Pesquisadoras capacitam para o ensino bilíngue professores de Ibiporã e SC

Pesquisadoras capacitam para o ensino bilíngue professores de Ibiporã e SC

Debates abordam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Oferta de Educação Plurilíngue - Parecer 02/2020.

Willian C. Fusaro

Agência UEL


Professores da Rede Municipal de Ibiporã participaram, durante dois dias, de uma atividade de formação continuada voltada à educação bilíngue. A iniciativa foi ministrada pelas professoras Michele El Khadri, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas, do Centro de Letras e Ciências Humanas, e Vivian Saviolli, estudante do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Educação, do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA). 

A formação bilíngue foi uma parceria entre a Prefeitura de Ibiporã e a UEL. Em dois dias, envolveu os profissionais na discussão das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Oferta de Educação Plurilíngue (Parecer 02/2020), do Ministério da Educação (MEC). O objetivo foi a capacitação das professoras do ensino básico para a atuação bilíngue em todos os níveis, do biletramento dos estudantes às relações entre o Parecer e a Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

Segundo Michele, ela e Vivian oferecem nacionalmente a capacitação aos professores, que está relacionada à pesquisa de Vivian no Programa de Pós-Graduação em Educação. As atividades de formação são de 120 horas semanais e podem ser solicitadas por escolas públicas ou privadas de todo o Brasil. As atividades ocorrem via via Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UEL (FAUEL).

“Abordamos as professoras, tentando desmistificar algumas noções do ensino bilíngue. Também fazemos um trabalho com as mães dessas crianças e jovens estudantes, explicando o que é o ensino bilíngue, que é muito mais do que falar e ensinar inglês”, relata Michele.

Contribuição à formação docente

De acordo com Vivian, a formação mostra-se estratégica para esses professores devido à ausência de conteúdos relacionados ao bilinguismo, currículo integrado, disciplinary language, biletramento, entre tantos outros temas que compõem a formação básica do professor bilíngue. “Inclusive, durante nossa discussão com os professores da escola Irmã Cecília, um deles definiu o profissional de educação bilíngue como sendo um ‘robô’, afinal a quantidade de habilidades e competências necessárias para estar à frente de uma sala de aula bilíngue é enorme”, completa.

O secretário de Educação de Ibiporã, Antonio Prata Neto, avaliou a iniciativa como uma forma de estreitar laços entre a pesquisa e a prática. “Unimos as duas e aplicamos, durante a semana pedagógica nas escolas municipais, em uma área de extrema importância: a educação infantil. Priorizamos uma atuação pedagógica que valorize o professor, por isso estendemos o convite à Universidade para nos ajudar”, afirma o secretário.

Formação continuada em Santa Catarina

No mês de julho, as pesquisadoras ofertaram a formação bilíngue também para terras catarinenses. As atividades ocorreram para os professores das escolas municipais de São Lourenço do Oeste, município de 22 mil habitantes a 600 km de Florianópolis. “Já é a segunda vez que participamos dessas atividades de formação, muito importantes, além de tudo, para levar o nome da Universidade adiante”, avalia Michele.

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