Osuel realiza “aula-concerto” para 600 alunos do Colégio de Aplicação

Osuel realiza “aula-concerto” para 600 alunos do Colégio de Aplicação

Estudantes acompanharam extasiados os músicos da orquestra, que promovem a "aula-concerto" desde 1990.

Em busca de ampliar o acesso aos produtos culturais desenvolvidos na Universidade, a Orquestra Sinfônica da UEL (Osuel) realizou, na manhã desta quarta-feira (3), mais uma edição da série “Concertos Didáticos”. Realizada de maneira informal e mediante o agendamento das escolas desde a década de 1990, os músicos dedicam este momento a apresentarem os sons dos instrumentos que compõem a orquestra sinfônica em uma “aula-concerto”. Desta vez, a plateia era formada pelos alunos da Educação Infantil, séries iniciais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, do Colégio de Aplicação.

Acostumado com os sons da bateria e do baixo elétrico, o estudante da 3ª série do Ensino Fundamental Calebe Cavanhas Santana, de 9 anos, ficou entusiasmado ao conhecer o papel dos outros instrumentos na orquestra. “Gostei muito porque eu toco na minha igreja e também tenho uma bateria no meu quarto. Eu já conheço o contrabaixo também, porque meu pai tem. Eu gostei bastante. Quando começou a tocar eu reconheci a música e achei bem legal. Deu vontade de tocar bateria”, diz. 

A cada novo timbre apresentado, a emoção dos jovens fazia quebrar o silêncio e as demais formalidades exigidas no Cine Teatro Ouro Verde. Palmas, gritos, risadas e gestos que imitavam os movimentos do corpo expressavam o fascínio pelas descobertas, o que contagiou também os músicos. 

Trombonista da Osuel, Elder Gimenes fez questão de registrar a euforia das crianças em seu celular. “Para nós, primeiramente, é difundir a música erudita, que é o nosso trabalho, e atender a comunidade londrinense. É importante formar público e fazer eventos que agreguem à comunidade, para que a cada dia mais tenhamos o teatro lotado”, explica. 

Do instrumento mais agudo da orquestra, o flautim, passando pelo trompete, trombone, flauta e clarinete, até o mais grave, a tuba, cada timbre chegou aos ouvidos dos alunos a partir de melodias bastante conhecidas, e que foram executadas com o estilo próprio de cada músico.

Clara Furlanetti Alves, também de 9 anos, já conhecia diversos instrumentos. Apenas não se recordava do oboé, cuja característica é o som anasalado, sendo um pouco mais áspero na comparação com a flauta, um dos seus instrumentos preferidos. “Quando tocaram as flautas, eu senti uma tranquilidade. Sabe aquelas músicas que tocam quando um personagem da Disney está na floresta? Eu senti que era isso, uma paz. Eu achei tudo muito lindo, os sons”, alegra-se. 

Veja imagens da apresentação da Osuel abaixo:

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Da euforia à contemplação

Mas foi com a chegada do naipe de cordas que a euforia instalada nas crianças pelo naipe de metais acalmou-se dando lugar à contemplação. Atentas, as crianças ficaram surpresas ao descobrirem que os fios usados nos diferentes tipos de arcos de madeira levam as crinas dos cavalos ligadas ao Pau-Brasil, por exemplo.

Diretora da Divisão da Música da Casa de Cultura da UEL, Marta Dantas considera que todos os concertos da Osuel representam momentos que vão muito além do entretenimento. “Qualquer apresentação da Osuel, mesmo que não tenha esse caráter tão didático quanto o de hoje, que é especial para os alunos, é sempre um momento em que aprendemos. Podemos perceber que o maestro fala do programa, se tem tempo ele explica algo sobre o compositor. É um momento de termos contato com outro tipo de música e de compreendermos o valor da orquestra.”

No mesmo sentido, a diretora do Colégio de Aplicação, Tania Fernandes, destaca que o momento pede ações como a da manhã desta quarta-feira, especialmente depois do período mais duro da pandemia da Covid-19. “Queremos que as nossas crianças tenham acesso e possam fruir da arte. E isso vai completar a formação deles, que não é só uma formação científica, das áreas do conhecimento, mas é uma formação humana, de sensibilidade, afeto. Para uma retomada de uma condição pandêmica, em que as pessoas ficaram isoladas, isso é fundamental”, avalia. 

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