UEL mantém presença em rankings nacionais e internacionais e utiliza resultados para orientar melhorias
UEL mantém presença em rankings nacionais e internacionais e utiliza resultados para orientar melhorias
Universidade aparece em avaliações internacionais e se mantém entre as instituições de destaque do Paraná; indicadores subsidiarão ações estratégicasA Universidade Estadual de Londrina (UEL) mantém presença em importantes avaliações nacionais e internacionais do ensino superior. Os resultados das edições recentes do Times Higher Education (THE) World University Rankings, do QS World University Rankings: Latin America & The Caribbean e do Ranking Universitário Folha (RUF) oferecem diferentes perspectivas sobre o desempenho acadêmico, científico e institucional da Universidade.
Os resultados divulgados em 2026 têm como referência dados institucionais relativos aos anos de 2024 e 2025, permitindo analisar o desempenho da Universidade a partir de diferentes dimensões acadêmicas, científicas e institucionais. Mais do que acompanhar posições, a UEL pretende utilizar os dados como subsídio para identificar oportunidades e orientar ações estratégicas de melhoria contínua.
UEL está entre as instituições brasileiras avaliadas pelo THE
No THE World University Rankings 2027, a UEL está classificada na faixa 1.801–2.000, entre 2.297 instituições de ensino superior de 118 países e territórios. O Brasil conta com 58 instituições classificadas, sendo o país latino-americano com maior número de universidades presentes na avaliação.

No cenário nacional, a UEL ocupa a 33ª posição entre as instituições brasileiras classificadas e figura como a universidade estadual paranaense mais bem posicionada no ranking, conforme os resultados divulgados para a edição 2027.
A avaliação do THE considera cinco dimensões de desempenho: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, indústria e perspectiva internacional. Esses eixos abrangem indicadores relacionados ao ambiente acadêmico, à produção e ao impacto científico, à transferência de conhecimento, à inovação, às parcerias e à internacionalização, conforme explica o professor Ernane Torres Uchôa, da Diretoria de Avaliação e Informação Institucional da Pró-reitoria de Planejamento (Proplan).
A comparação com a edição anterior deve considerar a alteração na estrutura de classificação adotada pelo THE em 2027. A nova edição ampliou e tornou mais granulares as faixas de classificação. Dessa forma, a mudança da UEL da faixa 1.501+, em 2026, para 1.801–2.000, em 2027, não deve ser interpretada isoladamente como redução do desempenho institucional.
UEL ocupa a 125ª posição no QS América Latina e Caribe
No QS World University Rankings: Latin America & The Caribbean 2027, a UEL alcançou a 125ª posição regional e a 35ª colocação entre as instituições brasileiras. O ranking avaliou 517 universidades de 27 países, sendo 137 instituições brasileiras, o que mantém o Brasil como o sistema de ensino superior mais representado na região.
Entre as universidades estaduais do Paraná, a UEL ocupa a segunda posição, atrás da Universidade Estadual de Maringá (UEM), classificada em 108º lugar na região e 28º no Brasil. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) aparece na 148ª posição regional e 43ª nacional.
O ranking da QS considera indicadores relacionados à reputação acadêmica, à reputação entre empregadores, à produção e ao impacto da pesquisa, à proporção entre estudantes e docentes, à qualificação do corpo docente, à rede internacional de pesquisa e à presença digital, entre outros aspectos, reforça o professor Ernane Uchôa.
No RUF 2026, UEL permanece entre as principais instituições do Paraná
No Ranking Universitário Folha, o mais recente divulgado no último dia 19 de outubro, a UEL passou da 29ª posição nacional em 2025 para a 30ª em 2026. A pontuação geral variou de 80,18 para 79,86 pontos, mantendo praticamente o mesmo desempenho do levantamento anterior. “Embora a mudança seja moderada, o resultado reforça a importância de acompanhar a evolução dos indicadores e o desempenho relativo de outras instituições”, destaca Uchôa.
