UEL impulsiona inovação e competitividade no setor industrial paranaense

UEL impulsiona inovação e competitividade no setor industrial paranaense

Por meio do Programa Jornada de CT&I, Universidade se conecta a 93 empresas na região de Londrina para acelerar a transformação tecnológica e a eficiência produtiva

A Universidade Estadual de Londrina tem ampliado sua contribuição para o desenvolvimento regional por meio da participação no Programa Jornada de CT&I do Setor Industrial Paranaense, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), voltada ao fortalecimento da inovação, da produtividade e da transformação tecnológica nas indústrias paranaenses. Na regional de Londrina, o programa mantém um portfólio de atendimento de 93 empresas, consolidando uma atuação estratégica de aproximação entre Universidade, setor produtivo e instituições parceiras.

Com presença em diferentes segmentos industriais da região metropolitana de Londrina, o programa contribui para disseminar uma cultura de inovação aplicada e melhoria contínua. As ações desenvolvidas envolvem diagnósticos, acompanhamento técnico, levantamento de indicadores, proposição de soluções e apoio à tomada de decisão, sempre com foco no fortalecimento do setor produtivo regional.

O programa contribui para disseminar uma cultura de inovação aplicada e melhoria contínua. Foto: Arquivo pessoal

De acordo com o professor do Departamento de Física (CCE) Alexandre Urbano, à frente da articulação institucional e do acompanhamento das atividades desenvolvidas até o momento juntamente com Edson Antônio Miura, docente do Departamento de Administração (CESA), o programa favorece a formação de recursos humanos especializados e intensifica a relação entre a Universidade e a indústria, criando ambiente mais propício à transferência de conhecimento, ao desenvolvimento de novas soluções e à geração de resultados sustentáveis para o Paraná.

“O diagnóstico inicial dessas organizações aponta que a gestão da carteira de clientes e fornecedores é uma demanda expressiva. Uma das demandas mais frequentes — embora esperada — é a implementação de inteligência artificial em diversos setores para a otimização de processos industriais, o que tem sido o foco principal do trabalho dos bolsistas de Implementação Tecnológica”, explica.

Geração de conhecimento aplicado

Na UEL, o Programa Jornada de CT&I conta com a colaboração de 4 bolsistas AIT (Agentes de Implementação Tecnológica) e 8 bolsistas AEP (Agentes de Eficiência Produtiva), formando uma equipe multidisciplinar dedicada ao acompanhamento das empresas e ao desenvolvimento de ações alinhadas às necessidades de cada contexto produtivo. As empresas atendidas na Jornada foram inseridas no programa com apoio do SENAI, por meio de inscrição e avaliação, sendo o atendimento gratuito para micro e pequenas empresas e subsidiado para médias empresas, conforme os critérios da iniciativa.

Visita realizada pelo agente Felipe Barbosa Soares e pelo coordenador Alexandre Urbano (de paletó claro) a uma das empresas participantes do programa (Foto: Arquivo pessoal)

Os Agentes de Implementação Tecnológica atuam no diagnóstico da maturidade digital, no mapeamento de demandas e na proposição de soluções voltadas à inovação e à modernização de processos. Já os Agentes de Eficiência Produtiva concentram esforços na análise de mercado, no mapeamento de fornecedores, concorrentes e clientes, além da identificação de oportunidades de melhoria com base em dados e evidências. Essa atuação integrada permite que o programa avance em duas frentes complementares: a transformação tecnológica e a eficiência produtiva, ampliando a capacidade das empresas de responder aos desafios do mercado com mais competitividade, organização e visão estratégica.

“A presença da UEL no programa reafirma o papel da universidade pública na geração de conhecimento aplicado, na formação de profissionais qualificados e na promoção de soluções voltadas às demandas reais da indústria”, comenta Urbano. Ao conectar pesquisa, extensão e atendimento técnico, em articulação com a SETI e o SENAI, a iniciativa contribui para o fortalecimento da competitividade industrial e para a modernização de cadeias produtivas relevantes para a economia regional.

Formação de Recursos Humanos

Além dos impactos diretos nas empresas atendidas, o programa também favorece a formação de recursos humanos especializados e intensifica a relação entre a Universidade e a indústria, criando um ambiente mais propício à transferência de conhecimento, ao desenvolvimento de novas soluções e à geração de resultados sustentáveis para o Paraná.

“O convênio SETI-SENAI é a celebração de uma parceria muito profícua para levar a expertise que as universidades detêm para dentro do parque tecnológico do setor produtivo, às vezes é carente de informações básicas. É bastante interessante e salutar para todo o sistema. Uma vez que as empresas inovam, elas crescem, e cresce a produção, cresce a produtividade, o que leva também ao crescimento dos colaboradores, dos funcionários dessas empresas”, diz o professor. “Compreendo que é uma corrente do bem, é um ganha-ganha em diversos aspectos. Para nós, na Universidade, tem outro ponto interessante, que é a formação de recursos humanos. Pessoas cada vez mais conscientes de que a ciência pode ser e deve ser aplicada à sociedade”, pontua.

Desenvolvimento científico, tecnológico e econômico

O programa continua agora com a coordenação dos professores Admilton Gonçalvez de Oliveira Junior, do Departamento de Microbiologia (CCB) e por Odair Pastor Ferreira, do Departamento de Química (CCE).  Ao integrar conhecimento acadêmico, formação especializada e atuação direta junto às empresas, o Programa Jornada de CT&I reforça o compromisso das instituições parceiras, SENAI, SETI e UEL com o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico da região. “Há uma predisposição de diversos professores pesquisadores das universidades interagir com o setor produtivo e do outro lado também há predisposição e interesse de muitas empresas se relacionarem com o setor público. Essa é uma excelente oportunidade para que a gente derrube essas barreiras e que essa integração seja de fato efetivada”, conclui Urbano.

Para os coordenadores, mais do que apoiar processos de modernização industrial, a iniciativa contribui para consolidar um ecossistema de inovação capaz de gerar impacto prático, ampliar oportunidades e fortalecer a conexão entre universidade e sociedade.

*Assessora especial na Coordenadora de Comunicação/UEL

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