UEL e Governo assinam projeto de modernização de empreendimentos públicos

UEL e Governo assinam projeto de modernização de empreendimentos públicos

Solenidade de assinatura contou com o Governador, Carlos Massa Ratinho Junior, em evento no Palácio Iguaçu com prefeitos, o reitor da UEL, Sérgio Carvalho, e autoridades.

José de Arimathéia

Agência UEL


Parceria formalizada nesta terça-feira (11), no final da manhã em Curitiba, garante projeto na área de Engenharia que gera relevante impacto positivo em futuras obras das prefeituras da região de Londrina. O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou convênio que amplia o apoio do Estado aos municípios e à pesquisa acadêmica. A assinatura aconteceu em um evento no Palácio Iguaçu com prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), deputados estaduais, o reitor da UEL, Sérgio Carvalho e demais membros da Universidade e representantes do Escritório da Casa Civil na região.

Trata-se do projeto “Modernização no desenvolvimento de empreendimentos públicos pelas Prefeituras de municípios de pequeno porte: uso da tecnologia BIM”, aprovado pelo governo estadual e receberá recursos da UGF (Unidade Gestora do Fundo Paraná) de mais de 630 mil reais.

A ideia é adotar o modelo BIM (Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação em Construção), uma metodologia que, além de utilizar modelos tridimensionais para obras de reforma ou construção, permite criar um banco de dados que fornece informações úteis sobre todo o ciclo de vida das edificações. A quantidade de informações só é limitada pela alimentação de dados.

Iniciativa prevê a estruturação de um ambiente de trabalho, com a criação de um laboratório – cujo espaço físico já existe, no CTU, localizado no Campus Universitário.

Legislação – O BIM não é apenas uma proposta moderna, portanto, já conhecida por professores e pesquisadores da UEL. Sua utilização é prevista pela legislação. Ela foi instituída no país pelo Decreto nº 9.983, de 22 de agosto de 2019; e no Paraná pelo Decreto Estadual nº 3.080/2019, que estabeleceu a necessidade legal de que as obras públicas em pauta sigam esta tecnologia desde sua origem.

“O projeto é resultado das visitas que realizamos nas prefeituras nos últimos meses. Identificamos esse problema dos pequenos municípios em relação ao desenvolvimento de projetos. A Seti e a UEL ajudaram na formatação dessa ideia. Os residentes-técnicos assessorados pelos professores vão desenvolver projetos para postos de saúde, praças, ginásios, ou até mesmo reformas. E esse planejamento, agora, será com o BIM”, afirma Sandra Moya, coordenadora regional da Casa Civil na região de Londrina.

O reitor da UEL, Sérgio Carvalho, reforça que o objetivo da parceria junto ao governo do estado é constituir uma espécie de banco de projetos para municípios de até 30 mil habitantes da região da Associação dos Municípios da Região do médio Paranapanema (Amepar). “É uma interação importante entre a Universidade e o conjunto de pequenos municípios da nossa região. Sem dúvida, o sucesso desse modelo poderá ser replicado para outras universidades localizadas nas mais variadas regiões do Paraná. É importante porque marca a participação da UEL no desenvolvimento regional do estado, uma das missões da nossa Instituição”, declara o reitor.

O projeto da UEL propõe suprir estas demandas, abrangendo os 17 municípios da região da AMEPAR, instituição parceira no projeto e que também colaborará com recursos materiais. São eles: Alvorada do Sul, Bela Vista do Paraíso, Cafeara, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Jaguapitã, Jataizinho, Lupionópolis, Mirasselva, Pitangueiras, Porecatu, Prado Ferreira, Primeiro de Maio, Sabáudia, Sertanópolis e Tamarana.

Dificuldades das Prefeituras

De acordo com o professor do Departamento de Construção Civil/CTU, da UEL, e coordenador técnico-científico do projeto, Aron Lopes Petrucci, a ideia surgiu da avaliação de uma série de dificuldades observadas no cotidiano das prefeituras. Não raro, elas deixam de obter recursos financeiros para obras importantes ou necessárias por falta de um projeto de engenharia adequado. Ou, de outro lado, licitam um projeto que “caduca” diante da demora na liberação de recursos para execução de obras. Aron lembra que, décadas atrás, os governos eram menos exigentes na liberação. Mas a legislação avançou, por razões técnicas/tecnológicas e de gestão pública, o que obriga as prefeituras a elaborarem projetos mais complexos. “As prefeituras perderam capacidade de fazer projetos”, sintetiza Aron.

O projeto prevê a estruturação de um ambiente de trabalho, com a criação de um laboratório – cujo espaço físico já existe, no Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UEL, instalação de máquinas e programas, treinamento de equipe, seleção de alunos bolsistas e o desenvolvimento dos projetos conforme a demanda das prefeituras. O projeto conta com 10 docentes, especialistas em várias áreas da Engenharia, como Estrutura, Hidráulica, Elétrica e Orçamentação. O valor total do projeto, incluindo as contrapartidas, chega a R$ 662.906,00, e a duração prevista é de 24 meses.

Impactos – Aron explica que as prefeituras serão grandemente beneficiadas, porque receberão auxílio num ponto tão importante quanto frágil atualmente, amparado por lei e tecnicamente avançado. O professor lembra que, embora o modelo produza desenhos tridimensionais, para o banco de dados que se pode montar em torno da obra pode-se falar até numa heptadimensão, ou seja, 7-D. Caberá às Prefeituras acompanhar o ciclo de vida das construções. Naturalmente, o uso de uma ferramenta moderna com participação da Universidade gerará também economia pelas prefeituras, ou seja, haverá melhor emprego do recurso público.

Outro impacto positivo é que o BIM gera uma memória multidimensional da obra. Mais tarde, se for preciso levantar informações sobre o projeto original – desde o preço do vidro de uma janela até os esquemas da rede hidráulica ou elétrica – estará tudo lá. Tal levantamento pode ser necessário em razão de uma reforma ou um laudo pericial, por exemplo. Mais que um emprego técnico, esse banco de dados também poderá ter aplicações em pesquisas acadêmicas e, por consequência, mais tarde, no ensino de Engenharia.

Por tudo isso, Aron aponta outros pontos positivos do projeto. Um deles é criar mais proximidade entre a UEL e as Prefeituras, estabelecendo mais uma parceria e ligação interinstitucional. Outro ponto importante, segundo o professor, é que este projeto se transforma em um embrião para uma “curricularização da extensão”, ou seja, o que nasce como projeto de extensão futuramente se tornará conteúdo disciplinar do curso de Engenharia da UEL.

(Com informações e FOTOS da AEN).

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