Mestrando conquista prêmio em Congresso brasileiro da área de Cosmetologia
Mestrando conquista prêmio em Congresso brasileiro da área de Cosmetologia
Luiz Henrique Santana é do Programa de Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular e pesquisa o perfil toxicológico dos soforolipídiosO mestrando Luiz Henrique Santana Martins, do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular do Centro de Ciências Biológicas (CCB/UEL), conquistou o 1º lugar no concurso de trabalhos científicos do 38º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, realizado no início do mês de junho, em São Paulo. O evento é considerado o mais importante da área de cosmetologia no país e reúne pesquisadores, profissionais e empresas do setor.
O trabalho de Luiz Henrique Santana, orientado pelo professor Mário Sérgio Mantovani do Departamento de Biologia Geral (CCB), investigou o perfil toxicológico dos soforolipídios, moléculas da classe dos glicolipídios produzidas pela levedura Starmerella bombicola por meio de processos biotecnológicos. A obtenção da molécula foi o ponto de partida de toda a cadeia investigativa da pesquisa.
O mestrando explica que para a obtenção da molécula foi fundamental a participação do grupo de pesquisa coordenado pela coorientadora do trabalho, professora Maria Antônia Pedrine Colabone Celligoi do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia do Centro de Ciências Exatas (CCE), na produção do biossurfactante. O biossurfactante é um composto natural que se destaca por sua biodegradabilidade, baixa toxicidade e propriedades bioativas, entre elas, atividade antimicrobiana, antiviral e potencial antiproliferativo, características que os colocam como ingredientes de alto valor agregado para a cosmetologia (ciência que estuda e desenvolve a aplicação de produtos cosméticos e tratamentos estéticos). O trabalho reuniu funcionalidade e perfil sustentável em uma única molécula de origem natural.
Resultado – Segundo Martins, a pesquisa avaliou a citotoxicidade dos soforolipídios em queratinócitos humanos da linhagem HaCaT — células da pele amplamente utilizadas como modelo para estudos de segurança dermatológica. Os resultados revelaram que o limiar de toxicidade da molécula é superior às concentrações eficazes descritas na literatura para suas atividades funcionais, indicando uma margem de segurança relevante para o uso tópico.
Parceria
O estudo foi desenvolvido por meio da colaboração de dois laboratórios da Universidade. O Laboratório de Genética Toxicológica (Gentox), coordenado pelo professor Mário Sérgio Mantovani e o grupo de pesquisa em Biotecnologia, coordenado pela professora Maria Antônia Celligoi. A parceria uniu conhecimento em avaliação toxicológica celular do Gentox ao domínio em produção e aplicação de biossurfactantes do grupo de Biotecnologia, que há anos investiga o potencial dos soforolipídios para formulações dermocosméticas sustentáveis.


Para Luiz Henrique Martins, o prêmio significa “o reconhecimento à relevância da pesquisa básica e aplicada desenvolvida na UEL ao mesmo tempo que evidencia o potencial da biotecnologia microbiana como caminho para a inovação na indústria cosmética brasileira”. Martins explica que a conquista, integrou a participação de uma delegação de 17 acadêmicos da UEL no congresso, que também incluiu a obtenção do 3º lugar no Prêmio Embaixadores da Ciência pela Liga Acadêmica de Ciências Cosméticas (LACCO).
Para o orientador da pesquisa, Mário Sérgio Mantovani, o trabalho realizado em parceria com a professora Maria Antônia, tem produzido bons resultados ao longo dos anos e essa conquista é um reflexo disso. “O sucesso do Luiz foi uma satisfação muito grande por se tratar de um estudante ainda no primeiro ano de mestrado, mas que já traz consigo uma expertise, focada no mercado e no desenvolvimento de novos produtos e tratamentos aplicados a saúde humana”, diz o docente.
Maria Antônia Celligoi, coorientadora do trabalho, também celebra a parceria entre os laboratórios e diz que a conquista foi possível graças à essa união. Pois tornou o trabalho mais robusto, desde a produção do ativo, aplicação e efeitos que esse produto pode ter na pele, diz Celligoi. “Foi um grande orgulho para o grupo de pesquisa, para o curso de Biotecnologia, para a UEL e para o estudante. O objetivo foi atingido e a premiação evidencia isso”, finaliza.

*Estagiário de jornalismo na Coordenadoria de Comunicação Social.




