Projeto capacita para utilização de softwares de mapeamento ambiental

Projeto capacita para utilização de softwares de mapeamento ambiental

Muito utilizados no mercado de trabalho, os dois programas possibilitam a obtenção de informações de forma remota mais facilmente

“É difícil falar de mapeamento geográfico sem falar de tecnologia”. A afirmação é do professor Gilnei Machado (Departamento de Geociências), coordenador de um projeto de extensão que vai capacitar cerca de 950 estudantes de Geografia e profissionais da área para utilizar softwares que fazem mapeamento ambiental e socioeconômico dos espaços.

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Edição número 1412 de 02 maio de 2022
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Tudo isso a partir de um dos sites mais acessados na internet: o YouTube. Gilnei Machado coordena desde março de 2021 o projeto “Mídias sociais e tecnológicas da informação como ferramentas para a disseminação de conhecimento, inclusão, capacitação e melhoria da formação do licenciado e bacharel em Geografia”. A proposta é produzir vídeos no YouTube e disponibilizar em formato de curso ou treinamento gratuitos e semestrais para geógrafos, agrônomos, engenheiros e estudantes de Geografia.

A capacitação é para dois softwares, o ArcMap e QGIS, muito utilizados no mercado de trabalho, para identificar áreas de uso agrícola, ocupações urbanas, hidrografia, por meio de imagens e vetores. Com esse software, por exemplo, o professor acabou de publicar um artigo sobre a identificação das nascentes do Ribeirão Lindóia, que corta a cidade de Londrina. Segundo ele, a ferramenta colabora muito com o tempo de pesquisa. “Antes tínhamos que ir a campo. Agora, pelo sistema remoto, conseguimos informação mais fácil”, comenta.

Mapa gerado pelo ArcMap com marcações de áreas em terrenos delimitados.
Mapa gerado no ArcMap com marcações de áreas em terreno delimitado (Arquivo pessoal)

A experiência com outro curso de formação é o que motivou a estruturar o projeto, principalmente para a formação ampliada dos estudantes. Segundo Gilnei, durante a pandemia, os acadêmicos aprenderam como utilizar o software QGIS. Com isso, destacaram-se nas aulas e ainda puderam contribuir com outros colegas. “A formação possibilita que já tenham acesso a ferramentas que utilizarão no mercado de trabalho. Abre muitas portas já durante a graduação”, diz.

“A formação possibilita que já tenham acesso a ferramentas que utilizarão no mercado de trabalho. Abre muitas portas já durante a graduação”, avalia o professor Gilnei Machado (Agência UEL)

Ele cita que alguns alunos estão em estágio em grandes empresas de mapeamento ambiental. O projeto conta atualmente com a participação dos estudantes do curso de Geografia da UEL Gabriel Vargas Oliveira, José Vinicius dos Santos Pires, Vitoria Alves de Morais e William Fernandes de Souza, além dos bolsistas Jhonatan de Gasperi e Alexandros Balouris Batista.

Formação

Ao longo dos três anos de projeto, a capacitação será dividida por públicos. Primeiro, a formação dos próprios estudantes do projeto tem como objetivo capacitá-los para serem disseminadores do aprendizado para os demais colegas do curso. Com isso, 200 acadêmicos devem ser atingidos diretamente.

Para a comunidade, estão previstos quatro cursos de formação e treinamento para profissionais liberais e comunidade em geral, atingindo cerca de 200 pessoas. Haverá uma turma de formação e treinamento gratuito a cada semestre de profissionais graduados, abrangendo entre 300 e 500 pessoas.

Todo o material será elaborado pelos participantes do projeto, desde roteiro, gravação, publicação e disseminação do conteúdo dos vídeos. A previsão é de que no segundo semestre de 2022 os primeiros materiais já sejam publicados no canal do YouTube.

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