Curso de Artes Cênicas ganha Empresa Júnior de produção cultural

Curso de Artes Cênicas ganha Empresa Júnior de produção cultural

A Rosa Amarela, segunda do gênero no país, fica vinculada à Divisão de Artes Cênicas, da Casa de Cultura da UEL.

Beatriz Botelho

Agência UEL


Os estudantes curso de Artes Cênicas, do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), terão a partir deste ano mais uma oportunidade para ensino e aprendizagem. É a empresa júnior de produção cultural Rosa Amarela – a segunda do país com foco nesta área. A empresa vai atuar junto à Divisão de Artes Cênicas (DAC), da Casa de Cultura da UEL, nas frentes de produção de eventos culturais e assessoria para artistas recém-formados. O Programa de Formação Complementar, o estatuto e o regimento interno já foram aprovados. Neste momento, estão na fase de aprovação do CNPJ.

Sem fins lucrativos, as empresas juniores realizam serviços a preços inferiores aos do mercado, sendo todo capital revertido para a manutenção e desenvolvimento da própria empresa. Na UEL, elas são vinculadas à Pró-reitoria de Graduação (Prograd), com foco no aprendizado teórico-prático. Por envolver o ensino, todo o trabalho feito pelos estudantes tem a supervisão de um professor. No caso da Rosa Amarela, a supervisora é Laura Carla Franchi dos Santos, professora do Departamento de Música e Teatro (MUT), e chefe da Divisão de Artes Cênicas, da Casa de Cultura.

Atividades – A professora conta que, dentro da DAC, os estudantes da UEL já realizavam diversas atividades, por meio do Núcleo de Produção, criado em 2015. Eventos como o “Londrina Mostra de Teatro e Circo”, realizado há 15 anos, teve as duas últimas edições, em 2018 e 2019, produzidas pelos alunos. Eles planejaram todas as etapas de produção, desde bilheteria, iluminação até parcerias. Além disso, em diversas edições do Festival Internacional de Londrina (FILO), também atuaram como apoio de produção.

A criação da empresa júnior de Artes Cênica partiu da demanda dos alunos do curso, segundo Laura. A conversa teve início em 2017, mas foi no segundo semestre do ano passado que eles encararam o desafio e se mobilizaram para criar a EJ. “Foi um pedido deles, da movimentação deles naquele espaço. A autonomia foi permitindo que eles ganhassem confiança e coragem e realmente executassem isso”, conta a professora.

Organização – Quase 20 estudantes de Artes Cênicas estão envolvidos na criação e organização da empresa júnior Rosa Amarela. Eles já se mobilizaram para estruturar a EJ, que está dividida em presidência e quatro diretorias: Recursos Humanos (RH), Comunicação, Produção e Técnica e Financeiro.

Lucas Barbosa Morilha Da Silva, estudante do 3º ano, já foi definido com diretor de RH. Ele esteve à frente da elaboração do regimento interno e do estatuto. Para isso, contou com apoio de outras empresas juniores da UEL, a Conecte Comunicação, formada por estudantes de Relações Públicas, e a LEX, do curso de Direito. Ele também fez contato com a MultiCultural Produções Artísticas, dos cursos de Artes Cênicas e Música, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – a primeira na área de produção do Brasil. Lucas conta que logo será feito um processo seletivo para entrada de membros. Mas ele já afirma que o foco da seleção não é ser excludente e “escolher os melhores”, mas sim de inclusão, pensando no processo formativo dos alunos e alunas do curso.

Para Beatriz Gonçalves De Souza Amaro, primeira presidente da Rosa Amarela, participar da empresa júnior vai ser uma possibilidade para eles aprenderem todas as etapas da produção. Ela afirma que a experiência em produção fica em defasagem em muitos cursos, porque o artista aprende as técnicas, mas não a produção. A presidente aponta que essa é uma das dificuldades do artista, que acaba não sabendo como criar um portfólio de trabalho, organizar a parte técnica da apresentação, nem procurar apoio e parceria, por exemplo. Com a EJ, os alunos vão orientar esse profissional, principalmente, o recém-formado, e podem até, fazer toda a produção para ele.

A vice-presidente, Nara Motta Vieira, considera que a responsabilidade será redobrada na empresa júnior, porque farão ações para além do que já desenvolveram no Núcleo, com um cliente. “Na EJ, estamos sendo contratados, há dinheiro envolvido”, afirma a estudante.

A primeira gestão da empresa júnior Rosa Amarela ainda não tem previsão de quando as atividades vão começar definitivamente este ano, devido à pandemia. Eles estão empolgados para esse início e esperam que as atividades presenciais possam voltar em breve.

Atuação – A professora Laura Franchi afirma que as ações previstas para a empresa júnior já eram feitas no Núcleo, mas que agora serão formalizadas e poderão arrecadar recursos para melhorar, por exemplo, a Mostra de Teatro e Circo. Ela ainda reforça que “o Núcleo de Produção da DAC continua sendo projeto, sem cargo, sem pressão. A EJ é um braço desse Núcleo para as questões mais profissionais”.

A professora comenta que a Divisão de Artes Ciências, localizada na Avenida Celso Garcia Cid, é um espaço alternativo para apresentações culturais em Londrina e que a empresa júnior vai poder fazer a produção desses grupos que se apresentam por lá. Além disso, com um CNPJ, eles poderão concorrer a editais do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).

Oportunidade – Para a diretora da Casa de Cultura da UEL, Maria Helena Ribeiro Bueno, atuar diretamente neste órgão suplementar é uma oportunidade enriquecedora para os alunos “A Divisão é um diferencial na formação dos estudantes, porque eles podem vivenciar na prática não só o conteúdo do curso, mas além, a vivência num espaço cultural de verdade”, afirma.

Além disso, ela reforça que este é o papel da Casa de Cultura. “Ter um programa de formação complementar e a empresa júnior indica que estamos dentro da nossa função de órgão. A proposta é contribuir com a formação deles, para posterior inserção no mercado de trabalho, e, ao mesmo tempo, promover a extensão”, defende.

Homenagem – O nome Rosa Amarela, escolhido para a empresa júnior de Artes Cênicas da UEL, é uma homenagem ao servidor Paulo Braz, conhecimento como Paulinho do FILO, e ao professor Fernando Amaral Stratico, que faleceram recentemente e fizeram parte da história do curso e da DAP. Os estudantes não tiveram a oportunidade de conviver com eles, mas reconhecem a importância que tiveram. Eles contam que Paulinho gostava da música Camisa Amarela, de Gal Costa, e que o professor tinha um jardim no Departamento, por isso a referência à rosa.

As ações do Núcleo de produção e dos estudantes podem ser acompanhadas no perfil da Divisão de Artes Cênicas da UEL.

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