Pet-Saúde divulga resultados de dois anos e destaca parceria com Rede Municipal
Pet-Saúde divulga resultados de dois anos e destaca parceria com Rede Municipal
Foram 142 atividades realizadas em unidades e serviços de saúde, ambulatórios, laboratórios, centros de referência, entre outrosRepresentantes do PET-Saúde Equidade da UEL apresentaram, na terça-feira (21), o relatório final do projeto à Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Londrina. A reunião ocorreu das 10h às 12h, no Gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, com a presença da Secretária Vivian Feijó, integrantes da gestão municipal e representantes do projeto.
Durante o encontro, foram compartilhados os principais resultados dos dois anos de atuação do PET-Saúde Equidade, desenvolvido por meio da parceria entre a UEL e a AMS Londrina. A iniciativa promoveu a integração entre universidade, serviços de saúde e comunidade, com ações voltadas à formação multiprofissional, à valorização dos trabalhadores do SUS e ao enfrentamento das desigualdades relacionadas a gênero, raça e etnia, sexualidade, identidade de gênero, deficiência, maternagem, saúde mental e violência no trabalho.
O PET-Saúde Equidade é coordenado pela professora Marselle Nobre de Carvalho, do Departamento de Saúde Coletiva do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Primeiro PET-Saúde da UEL cadastrado como projeto de extensão, ele é formado por estudantes, docentes, tutores, preceptores e profissionais de diferentes áreas da saúde, das ciências humanas e das ciências sociais aplicadas.
Participaram estudantes dos cursos de Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia, Psicologia, Serviço Social, Jornalismo, Relações Públicas e Ciências Sociais. Ao longo do projeto, também estiveram envolvidos 19 departamentos acadêmicos, 12 serviços da rede municipal de saúde e seis setores da própria Universidade.

UEL na comunidade: atividades alcançaram milhares de pessoas
No período de execução, foram contabilizadas 142 atividades. Conforme a estimativa apresentada no relatório, essas ações podem ter alcançado diretamente entre 2.130 e 5.680 pessoas, a depender do número médio de participantes em cada atividade.
Marselle Nobre aponta que as atividades ocorreram em diferentes espaços, incluindo unidades e serviços de saúde, ambulatórios, laboratórios, centros de referência, instituições de ensino, congressos, feiras, eventos comunitários e espaços culturais. Segundo ela, a diversidade dos locais de atuação contribuiu para aproximar a Universidade dos territórios e ampliar o diálogo sobre equidade, direitos humanos e cuidado em saúde.
O projeto também promoveu oito eventos, cursos e oficinas, que reuniram 799 participantes. Entre os temas abordados estiveram equidade e diversidade no SUS, saúde mental, violência relacionada ao trabalho, comunicação, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, práticas integrativas e cuidado às mulheres.
Segundo a coordenadora, a experiência demonstrou a potência da articulação entre ensino, serviço e comunidade. “O PET-Saúde Equidade possibilitou uma formação comprometida com a realidade dos serviços e com as necessidades das populações historicamente vulnerabilizadas”, destacou a coordenadora.
Na avalição da coordenadora, as atividades serviram para construção de vínculos, produção de conhecimentos e fortalecimento das práticas orientadas pela defesa dos direitos humanos e dos princípios do SUS.
Produção de conhecimento e comunicação com a sociedade
A produção técnico-científica foi outro resultado relevante. O projeto identificou 27 produções, entre resumos e trabalhos apresentados em eventos, artigos, relatórios, materiais educativos e outras iniciativas de sistematização e divulgação do conhecimento. Também foram desenvolvidos 21 produtos digitais, ampliando o acesso a conteúdos relacionados à equidade em saúde.
Entre os assuntos de maior destaque nas produções estiveram equidade, Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), saúde mental, violência no trabalho, saúde da população LGBTQIAPN+, intolerância religiosa, cuidado às mulheres, maternagem e gestão do cuidado.
Nas redes sociais, o PET-Saúde Equidade publicou 304 conteúdos e alcançou mais de 55 mil visualizações. O perfil do projeto reuniu 695 seguidores, aproximadamente 9.450 contas alcançadas, 1.455 interações e 283 cliques em conteúdos de engajamento. Um site também foi criado para reunir notícias, atividades, produções e registros da trajetória do projeto.
A apresentação do relatório também abriu espaço para a discussão dos desafios enfrentados durante a execução do projeto, como as resistências institucionais, a sobrecarga das equipes, as limitações estruturais dos serviços e a permanência de preconceitos no cotidiano das instituições.
A coordenação considera que, apesar desses obstáculos, a avaliação final destacou que o PET-Saúde Equidade criou espaços de formação, escuta e reflexão sobre temas que ainda enfrentam disputas políticas, sociais e morais. As atividades contribuíram para qualificar estudantes e profissionais e estimular práticas de cuidado mais inclusivas, acessíveis e sensíveis às diferenças.
Para Michele Amadeu, coordenadora do Centro de Referência do Cuidado Interdisciplinar (CIDI), o projeto produziu impactos relevantes na rede municipal de saúde. “Considero que o projeto superou as expectativas do serviço municipal, fazendo a diferença nos diversos momentos de contato com estudantes, preceptores e tutores”, aponta.
Ainda segundo Michele, a iniciativa atingiu o objetivo de integrar ensino, serviço e comunidade, levando conhecimento sobre assuntos de grande relevância e que são difíceis de serem abordados na rotina dos serviços, além de estimular a reflexão dos trabalhadores sobre os temas trabalhados.
O encontro na Secretaria Municipal de Saúde marcou o encerramento de uma trajetória construída coletivamente pela UEL, pela AMS Londrina, pelos serviços parceiros, estudantes, docentes, profissionais de saúde e integrantes da comunidade. O relatório reafirma que a equidade e os direitos humanos devem ocupar posição central na formação, na gestão e na atenção à saúde.
(Com texto e informações da equipe do PET-Saúde Equidade – FOTO: Divulgação)




