UEL FM transmite série de programas apresentados por Ailton Krenak

UEL FM transmite série de programas apresentados por Ailton Krenak

Originalmente veiculados pela Rádio USP, os programas são uma realização do Núcleo de Cultura Indígena. A iniciativa inaugura a programação da sexta edição do circulasons.

A UEL FM vai transmitir a partir do dia primeiro de maio, episódios do “Programa de Índio”, apresentado por Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta, escritor brasileiro da etnia crenaque e membro da Academia Brasileira de Letras.

Originalmente veiculados pela Rádio USP, os programas são uma realização do Núcleo de Cultura Indígena, produzidos por Angela Pappiani que assina também a curadoria dos programas que vão para a emissora educativa da Universidade Estadual de Londrina. A iniciativa inaugura a programação do circulasons, festival idealizado pela musicista, produtora cultural, pesquisadora e ex-professora da UEL, Janele El Haouli.

A edição 2026 do evento é um convite ao mergulho nas tradições culturais dos povos originários, nas sonoridades das florestas, nos sons da natureza e também nos ambientes urbanos. Ele ainda estende as ações do UEL Abril Indígena, projeto da Comissão Universidade para os Indígenas (CUIA/UEL), do Ciclo Intercultural de Iniciação Acadêmica dos Estudantes Indígenas, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM-UEL).

As edições selecionadas por Angela Pappiani para a programação especial da UEL FM, trazem um apanhado da produção radiofônica protagonizada por Krenak entre 1985 e 1991. “Programa de Índio” é uma ação pioneira que abriu espaço através do rádio para o pensamento, a história, a luta e a cultura dos povos indígenas do país. As transmissões acontecem em dois horários: 8h e 22h, de segunda a sexta e aos sábados, às 8h. Todo o acervo pode ser consultado no site Balaio de Memórias.

Sexta edição

Com uma programação intensa que inclui shows, concerto, exposições, oficinas, rodas de conversa, mostra de cinema, mostra radiofônica e Espaço de Escuta, o festival se consolida como um espaço inovador de expressão e trânsito artístico. A proposta é estimular novas formas de relação entre som, pessoas e territórios, incentivando o público a romper hábitos de escuta e perceber com mais atenção os sons do cotidiano. Com o tema “Escuta! Música e Ecologia Sonora”, ele segue a filosofia de vida e artística da sua criadora e curadora. “Para ouvidos pensantes, o circulasons é, antes de tudo, uma proposta artístico-cultural-educativa que valoriza a experimentação, a diversidade e a pesquisa sonora. O som é pensado como um campo expandido, que se conecta com o conhecimento e com a forma como nos relacionamos com o mundo”, afirma El Haouli.

Programação ampliada

Além dos shows, o circulasons promove atividades formativas com as oficinas na Divisão de Artes Cênicas da UEL, “Caminhos para Alcançar a Música Indígena no Brasil”, com Marlui Miranda e Magda Pucci, e “Des-habitar escutas”, com Valéria Bonafé.

Exposições também integram a programação: no saguão do Teatro Ouro Verde, o público poderá visitar “Nhe’ẽ”, com fotografias de artistas indígenas do Paraná. Já no Sesc Cadeião, a mostra “Memórias Silenciadas”, realizada em parceria com o Museu do Café, propõe reflexões sobre história e apagamentos culturais.

O Sesc Cadeião também contará com o Espaço de Escuta com a obra radiofônica “Kayapó: o choro do Chefe Raoni”, do compositor alemão Robin Minard, em versão em português desenvolvida por Janete El Haouli com colaboração de José Augusto Mannis.

As rodas de conversa abordam temas como a resistência cultural dos povos Kaingang e Guarani, a preservação de memórias, os caminhos do grupo Mawaca e discussões sobre ecologia sonora, saúde e percepção sensorial. A programação inclui ainda a exibição de filmes e documentários. O detalhamento da programação, que integra diferentes linguagens e propõe uma verdadeira ecologia de práticas artísticas, em que o som atua como elemento de memória, resistência e criação coletiva, está disponível no Instagram do evento.

Destaques musicais

Três apresentações musicais no Cine Teatro Ouro Verde ganham destaque na programação.No dia 2 de maio, a cantora indígena Djuena Tikuna sobe ao palco acompanhada por Diego Janatã em um show que celebra os cantos do povo Tikuna, do Alto Solimões, na região amazônica.

No dia 3, é a vez de Marlui Miranda, referência na pesquisa da música indígena no Brasil, se apresentar ao lado de músicos virtuosos como Paulo Bellinati, Rodolfo Stroeter, Caíto Marcondes e Ricardo Mosca.

Encerrando o festival, no dia 10 de maio, o pianista Fabio Caramuru apresenta um concerto intimista que reúne obras de Tom Jobim e composições do projeto EcoMúsica. Todos os ingressos para os shows são gratuitos e podem ser retirados a partir das 19h, na bilheteria do teatro.

Serviço:

´Programa de Índio´ na UEL FM
De 1 a 10 de maio | 2a a 6a. 8h e 22h – sábado 8h
Curadoria: Angela Pappiani

“6º Festival circulasons – Escuta! Música e Ecologia Sonora”
De 1 a 10 de maio.
Idealização, curadoria e produção: Janete El Haouli
Coordenação de projeto e produção: Fabrício Polido.
Patrocínio: Promic – Programa de Incentivo à Cultura da Secretaria Municipal de Cultura, Unimed, Sisprime, Pennacchi, Amadeus e Bravino.
Apoio: Casa de Cultura da UEL e Divisão de Artes Cênicas, Rádio UEL FM, CUIA-UEL, Sesc Cadeião Cultural, Museu do Café, Restaurante Caco, Joia & Cozinha e Boemia, Restaurante Dá Licença, Hotel Crystal, Ibrahim Gastronomia, Olga – A livraria da cidade, Rede de Amigos e Apoiadores do circulasons, Folha de Londrina, Midiograf, Visualitá.
Realização: Associação da Aliança Francesa de Londrina e TOCA arte ação criação.

*Com informações da Asessoria de Imprensa do evento.
Foto: Garapa – Coletivo Multimídia / Wikimedia Commons.

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