Conferência com pesquisadoras da Universidade de Évora debate educação durante a pandemia

Conferência com pesquisadoras da Universidade de Évora debate educação durante a pandemia

O debate, que será transmitido via Google Meet, nesta terça-feira (6), a partir das 8 horas, contabiliza 100 participantes.

O Programa de Pós-graduação em Educação (PPEdu) e o curso de Pedagogia do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) promovem nesta terça-feira (6), a partir das 8 horas, a conferência “Conversas, pesquisas e partilhas”. O evento tem como convidadas a professora Marília Favinha e a mestranda Heloisa Botelho, da Pós-graduação em Ciências da Educação – Administração, Regulação e Políticas Educativas, da Universidade de Évora, Portugal. O evento será transmitido pelo Google Meet e conta com a confirmação de 100 participantes.

Ex-aluna do curso de Pedagogia, Heloísa Botelho foi uma das vencedoras do Prêmio Uni Covid-19 do Banco Santander Portugal, em janeiro deste ano, com o projeto “Protagonismo da Mulher em tempos de Covid-19″, que faz parte da pesquisa desenvolvida na pós-graduação em Portugal. Na conferência, ela vai apresentar o estudo “Diálogos estudantis em tempos de Pandemia Covid-19: Gabinete Virtual de conversas entre estudantes de países de língua portuguesa, para o desenvolvimento de habilidades de relações interpessoais e mediação de conflitos”.

(Divulgação).

Para a pesquisa, foi desenvolvida atividade, cujo objetivo é mapear possíveis obstáculos relacionados à educação, os quais poderiam afetar a aprendizagem dos estudantes em virtude do confinamento provocado pela pandemia. Heloísa Botelho conta que foi possível constatar conflitos associados à questão dos papéis sociais na divisão das tarefas domésticas, com sobrecarga nas meninas. “Algumas nuances me levaram a um despertar para o agravamento do problema da violência doméstica contra a mulher”, afirma em entrevista anterior à Agência UEL.

Resultado – Segundo a coordenadora do PPEdu, Adriana Regina de Jesus, há uma grande interesse no resultado do estudo, o que culminou na alta procura pelo Conferência, por isso as vagas já estão esgotadas. “Todos os participantes são pesquisadores da área de gênero e educação e estão querendo entender o processo da pesquisa e quais os impactos que este estudo acarretou na vida das estudantes envolvidas”, afirma.

Participam da conferência professores e estudantes do PPEdu, do curso de Pedagogia, do Grupo de Estudo e Pesquisa “Currículo, Formação e Trabalho Docente”, além do Programa de Ciências da Educação – Administração, Regulação e Políticas Educativas, da Universidade de Évora (Portugal), e do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).  Após o evento será feita uma reunião com o grupo para planejar e sistematizar um projeto de pesquisa envolvendo Brasil e Portugal, tendo como parâmetro a temática gênero e escola.

Feminicídio – De acordo com a professora Adriana de Jesus, o estudo da temática de gênero “não é novo, mas é necessário”. Ela explica que as questões de gênero estão relacionados ao feminicídio – homicídio cometido contra mulheres, motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero – que no contexto da pandemia, segundo ela, tem aumentado.

“As mortes violentas por razões de gênero são uma fenômeno global e vitimizam mulheres todos os dias, como consequência da posição de discriminação estrutural e da desigualdade de poder, que inferioriza e subordina as mulheres aos homens”, afirma Adriana. Ela apresenta números sobre essa violência: o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH). O país só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres. Em comparação com países desenvolvidos, no Brasil se mata 48 vezes mais mulheres que o Reino Unido, 24 vezes mais que a Dinamarca e 16 vezes mais que o Japão ou Escócia.

Por este motivo, os pesquisadores da área sobre gênero defendem que é necessário trabalhar essa questão desde a educação infantil. “Dessa forma, podemos construir uma concepção de respeito que vai além de questões biológicas, do sexo masculino ou feminino, mas sim de diretos humanos, onde a pessoa possa ser respeitada como cidadã independente do seu gênero”, defende Adriana Regina de Jesus.

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