Ciclo Intercultural discute desafios da saúde para indígenas no contexto da COVID-19

Ciclo Intercultural discute desafios da saúde para indígenas no contexto da COVID-19

Será nesta quinta-feira (10), a partir das 19 horas. Hoje, a UEL possui 34 estudantes indígenas, segundo a CUIA.

Embora tenham sua identidade, língua, costumes e cultura protegidos pela Constituição Federal (artigos 231 e 232), os povos indígenas (também chamados de originários) ainda enfrentam grandes desafios, e a pandemia de COVID-19 veio ser um a mais a ser encarado. Para debater este assunto, será realizado nesta quinta-feira (10), a partir das 19 horas, o Ciclo Intercultural de Iniciação Científica dos Estudantes Indígenas da UEL.

O tema do evento é Saúde Indígena no Brasil: os desafios para os povos indígenas no contexto da COVID-19” e será transmitido via plataforma digital – CONFIRA AQUI. O Ciclo é promovido pela Comissão Universidade para os Índios (CUIA), ligada à Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD).

(Divulgação/CUIA)

Para o professor Wagner Roberto do Amaral, do Departamento de Serviço Social, do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA), Membro da CUIA, esta é a sétima geração do Ciclo, previsto curricularmente e que aborda eixos temáticos, como Ciência e Saúde. Para ele, a COVID-19 fragiliza a própria existência física dos povos indígenas. Por outro lado, a presença de estudantes indígenas na Universidade permite ampliar o debate, pois os indígenas podem aproveitar o conhecimento acadêmico para potencializar ações de estudo, pesquisa e diagnóstico, entre outras, em suas próprias comunidades. É também uma forma de os indígenas se manterem como sujeitos das ações. Wagner diz ainda que outras atividades têm sido realizadas neste sentido nos últimos meses, como uma roda de conversa com médicas indígenas, formadas na UEL, que atuam na linha de frente do combate à doença. A UEL possui atualmente 34 estudantes indígenas.

Convidados – Participam do debate Yssô Trucá, Coordenador Geral do Fórum Permanente de Presidentes dos Conselhos dos Distritos Sanitários Indígenas (CONDISI) e cacique nos aldeamentos da antiga Missão de Santa Maria na antiga Coripós em Orocó (PE); e Andreia Takua, presidenta do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI-Sul), membro da Coordenação do CONDISI e cacica da Terra Indígena Tupã nhe’e-kretã, em Morretes (PR). A mediação será de Ivone dos Santos Piraí, estudante do curso de Serviço Social da UEL.

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