Projeto Safety debate segurança de profissionais que atuam contra a COVID-19

Projeto Safety debate segurança de profissionais que atuam contra a COVID-19

Iniciativa reúne alunos e professores dos cursos de Enfermagem, Farmácia e Medicina, do CCS.

O Projeto Safety, que reúne alunos e professores dos cursos de Enfermagem, Farmácia e Medicina, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), está terminando o mês de novembro com a realização de duas lives e a divulgação de conteúdo específico sobre a qualidade de vida do trabalhador da saúde. As lives foram realizadas nos dias 10 e 24 de novembro, destacando temas como segurança e proteção dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à COVID-19.

O projeto teve início em março deste ano com a proposta de sistematizar evidências científicas sobre recomendações de segurança e veicular informação científica por meio de diversos materiais – cartilhas, guias, vídeo, podcasts – para orientar profissionais de saúde e comunidade em geral.

Segundo a professora Marselle Nobre de Carvalho, chefe do Departamento de Saúde Coletiva do CCS, que coordena a iniciativa, passado oito meses de atuação, os pesquisadores se deparam com a falta de dados confiáveis sobre mortes e o acometimento dos trabalhadores da saúde. Ela explica que as informações disponibilizadas pelo Governo Federal estão  desatualizadas, ao mesmo tempo em que dados do Conselho Nacional de Enfermagem acabam não batendo com as informações oficiais.

Por causa desta dificuldade, os membros do Safety devem concluir somente nos próximos dias o boletim especial sobre saúde dos trabalhadores. “Vemos notícias publicadas nas redes sociais. Os sindicatos dos trabalhadores também estão demonstrando alguns dados, mas ainda não temos uma dimensão exata”, afirmou a professora, referindo-se aos óbitos e números de profissionais da saúde acometidos pelo vírus.

Tranquilidade – Por outro lado, comenta ela, aparentemente, o clima entre os profissionais é mais tranquilo do que no início da pandemia, em março passado. Ela detalha que os protocolos de segurança dentro dos hospitais não representam grande novidade, uma vez que estes profissionais recebem treinamento e podem contar com as Comissões de Controle Hospitalar, bastante atuantes e que orientam sobre o cumprimento de normas e protocolos.

A maior novidade, e porque não dizer desafio, ocorreu na rede básica de saúde. “Nossa preocupação sempre foi informar os profissionais de forma correta. Em março ninguém sabia o que estava ocorrendo exatamente. Foi preciso informar como se paramentar, demonstrar o necessário rigor. Tudo isso foi construído”, define a professora.

Conhecimento acadêmico – O Projeto Safety atua em duas grandes áreas. A primeira consiste na disseminação do conhecimento científico, com relatórios técnicos para gestores e profissionais dos serviços de saúde, em linguagem técnica. A segunda frente trata da divulgação científica e da popularização da ciência, buscando atingir a população em geral.

Além da professora Marselle, a equipe do projeto é formada pelas professoras Sarah Beatriz Felix e Daniela Frizon Alfieri, ambas da UEL; Maria Fani Dolabela (Universidade Federal do Pará) e Naiara Lourenço Mari (UNOPAR). A equipe tem também a participação de alunos de pós-graduação (residência, mestrado e doutorado) e colaboração de profissional externo (Ana Carolina Franzon).

(FOTO: HU/UEL).

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