Projeto leva informações sobre doenças infecciosas a alunos da rede pública de Londrina

Projeto leva informações sobre doenças infecciosas a alunos da rede pública de Londrina

Projeto "Adolescer com Saúde - Educação sobre doenças infecciosas" é vinculado ao Departamento de Microbiologia.

Cerca de 200 alunos do Ensino Fundamental de escolas públicas de Londrina iniciaram, em maio passado, as atividades do projeto de extensão “Adolescer com Saúde – Educação sobre doenças infecciosas”, desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Microbiologia da UEL e que busca envolver adolescentes em atividades científicas, melhorando o autocuidado com a saúde. As atividades contam com apoio do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e são realizadas no Laboratório de Microbiologia, no Centro de Ciências Biológicas (CCB), e nas próprias escolas.

O projeto foi contemplado há cerca de dois anos pelo Edital do Programa Universidade Sem Fronteiras (USF), da Superintendência de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (Seti), que viabilizou bolsas de estudos para a participação de estudantes de graduação das áreas de Enfermagem e de Medicina, além da contratação temporária de uma enfermeira. Com a pandemia, as atividades foram adiadas e tiveram início a partir de 2022. Cronograma atualizado, a expectativa é atender 1,2 mil estudantes da rede pública estadual até março de 2023.

Segundo a professora Lígia Galhardi, do Departamento de Microbiologia e coordenadora do projeto de extensão, a proposta surgiu de uma demanda que ela identificou ao dar a disciplina Práticas Interdisciplinares e Interação Ensino, Serviço e Comunidade para alunos dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Nutrição. Por meio dessa disciplina, estudantes conhecem de perto a realidade social em escolas e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Estudantes participam do projeto da UEL analisando amostras em escolas públicas de Londrina.
Atividades nas escolas contam com apoio do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina (Agência UEL)

Informações em falta

Na opinião da professora, ao se deparar com a realidade das escolas ela identificou que os estudantes tinham pouca ou quase nenhuma informação sobre as doenças infecciosas. A proposta do projeto é melhorar o nível de informação do adolescente sobre essas doenças. Outro objetivo é que o estudante tenha consciência sobre autocuidado, adotando novos hábitos e, mais ainda, seja um disseminador desse conhecimento.

“Buscamos desmitificar que micro-organismos só causam doença”, detalha a professora Lígia. Segundo ela, as escolas participam de dois dias de atividades. No primeiro encontro os estudantes vêm ao Laboratório no CCB e conhecem um pouco sobre micro-organismos e outras células, inclusive observando lâminas em microscópio.

Segundo a professora, o conteúdo é repassado pelos estudantes bolsistas do projeto por meio de dinâmicas. Integram a equipe os estudantes de medicina Vitor da Silva e Vanessa Buzogany, do 3º ano, e Luana Barros, do 4º, e a estudante do 4º ano de enfermagem Maria Eduarda Cardoso, além da enfermeira Dayane Wolff. Os adolescentes são convidados a colocarem as digitais em meios de cultivo microbiológico antes e depois da lavagem das mãos. A observação do crescimento de micro-organismos leva os alunos a entenderem como se dá a proliferação, transmissão e, principalmente, a importância da higiene para prevenção.

O segundo dia de atividade é feito na própria escola, com intervalos de até sete dias. Nessa etapa os bolsistas orientam os alunos sobre o conteúdo dado na visita à UEL. A ideia é que eles possam compreender, concluir sobre os cuidados na transmissão e prevenção de doenças infecciosas.

Projeto de pesquisa, do Departamento de Microbiologia (CCB), analisa amostras em escolas públicas de Londrina.
Adolescentes observam micro-organismos em projeto do Departamento de Microbiologia (Agência UEL)

Segurança alimentar

O projeto também prevê a distribuição de lâminas para que os estudantes possam realizar observações nas próprias escolas, além da produção de vídeo-aulas e informativos para serem utilizados em várias redes sociais. Outra atividade incluída é a análise da qualidade da água utilizada nos refeitórios das escolas.

Ainda de acordo com a professora Lígia, uma outra ação do projeto contempla um curso de oito horas com as merendeiras das escolas. As atividades são dadas na UEL e contemplam temas como Técnicas Básicas de Higiene e Transmissão de Micro-organismos.

Essa parte do projeto conta com apoio da professora Renata Kobayashi, também do Departamento de Microbiologia, que coordenou nos últimos dois anos o projeto de extensão “Segurança alimentar: promoção da alimentação saudável na escola”. Pelo projeto, a UEL oferecia cursos de segurança alimentar a merendeiras de escolas de municípios da região de Londrina com conteúdos relacionado ao manuseio de alimentos. Como o projeto foi concluído, a proposta foi buscar atender esse público dentro deste novo programa extensão desenvolvido no Departamento.

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