conectividade de alta capacidade, o supercomputador teria utilidade restrita a quem estivesse fisicamente no mesmo prédio. Com o Anel, pesquisadores de qualquer uma das 78 unidades conectadas no Paraná poderão acessar o equipamento remotamente, como se estivessem na sala ao lado. “Com o recebimento do novo supercomputador, é necessário que haja uma super rede”, frisa.

O projeto no Paraná

O Anel prevê conectar 78 campi e unidades em 26 cidades até dezembro de 2026. A etapa inaugural, concluída em fevereiro, ligou Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, Cascavel e Foz do Iguaçu (UEPG, Unicentro, Unioeste e Unespar). Londrina integra a segunda etapa, ao lado de Apucarana, Maringá e Campo Mourão (UEL, UEM e Unespar). A terceira etapa conectará Cornélio Procópio, Bandeirantes e Jacarezinho (UENP) e por fim, os campi da UEM, Unespar e Unioeste em Paranavaí, Umuarama, Goioerê, Toledo, Ivaiporã, Porto Rico, Cianorte, Cidade Gaúcha, Diamante do Norte, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e União da Vitória.

Arte divulgada pela ATI/UEL que ilustra a dimensão do projeto no Estado do Paraná

*Estagiário de jornalismo na Coordenadoria de Comunicação Social. Com informações da ATI.

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