Projeto Seda Brasil recebe R$ 339 mil do Governo do Estado

Projeto Seda Brasil recebe R$ 339 mil do Governo do Estado

A 2ª fase do projeto de pesquisa reforça o fortalecimento da cadeia produtiva do setor no Paraná, responsável por 83% da produção nacional.

Willian C. Fusaro

Agência UEL


A segunda fase do projeto de pesquisa da UEL Seda Brasil – O Fio que Transforma recebeu R$ 339 mil do Governo do Estado do Paraná, por meio da assinatura de convênio, no último dia 11, no Palácio Iguaçu em Curitiba. O evento contou com a participação de prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), o reitor da UEL, Sérgio de Carvalho, deputados estaduais e representantes do Escritório da Casa Civil na Região.

Uma continuação da primeira fase do projeto, a fase dois do Seda Brasil vai prosseguir no fortalecimento da cadeia produtiva da seda no Paraná – que já é, atualmente, responsável por 83% da produção nacional. Conhecido por produzirem “a melhor seda do mundo”, os pequenos e médios produtores paranaenses de bicho-da-seda vão continuar com o aporte do projeto, que reúne biólogos, químicos, designers de moda e gráfico e uma equipe multidisciplinar engajada na cadeia da seda, pensando em alternativas para melhorar o cultivo e elevar a produção.

(Divulgação/SedaBrasil – UEL).

Segundo a coordenadora do projeto e diretora de Planejamento e Integração Acadêmica, da Pró-reitoria de Planejamento (PROPLAN), Cristianne Cordeiro Nascimento, o projeto vai fomentar ações de desenvolvimento da cadeia no Paraná. “Temos a intenção de prosseguir com o que fizemos na primeira etapa. Compreendendo os problemas da cadeia produtiva, entendemos essas dificuldades e oferecemos soluções, com vistas à exportação. Queremos criar uma rede econômica e produtiva da seda”, ressalta.

O Seda Brasil – O Fio que Transforma está registrado como projeto de pesquisa no Departamento de Design e, também, consta no Diretório de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto está em atividade desde 2018. Para mais informações acesse as redes sociais do Projeto Seda Brasil – O Fio que Transforma.

Rede de Empreendedorismo

Dono de terras férteis para a plantação de amora – o bicho-da-seda alimenta-se somente de folhas de amora durante seu curto ciclo, que dura cerca de 30 dias. O Paraná produz uma seda de alta qualidade, reconhecida no mundo todo. No entanto, nos últimos anos, o estado viu sua cadeia produtiva, por uma série de fatores, minguar: de 17 criações de seda, passou a ter somente uma. “Não há, também, mais tecelagens no Brasil. Exportamos o fio cru”, comenta Cristianne.

Nisso reside, segundo Cristianne, o intuito do projeto: criar uma rede de empreendedorismo para pequenos e médios agricultores para elevar esses índices. Para isso, a equipe multidisciplinar conta com biólogos, que analisam a resistência a fatores físicos, o genoma do bicho-da-seda; zootecnista, que pensa em formas de suplementação alimentar para o animal. O objetivo é fazer com que a produção não dependa exclusivamente da folha de amora; microbiologistas, que cuidam do controle de nematoides para uso de bactérias no cultivo, entre outros pesquisadores.

Produção – Cem por cento sustentável, a produção de seda passa por um controle rígido de insumos por parte do produtor, para que o produto chegue, ao fim da cadeia, sustentável para ser tingido e manufaturado. “Não pode ter nenhum tipo de agrotóxico, senão o bicho morre. Ele é super sensível a qualquer alteração, seja no ambiente ou nos insumos”, ressalta.

Um dos desafios mais candentes é a produção de uma alimentação úmida própria, que livre os produtores da penosa colheita de amora. “Um dos passos mais sofridos, que inclusive afugenta os produtores, é colher e cortar, de madrugada, as folhas da amora. O bicho come o dia todo enquanto produz”, explica. Com uma alimentação suplementar, o produtor evita que a produção pare pela entressafra“.

Outro ramo da pesquisa é sobre o desenvolvimento de um biofilme, que tem como matéria-prima uma proteína que cresce no interior dos casulos: a fibroína. Está em estudo, segundo Cristianne, produzir o biofilme para ajudar no crescimento de células da pele em humanos vítimas de feridas ou queimaduras. “Não há reação alguma na pele quando entra em contato com essa proteína”, comenta a coordenadora do projeto.

A intenção dos pesquisadores envolvidos é, futuramente, construir um barracão piloto no Campus para que sejam criados bichos-da-seda. “Queremos popularizar o conhecimento da sericicultura (criação de bichos-da-seda) na região. Temos a melhor seda do mundo, e tudo sai daqui, da nossa região. Isso deve ser disseminado”, encerra.

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