Pesquisador atinge meta de 100 publicações científicas em 14 países

Pesquisador atinge meta de 100 publicações científicas em 14 países

Aos 64 anos, Arli Ramos de Oliveira atinge marca de publicações. Educador está na UEL desde 1986.

Pedro Livoratti

Agência UEL


O professor Arli Ramos de Oliveira, do Departamento de Ciências do Esporte, do Centro de Educação Física (Cefe), conseguiu este mês atingir a meta de 100 publicações científicas em periódicos de 14 países. Aos 66 anos, a marca representa uma conquista importante para o professor, que iniciou as atividades como educador em Uraí, Norte do Paraná, aos 18 anos, e que se tornou pesquisador a partir de 1986, quando iniciou as atividades na UEL. Atualmente o professor coordena o Grupo de Estudos e de Pesquisas em Atividade Física e Saúde (Gepafis) e está entre os 20 pesquisadores da UEL mais citados no Google Acadêmico, com mais de 5 mil registros.

Embora tenha chegado na UEL nos anos 1980, o professor lembra que foi a partir de 2005 que as atividades de pesquisa ganharam fôlego maior, com a criação do Gepafis. O grupo foi criado para organizar e estimular estudantes de graduação e de pós a desenvolverem estudos relacionando atividade física e saúde. Embora essa seja a linha de pesquisa, o professor foca seus estudos nos benefícios do exercício físico e esporte para crianças e jovens.

Os bons resultados dos projetos refletem o entusiasmo do professor Arli em sala de aula. Ele costuma dizer que a escola tem papel fundamental na vida do estudante e que toda aula precisa ser um momento mágico. Arli se tornou professor por influência da mãe, Emília Ramos de Oliveira, a primeira educadora de Uraí, que faleceu no ano passado, aos 96 anos.

Professor Arli, do CEFE, que completou 100 publicações científicas neste ano, pela UEL.
Professor Arli Ramos de Oliveira. Na UEL desde 1986, professor atinge marca de publicações em revistas científicas (Agência UEL)

Ainda muito jovem Arli concluiu o curso Magistério juntamente com o Ensino Médio e teve oportunidade de lecionar na Zona Rural e na periferia da sua cidade. Estes foram os primeiros passos para uma longa carreira no campo do ensino. Posteriormente ele se transferiu para Londrina onde atuou na rede pública estadual dando aulas no Jardim Paraíso, na Zona Norte, depois no Colégio Nilo Peçanha (no Jardim do Sol, região Leste) e por último no Vicente Rijo, no Centro. Também integrou o quadro de professores do Colégio Positivo de Londrina desde sua implantação, em 1978 (atual Colégio Maxi). Foi ainda Coordenador Adjunto de Esportes do SESC-Aeroporto entre os anos de 1979 e 1984.

Na UEL, nos anos 1990, o professor foi um dos coordenadores do Projeto de Extensão Perobal, que tinha o objetivo de levar prática esportiva orientada à comunidade da região Leste, do entorno do Campus. Arli se recorda que o projeto oferecia inclusão social, proporcionando a crianças e adolescentes carentes a possibilidade de desenvolver atividades físicas. Além de praticar esportes, os estudantes eram orientados a manter assiduidade na escola. O projeto chegou a ter parceria com o Instituto Airton Senna, como um programa destaque na área de educação pelo esporte.

Inovação

Como pesquisador, Arli teve a oportunidade de realizar o Mestrado e Doutorado na Universidade de Pittsburgh (Pennsylvania/USA) de 1991 a 1998, contemplado com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Também foi supervisor da Região Sul junto à Equipe Colaboradora do Ministério do Esporte no Projeto Segundo Tempo/Esporte da Escola.  As atividades de pesquisa são decorrentes do trabalho desenvolvido em sala de aula e na orientação de estudantes. “Eu me considero um educador. Minha principal função é inspirar pessoas”, define ele.

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