Estado investe R$ 2 mi em projeto UEL de desenvolvimento de agricultura de precisão e IA
Estado investe R$ 2 mi em projeto UEL de desenvolvimento de agricultura de precisão e IA
O projeto inovador pretende gerar informações que serão usadas para uma atividade agrícola sustentável, produtiva e com maior eficiência. A coordenação técnica ficará da CIA-Agro/UEL.O Governo do Estado oficializou nesta terça-feira (10) o investimento de R$ 2,1 milhões no Projeto de Desenvolvimento Colaborativo da Agricultura de Precisão e Digital para desenvolver um sistema de gestão agrícola baseado no uso de novas tecnologias para pequenos e grandes produtores rurais. O projeto é fruto de parceria entre os governos brasileiro e japonês, envolvendo o Ministério da Agricultura (MAPA), Agência de Cooperação Internacional Japonesa (JICA), UEL, UTFPR, EMBRAPA, IDR-Paraná e Fundação ABC. Os recursos foram oficializados durante cerimônia no estande da UTFPR, no Show Rural Coopavel, em Cascavel.
O projeto inovador pretende gerar informações que serão usadas para uma atividade agrícola sustentável, produtiva e com maior eficiência. Os recursos são resultado de uma articulação da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), com execução da Fundação Araucária. A coordenação técnica ficará a cargo do Centro de Inteligência Artificial no Agro (CIA-Agro/UEL).
O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, ressaltou que a iniciativa consolida o compromisso do Estado em levar a tecnologia de ponta para quem mais precisa. “Nosso objetivo é democratizar a inovação. Por meio desta articulação com a academia, estamos garantindo que o pequeno e o médio produtor paranaense tenham acesso a ferramentas de inteligência artificial que antes eram restritas aos grandes grupos”, afirma.
De acordo com o projeto , por meio do CIA-Agro Módulo Paraná, será implantado um sistema piloto de agricultura de precisão em cerca de 20 propriedades rurais nas regiões Norte e Oeste do Paraná, onde será realizado o monitoramento de máquinas agrícolas via telemetria e a instalação de sensores para a coleta de dados agronômicos, ambientais e operacionais. O projeto terá duração de 24 meses.

Segundo o professor Daniel Kaster, do Departamento de Computação da UEL, os recursos serão utilizados para manter a equipe do projeto por meio de bolsas direcionadas a estudantes de graduação e de Pós-graduação, além de profissionais das áreas de agrárias e de computação. Parte do dinheiro será utilizado para contratar serviços de instalação de sensores em colhedeiras, plantadeiras e pulverizadores. Também serão adquiridos computadores para análise dos dados.
“Na parte de análises e aplicações (dos dados) usaremos o acesso a uma plataforma para construir aplicações para produtores e cooperativas”. O CIA-Agro representa o Centro de Inteligência Artificial para a Agricultura da UEL, que atua como a unidade de coordenação técnica e científica do projeto. Ele é estruturado como um NAPI (Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação), uma solução da Fundação Araucária que organiza pesquisadores em redes colaborativas para responder a demandas reais de setores estratégicos do Paraná.
(Com informações e imagens da Assessoria de Imprensa da SEIA)
