Em clima de FILO, UEL FM apresenta conversas com artistas que passaram pelo Festival

Em clima de FILO, UEL FM apresenta conversas com artistas que passaram pelo Festival

Os depoimentos são apresentados no programa “Arquivo 107: Quinze minutos de boa conversa”, comandado pela jornalista Patrícia Zanin

Patrícia Zanin

Agência UEL


Em clima de Festival Internacional de Londrina (FILO), a Rádio UEL FM está exibindo entrevistas de artistas que se apresentaram em outras edições do evento.  O FILO tem apoio da UEL e também da UEL FM. Os depoimentos estão sendo apresentados no programa “Arquivo 107 – Quinze minutos de boa conversa”, que estreou dia 1º de junho, no mês de aniversário dos 36 anos da emissora educativa da Universidade Estadual de Londrina. Ouça em 107,9 MHz e também no aplicativo da emissora, no site e no Spotify.

Esta semana, o “Arquivo 107” mostrou entrevista da grande dama do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro, convidada do FILO 2017. Na ocasião, ela apresentou, por duas noites seguidas, leitura dramática sobre memórias e histórias de Nelson Rodrigues. Declarou, em entrevista à UEL FM e também à CBN Londrina, que “cada ato teatral, da comédia mais vagabunda, aos maiores textos escritos, é um ato de resistência. Sempre. E através dos tempos”.  

Fernanda Montenegro no Cine Teatro Outro Verde (FOTO: Milton Dória/Vogue)

No segundo dia de sua apresentação no Ouro Verde, o fotógrafo Milton Dória registrou a atriz de braços abertos de frente para a plateia, que a aplaudiu em pé. A imagem é uma das quase 700 que compõem o livro “Fernanda Montenegro – Itinerário Fotobiográfico”, que saiu em 2018 pelas Edições Sesc. Nascida Arlette Pinheiro Esteves da Silva em 16 de outubro de 1929, tinha 15 anos quando se inscreveu num concurso para locutora da Rádio MEC, do Rio de Janeiro. Ganhou a disputa para atuar no Teatro da Mocidade, projeto de radionovelas para jovens talentos. “Sinhá Moça chorou” foi seu primeiro papel como radioatriz. Arlette atuou 10 anos na Rádio MEC e foi lá que adotou o nome artístico de Fernanda Montenegro.

Patricia Selonk em Hamelet (FOTO: Armazém Companhia de Teatro)

O “Arquivo 107” exibiu também uma conversa com a atriz Patrícia Selonk, cofundadora da Armazém Companhia de Teatro, que nasceu em Londrina em 1987 e se transferiu para o Rio de Janeiro em 1998. A Armazém tem uma centena de prêmios em festivais nacionais e internacionais, e mais de duas dezenas de espetáculos na trajetória. Patrícia até tentou duas graduações na UEL, mas o teatro falou mais alto. A entrevista para a rádio foi no FILO 2017, quando a companhia veio a Londrina abrir o festival com duas apresentações de “Hamlet”, de Shakespeare.

Na ocasião, Patrícia comemorava 30 anos de carreira e rememorou momentos marcantes de sua trajetória. Entre memórias bastante carinhosas, recorda da convivência com o ator Paulo Autran, quando ele passou uma temporada em Londrina para apresentar, com a Armazém, o espetáculo “A tempestade”, de Shakespeare. Foi no aniversário de 60 anos de Londrina. Patrícia estava grávida do primeiro filho com o diretor Paulo de Moraes. “O Paulo (Autran) deu roupas de nenê e uma banheira para o Paulo (de Moraes) e foi um dos grandes incentivadores da nossa transferência para o Rio de Janeiro”, relembra.  

Celso Frateschi/Divulgação

O “Arquivo 107” trouxe, ainda, conversa com o ator, diretor e produtor Celso Frateschi, de São Paulo, que esteve no FILO 2006 para apresentar o monólogo “Sonho de um homem ridículo”, baseado na narrativa fantástica de Dostoievski. Ele voltou à juventude para comentar sua relação com o teatro. Os programas estão disponíveis em Rádio UEL 107 e também no Spotify

E na semana passada, o “Arquivo 107” mostrou artistas que se apresentaram no Cabaré do FILO. O cabaré foi uma programação noturna paralela do festival, que servia como ponto de encontro. Artistas, público e produtores se reuniam após as peças teatrais para celebrar a arte, ouvir música e se divertir até o amanhecer. Nomes reconhecidos da MPB se apresentaram no Cabaré, assim como jovens talentos.

Cantora Alcione na Rádio UEL em 1999 (FOTO: Arquivo pessoal/Pedro Livroratti)

Entre os entrevistados da UEL FM que estiveram no Cabaré e ganharam destaque no “Arquivo 107”, a cantora Alcione, em 1999. Ela tinha 51 anos de idade e quase três décadas de carreira. Teve uma conversa descontraída e divertida com o jornalista Pedro Livoratti. E ganhou, ao vivo, um presente de surpresa de crianças e jovens do projeto Batuque na Caixa. O Batuque – que está comemorando 25 anos agora em 2026 – se inspirou na iniciativa social “Mangueira do Amanhã”, da estação primeira de Mangueira. Alcione é uma das fundadoras do projeto. Nascida em São Luís, em 1947, a maranhense se mudou para o Rio de Janeiro aos 20 anos. Marrom também é compositora e instrumentista. Ainda criança, aprendeu a tocar clarinete, saxofone e trompete. Com mais de 30 álbuns lançados, tem mais de 50 anos de trajetória na música.

Outro artista que esteve no Cabaré do FILO foi Tom Zé, em 2001, entrevistado pelo então estagiário de jornalismo da Rádio UEL, Fábio Ventura. Em 1980, o músico vendeu a casa para desenvolver instrumentos experimentais, numa evolução musical que se estendeu por anos. Ainda nos anos 80, ele quase encerrou a carreira na música e essa história está na voz do próprio artista na reportagem de Ventura. Tom Zé nasceu em outubro de 1936 em Irará, interior da Bahia. Em janeiro desse ano, voltou a Londrina para um show que comemorou 11 anos do Sesc Cadeião.

(Com informações da UEL FM )

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