UEL integra programa MIT REAP que pretende fortalecer o ecossistema de inovação de Londrina
UEL integra programa MIT REAP que pretende fortalecer o ecossistema de inovação de Londrina
Programa de Aceleração do Empreendedorismo Regional será lançado na próxima terça-feira (18), em LondrinaA UEL está entre as entidades que integram o programa MIT REAP Paraná, que será apresentado oficialmente na próxima terça-feira (dia 18). O Regional Entrepreneurship Acceleration Program (REAP), ou Programa de Aceleração do Empreendedorismo Regional, é uma iniciativa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), de Boston (EUA) e tem o objetivo de fortalecer o ecossistema de inovação de Londrina com foco no empreendedorismo e no mercado. Também será lançado o Instituto de Desenvolvimento do Empreendedorismo Inovador (IDE), organização que deverá coordenar as ações desenvolvidas pelo programa nos próximos anos. E ainda será inaugurada a Lake House, que funcionará como escritório do MIT REAP Paraná, na Rua Otaviano Gonçalves Ferreira, 300.
Empresas, entidades, universidades, poder público e organizações ligadas à inovação de diversas regiões do Paraná estão sendo convidados para participar do lançamento, na próxima terça. A proposta é reunir esforços para destravar gargalos, melhorar a articulação entre os diversos atores e fazer com que mais projetos inovadores possam chegar ao mercado e se transformar em produtos e serviços.
A UEL será representada no MIT REAP pelo professor Admilton Gonçalves de Oliveira Junior, diretor da Agência de Inovação Tecnológica da UEL (Aintec), pesquisador com experiência na transformação de tecnologias e novos negócios. Doutor em Microbiologia, Admilton desenvolveu tecnologias licenciadas para empresas, participou da criação de startups e coordenou projetos que geram royalties para a instituição. Para ele, o conhecimento produzido nas universidades precisa chegar ao mercado para gerar impacto econômico e social. “Isso já acontece, mas pode acontecer muito mais e de forma mais eficiente”, afirma.

Admilton considera importante que a metodologia do MIT seja utilizada para fortalecer, e não substituir, as iniciativas que já atuam no ecossistema regional de inovação. Ele cita universidades, Sebrae, Estação 43, Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e outras organizações que já trabalham na área. “O programa deve atuar em conjunto com tudo o que já vem sendo construído na região”, afirma.
Segundo o professor, a aproximação precisa ocorrer nos dois sentidos: as universidades devem estar preparadas para dialogar com o mercado, enquanto as empresas precisam ampliar a disposição para desenvolver projetos em parceria com a academia. As agências de inovação das universidades têm, nesse processo, a função de facilitar licenciamentos de tecnologias, projetos cooperativos, criação de startups e transferência de conhecimento. Para Admilton, o resultado dependerá da capacidade de todos os atores trabalharem de forma coordenada. “No final, ninguém deve esperar que o outro resolva o problema. Todos precisam trabalhar juntos para promover o desenvolvimento da região”, afirma.

Investimento privado
O Paraná integra a 12ª coorte, denominação dada pelo MIT para cada turma formada por ele. Além do Paraná, também participam do grupo Benim e Bulgária, o estado mexicano de Yucatán, a região de Kano-Jigawa, na Nigéria, e o cantão de Zurique, na Suíça. Com duração de 24 meses, o programa representa um investimento de US$ 425 mil, financiado integralmente pela iniciativa privada paranaense, sem utilização de recursos públicos. O valor se refere à contratação do MIT. Estima-se, no entanto, que o custo total do programa nos próximos anos chegue a um milhão de dólares.
Os três fundadores e investidores do MIT REAP Paraná são empresários com trajetória consolidada no Norte do Paraná. Mario Marcondes é fundador da Conasa Infraestrutura, empresa com sede em Londrina que atua em concessões e investimentos nos setores de saneamento, energia, iluminação pública e rodovias, com presença em oito estados brasileiros.
Fernando Massi é fundador da OrthoDontic, rede de clínicas criada em Londrina em 2002 e atualmente a maior rede de franquias de ortodontia do Brasil, com mais de 350 unidades. Alfons Gardemann é controlador da PADO, tradicional indústria de cadeados, fechaduras e ferragens instalada em Cambé. Em 1997 adquiriu o controle da empresa e transferiu seu parque fabril para o Norte do Paraná.
O MIT REAP começou com um amplo diagnóstico do ecossistema regional de inovação. A metodologia reúne representantes de cinco grupos, considerados fundamentais para o desenvolvimento econômico: governo, universidades, empresas, investidores e empreendedores. Nos primeiros meses da iniciativa, a equipe se concentrou no mapeamento do ecossistema de inovação do Norte do Paraná. O trabalho evoluiu para uma visão mais abrangente, passando a contemplar todo o Estado. De novembro até junho aconteceu uma série de entrevistas, diagnósticos e o entendimento do ecossistema de inovação do Norte do Paraná, que acabou levando a um olhar para o Paraná como um todo.
A metodologia do MIT prevê a implantação da chamada Must Win Battle (MWB), expressão em inglês que pode ser traduzida como “Batalha que Precisa Ser Vencida”. Trata-se da identificação do principal desafio que impede o avanço do ecossistema regional, ou seja, transformar em negócio aquilo que é produzido nas Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação. Outro desafio é aumentar a quantidade de empreendimentos de base tecnológica e científica que escalam econômica e tecnologicamente no Paraná, orientados por resultados mensuráveis. A partir da definição desse desafio central, o programa passa para a fase de elaboração das intervenções — ações públicas e privadas destinadas a superar os gargalos identificados.
(Com informações da Assessoria do MIT REAP Paraná)




