Programa de Estudos Complementares aprofunda debate sobre currículo e gestão educacional

Programa de Estudos Complementares aprofunda debate sobre currículo e gestão educacional

Objetivo é complementar a formação acadêmica com a promoção de estudos sobre currículo, gestão e políticas públicas educacionais.

Coordenado pela professora Tania da Costa Fernandes (Departamento de Educação), o Programa de Estudos Complementares em Currículo e Gestão da Educação (PROEGE) visa ser um espaço de aprofundamento teórico e pesquisa. Bseado em referenciais críticos, objetiva fortalecer a formação de educadores e pesquisadores, integrando ensino, pesquisa e extensão. O intuito é complementar a formação acadêmica com a promoção de estudos sobre currículo, gestão e políticas públicas educacionais, assim como estimular o desenvolvimento de pesquisa e trabalhos científicos. Para tanto, o PROEGE envolve grupos de estudo, produção de textos, debates, participação em eventos científicos e atividades de campo.

Conforme a professora Tania, o PROEGE surgiu de demandas que se apresentaram ao longo de pesquisas e, também, no desenvolvimento de sua prática como docente e gestora. “Observamos a necessidade de preencher possíveis lacunas dos cursos na abordagem de temas próprios da área da Pedagogia e pertinentes à formação de todos aqueles envolvidos com a educação”, anota. Nesse sentido, ela explica, o programa se propõe a contribuir em complementar a formação dos estudantes do curso de Pedagogia, das demais graduações e pós-graduações da UEL que demonstrem interesses pelos temas abordados e pelo tratamento teórico dado, a partir de leituras e estudos complementares em teorias educacionais, com ênfase nas temáticas relativas a currículo e gestão.

Além disso, na medida em que as políticas e gestão educacionais orientam currículos, práticas educativas e gestoras, o PROEGE pretende fornecer alguns instrumentos teóricos e metodológicos e, ainda, observatório de práticas em gestão que auxiliem o estudante na formulação de projetos e pesquisas, promovendo assim adequada articulação entre atividades de ensino e pesquisa na Universidade.

São inúmeras as ações desenvolvidas pelo Programa. Há encontros periódicos para estudos e discussões, leitura dialogada e estudos de livros, capítulos de livros, artigos, programas e legislações educacionais (portarias, decretos, diretrizes, parâmetros, deliberações, resoluções, instruções, pareceres, etc.), matrizes curriculares de cursos, dissertações e teses. São elaborados resenhas, fichamentos, resumos, artigos, dissertações, monografias, em ter outros. Também há apresentação de seminários de estudos e pesquisa; elaboração de textos para apresentação em eventos acadêmicos e científicos, comunicações; realização de palestras, rodas de conversa, cursos de curta duração, formação continuada de docentes na educação básica. Tem mais:  Criação/organização de um Portal digital (via Web) que dá visibilidade ao PROEGE, ou seja, aos estudos e pesquisas já desenvolvidas no Programa e, ainda, pesquisas em desenvolvimento e/ou por serem desenvolvidas em futuros projetos à luz das temáticas de currículo, gestão da educação e seus desdobramentos. Tudo com o objetivo de evidenciar a expressividade dessas áreas de conhecimento no contexto da formação e atuação de docentes e gestores.

Modelos de gestão

Para a coordenadora do PROEGE, os estudos em gestão têm se preocupado em destacar os princípios de dois modelos de gestão – democrática e gerencialista – evidenciando suas características e formas de atuação, sobretudo distinguindo-as à luz das concepções de educação e sociedade. “Os estudos e pesquisas em currículo têm definidos matrizes e bases curriculares em diferentes níveis de ensino e, portanto, definido conteúdos e metodologias de ensino e este é um importante ponto de atenção e debates. No interior de uma sociedade capitalista e neoliberal isso se faz necessário e urgente. Tratar de políticas de currículo e gestão significa discutir projetos de sociedade”, pondera.

Em relação às atuais políticas públicas educacionais, a professora entende que elas avançaram em alguns aspectos, entre eles, em relação à inclusão, democratização do acesso e perspectivas de permanência nos diferentes níveis de ensino, sobretudo no ensino superior. “No entanto, houve também grandes limitações que impactam o currículo e a gestão, compreender e analisar as políticas públicas educacionais, exige, antes de qualquer coisa, a clareza que estas estão contidas e são produzidas no interior de uma sociedade capitalista e predominantemente, como referencial político e econômico, neoliberal”, argumenta. A partir dessa compreensão, ela afirma, essas políticas públicas e diretrizes educacionais atendem, em sua maioria, aos interesses que correspondem à essa sociedade, ao capital.

Participantes

Participam do PROEGE alunos da graduação, pós-graduação e colaboradores externos. A quantidade não é fixa ou limitada: os participantes definem seu período de participação de acordo com a conclusões de seus cursos e outros interesses ou necessidades profissionais ou pessoais.

A disseminação do Programa ocorre desde o início de sua implementação. Mais recentemente, por meio da participação e comunicação em eventos, produção e publicação de artigo, orientações de pesquisas na graduação e Especialização, produção de textos dissertativos resultantes destas pesquisas.

“Observamos a necessidade de preencher possíveis lacunas dos cursos na abordagem de temas próprios da área da Pedagogia e pertinentes à formação de todos aqueles envolvidos com a educação”, observa a professora Tania (Foto: Arquivo pessoal)

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