Professoras e aluna participam de Seminário sobre violência escolar

Professoras e aluna participam de Seminário sobre violência escolar

Iniciativa debate resultados de projeto que reúne UEL , Unifesp e outras instituições nacionais e estrangeiras.

Natanael dos Santos*

Agência UEL


As professoras Simone Moura e Rosana Lopes, ambas do Departamento de Educação, do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), e a estudante do curso de Letras, do Centro de Letras e Ciência Humanas (CCH), Mariana Maroca, participam a partir desta quinta-feira (12) do 2° Seminário Violência Escolar: Discriminação, Bullying e Responsabilidade”, que segue até sexta-feira (13) por meio da página do Observatório Guarulhos.

O objetivo é debater possibilidades de enfrentamento à violência escolar a partir de resultados obtidos no projeto de pesquisa “Violência Escolar: Discriminação, Bullying e Responsabilidade – Comparação nacional e internacional”, desenvolvido por 15 universidades brasileiras, entre elas a UEL, e quatro estrangeiras, sob coordenação geral do professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), José Leon Crochick. Esta é a proposta do “2° Seminário Violência Escolar: Discriminação, Bullying e Responsabilidade”, que segue até sexta-feira (13) por meio da página do Observatório Guarulhos. A promoção é do Programa de Pós-graduação em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência e Programa de Pós-graduação em Educação, da Unifesp, Campus de Guarulhos.

A professora Simone Moura, coordenadora da pesquisa na UEL, destaca a presença de hierarquias oficiais e não oficiais no interior das escolas como um dos resultados encontrados a partir da pesquisa que realizaram. “A hierarquia não oficial relaciona o desempenho físico e o desempenho social do indivíduo, ou seja, daquele que é mais forte e mais popular ao que é mais fraco e sem popularidade. Já a hierarquia oficial relaciona o melhor desempenho dos estudantes em matérias escolares com o pior desempenho”, resume.

Ações – A professora pontua a realização de diversas ações em torno do tema na UEL, entre elas recepções aos ingressantes de vários cursos com palestras e debates, orientações de trabalhos de conclusão de curso, Iniciação Científica (IC) e pós-graduação, além de artigos de disseminação científica. A ideia, segundo ela, é dar continuidade ao estudo na Universidade por meio de um projeto integrado, considerando pesquisa e extensão, com parcerias do Ministério Público.

Ainda conforme Moura, em breve será lançada uma cartilha sobre o tema, produzida em parceria com o grupo de pesquisa da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que será distribuída nas escolas, Secretarias de Educação e Justiça. “Debater sobre a violência escolar, discriminação, bullying e preconceito e defender uma educação inclusiva é  fundamental, e para tanto, para que seja possível nesta sociedade, a luta por sua efetivação deve considerar a contradição presente nesta mesma sociedade, convocando-nos a refletir sobre os impedimentos que obstaculizam a participação plena de todos, o fortalecimento do sujeito, a formação para a emancipação e contrária à indiferença ‘forma contemporânea da barbárie’”, finaliza.

(*Estagiário na COM/UEL – sob supervisão).

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