Universidade vai implementar política de combate à discriminação racial 

Universidade vai implementar política de combate à discriminação racial 

Política de ação permanente representa um importante marco na história da instituição. Ação envolveu Cuia, Neab e Proplan.

Vitor Struck

Agência UEL


Depois de ter se tornado uma das primeiras universidades públicas do País a implementar o sistema de cotas raciais em seu vestibular e ter firmado, recentemente, um pacto de combate ao racismo com o Ministério Público do Paraná (MP/PR), a UEL decidiu criar uma política permanente de enfrentamento à discriminação racial. A medida visa institucionalizar ações formativas de combate ao racismo, buscando aumentar o engajamento da comunidade universitária sobre o tema dentro e fora da Universidade.

Para a reitora da UEL, Marta Favaro, a implementação de uma política permanente de combate ao racismo representa um marco importante na história da instituição, uma vez que reafirma e fortalece o papel da UEL como uma instituição antirracista. “No momento em que a instituição constitui uma política, ela vai desenvolver ações que são constantes. São estas ações que poderão provocar uma desconstrução da forma como nós lidamos, às vezes, de forma racista, e vamos ter condições de combater este racismo estrutural. Isso só é possível pelo processo de formação, por isso as ações precisam ser sistematizadas e em rede porque você fortalece quando você se aproxima daqueles que já estão fazendo”, avaliou.

Mesa reuniu membros da comunidade universitária para debater políticas contra o racismo na Universidade nesta segunda-feira (18).
Grupo de trabalho é formado por membros do Neab, Proplan e Cuia (Agência UEL)

A criação de uma política permanente de combate ao racismo foi tema de uma reunião realizada na tarde desta segunda-feira (18), quando o primeiro passo foi dado a partir da criação de um Grupo de Trabalho. Formado por diferentes setores da Universidade, como Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), Núcleo de Estudo Afro-brasileiros (Neab) e Comissão Universidade para os Índios (Cuia), o grupo dará início à formulação da política através da sistematização das ações que já são realizadas. O objetivo é fortalecer estas ações. Em seguida, o GT quer investir no processo de formação dos alunos de graduação e pós-graduação. 

Dentre as principais propostas que já foram brevemente mencionadas está a criação de disciplinas eletivas que possam abordar a perspectiva antirracista na formação ofertada pela universidade. “Algumas das ações que acontecerão decorrentes do trabalho deste coletivo que, agora, está formalmente constituído serão principalmente ações de formação. Teremos ações programadas e desenvolvidas como possibilidade aos nossos estudantes de graduação, pós-graduação, as ações extensionistas para toda a comunidade”, explicou a reitora.

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