No contexto estadual, a UEL manteve-se como a terceira instituição paranaense mais bem posicionada no ranking geral, atrás da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os resultados do RUF devem ser interpretados considerando tanto a pontuação quanto a posição relativa e os critérios específicos de cada dimensão.

Cursos da UEL apresentam avanços no ranking nacional
A análise dos cursos avaliados pelo RUF também evidencia resultados positivos na edição de 2026. Entre os destaques estão Fisioterapia, que avançou da 14ª para a 5ª posição nacional, e Letras, que passou da 14ª para a 11ª colocação. Conforme o levantamento institucional, ambos ocupam o primeiro lugar entre os cursos equivalentes do Paraná.
Outro resultado de destaque é o de Biomedicina, que avançou da 13ª para a 9ª posição nacional e ocupa o segundo lugar no Paraná. Esses resultados reforçam o desempenho de cursos da UEL em suas respectivas áreas e constituem referências importantes para o acompanhamento institucional.
Também apresentaram avanços expressivos Computação, que passou da 63ª para a 52ª posição nacional; Direito, que avançou da 27ª para a 20ª; e Jornalismo/Relações Públicas, que passou da 22ª para a 17ª posição. Engenharia Elétrica e Filosofia também melhoraram suas classificações, passando, respectivamente, da 39ª para a 35ª posição e da 30ª para a 26ª.
Os resultados positivos coexistem, entretanto, com recuos em outros cursos, o que reforça a necessidade de uma análise individualizada, analisa o diretor do Proplan. Segundo ele, os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Design Gráfico apresentaram as maiores quedas de posição entre 2025 e 2026. Esses casos demandam investigação dos componentes avaliados, das notas e de eventuais mudanças metodológicas, evitando atribuir as variações exclusivamente ao desempenho acadêmico dos cursos.
A leitura conjunta dos resultados permite reconhecer os cursos que se destacaram e, ao mesmo tempo, identificar oportunidades de aprimoramento. A comparação das posições nacionais e estaduais, associada à análise dos critérios específicos do RUF, poderá subsidiar ações mais direcionadas às características e necessidades de cada curso.
Resultados como subsídio ao planejamento estratégico
Por fim, o diretor afirma que a presença da UEL nas três avaliações reforça sua inserção no cenário nacional e internacional do ensino superior e evidencia a diversidade de dimensões consideradas por esses instrumentos, como ensino, pesquisa, reputação acadêmica, inovação, relações com o setor produtivo e internacionalização. Cada ranking adota metodologia própria; por isso, seus resultados devem ser analisados de forma contextualizada, sem comparar diretamente pontuações ou posições entre avaliações distintas.
“Ao mesmo tempo, os resultados oferecem uma oportunidade para a Universidade reconhecer os avanços alcançados e identificar pontos que podem ser aprimorados”, afirma ele. A proposta é utilizar essas informações como parte do processo de planejamento estratégico institucional, com análise detalhada dos indicadores, definição de prioridades, metas e ações, além da articulação entre Pró-Reitorias, Órgãos Suplementares, Órgãos de Apoio e Centros de Estudo. O aprofundamento dos dados permitirá distinguir os fatores relacionados ao desempenho institucional daqueles decorrentes de mudanças metodológicas ou da evolução de outras universidades.
Mais do que perseguir posições específicas, a UEL deverá transformar as avaliações em instrumentos de gestão, planejamento e benchmarking. A análise integrada dos três rankings e dos resultados dos cursos poderá contribuir para orientar iniciativas factíveis, para acompanhar resultados e para fortalecer as diferentes áreas de atuação da Universidade. Dessa forma, os resultados reafirmam a presença da UEL em avaliações nacionais e internacionais e, simultaneamente, oferecem elementos para a definição de ações estratégicas voltadas ao aprimoramento contínuo de suas políticas, processos e resultados institucionais.
(FOTOS AÉREAS: Célio Costa).




