Levantamento junto a empresas norteia reformulação da grade do curso de Zootecnia

Levantamento junto a empresas norteia reformulação da grade do curso de Zootecnia

Com foco em gestão e empreendedorismo, mercado exige profissionais com perfil de liderança.

As mudanças provocadas pelas novas tecnologias, somadas a demandas do mercado de trabalho na área, foram fundamentais para a reformulação da grade curricular do curso de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA). As novas mudanças estarão valendo a partir do primeiro semestre de 2022 e vão privilegiar a formação de profissionais antenados às novas tecnologias de informação e comunicação, com perfil de liderança e empreendedores.

A reestruturação curricular foi influenciada por outro projeto, concluído pela professora Amanda Massaneira e uma estudante de Iniciação Científica. À época, em 2019, quando Amanda era professora do curso, foi realizado um levantamento, entre empresas da agroindústria, sobre o perfil desejado do profissional de Agrárias e as principais deficiências observadas. “Fizemos uma nuvem de palavras com os termos mais citados pelas empresas. Palavras como “liderança”, “proatividade”, “resiliência”, “proatividade” foram as mais citadas e, entre as deficiências desses profissionais, essas também foram as que mais apareceram”, afirmou.

Com pós-graduação no currículo, Fernando Massaro é Zootecnista formado pela UEL e atua na Fazenda Escola.

A partir desse estudo, em contato com outros professores do curso, iniciou-se o processo de criação de uma nova grade, focada em demandas do mercado, como gestão, liderança e domínio das ferramentas de análises de dados digitais. Empresas do setor também foram ouvidas, como o Instituto de Métricas Agropecuárias (INTTEGRA), DSM, Tortuga, Agroceres e De Heus. Entre as principais mudanças, estão a introdução de disciplinas como Gestão de Pessoas e Empreendedorismo e Marketing e, do ponto de vista da formação técnica, disciplinas de Bioinformática e Zootecnia de Precisão. “São disciplinas voltadas à Big Data e às novas tecnologias, muito importantes para a formação do zootecnista”, defendeu.

Segundo Sandra Maria Simonelli, coordenadora do Colegiado de Zootecnia, outra mudança sugerida foi aproximar dos estudantes os temas mais ligados à Zootecnia logo no início do curso. “Alguns estudantes chegavam ao primeiro ano sem saber muito bem o que era a área, confundindo algumas coisas. Então, reduzimos as cargas horárias de algumas disciplinas e incluímos a disciplina de Projetos Integradores. Ela reúne disciplinas como Biologia Celular, por exemplo, em uma só, oferecendo situações-problema para o estudante resolver e aplicar os conhecimentos da área”, explicou.

Perfil com foco na gestão e liderança

As reformulações curriculares do curso obedeceram a mudanças essenciais na sociedade, que está mais integrada às novas tecnologias e dependendo de profissionais com perfil de liderança. Essa é a avaliação da professora Ana Maria Bridi. “A universidade não pode se fechar ao que acontece no mercado de trabalho, na sociedade como um todo. Por isso, é importante focar em uma formação moderna, que contemple habilidades não só técnicas para o Zootecnista, mas também de relacionamento interpessoal”, definiu a professora.

Para a pesquisadora, as mudanças vêm na esteira de outras mudanças empregadas por outros cursos em todo o País. “Não somos os únicos a nos adaptarmos aos novos tempos. Mas, para nós, isso tem um outro sentido, pois em comparação aos mais tradicionais, o de Zootecnia da UEL está muito bem avaliado, mesmo sendo bem novo (de 2002, com a primeira turma de formados em 2007). Na última avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENADE), por exemplo, tivemos nota 4 e por pouco não obtivemos a 5”. O ENADE avalia cursos de todo o Brasil com notas entre 1 a 5.

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