Encontro sobre conservação e restauro de patrimônio cultural

Encontro sobre conservação e restauro de patrimônio cultural

O encontro, dias 4 e 11 de novembro, é restrito a estudantes e professores do curso de Artes Visuais, com limitação de 100 vagas.

A preservação de patrimônio cultural no Brasil emprega profissionais de diferentes áreas, da Sociologia à História, passando pela Arqueologia, mas também é uma oportunidade profissional para formandos das áreas de Artes. É com esse intuito que ocorre o 1º Encontro sobre Patrimônio, Conservação e Restauro de Bens Culturais. O evento, promovido pelo Departamento de Artes Visuais – Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) – ocorre entre os dias 4 e 11 de novembro. As inscrições estão abertas até o dia 3 de novembro, véspera do evento, e são gratuitas – Inscrições/Aqui

Segundo a coordenadora do evento e professora do Curso de Artes Visuais, Carla Galvão, o evento vem, entre outros motivos, para suprir uma lacuna deixada pela pandemia: as viagens a campo que a UEL promovia aos estudantes de Artes Visuais, em especial aos do 2º ano. “Anualmente, como parte da disciplina que ministro de História da Arte Brasileira, referente ao período colonial, levávamos estudantes desse ano letivo às cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto, Congonhas e Mariana”, explica.

Com a pandemia e a suspensão das atividades presenciais, os estudantes do curso viram-se em uma graduação sem muitas atividades práticas. “Foi, também, a forma de incentivar os estudantes ao debate sobre uma área que não tem espaço na nossa grade curricular, mas bastante interessante também”, confirma.

Campo de atuação

Historicamente, segundo Carla, as atividades voltadas à restauração patrimonial no Brasil concentram-se em algumas regiões específicas, como Nordeste, Norte e na região de Minas Gerais. “Na região Sul, por exemplo, não há um curso destinado a isso, em qualquer nível. Isso demonstra que há uma oportunidade mal explorada de trabalho. Há poucos profissionais de Artes Visuais trabalhando nessa área, aliás”, ressalta.

Professora responsável pelo Encontro, Carla Galvão – Departamento de Artes Visuais.

Além do trabalho manual da restauração de obras de arte, bens móveis e imóveis, o artista visual deve trabalhar como educador. “Não basta restaurar apenas. É preciso preservar o patrimônio para que não seja danificado”, explica a professora, lembrando que o País se destaca por qualificar bons profissionais. “Nesse sentido, o Brasil ‘exporta’, de Minas Gerais, profissionais para a Europa para lidar com conservação patrimonial”, analisa.

Programação

Os estudantes vão conversar com três egressos da UEL: Azor de Macedo Borges, graduado em Artes Visuais e professor de Arte e Restauro na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP); Adriano de Souza Bueno, graduado em Educação Artística e mestrando em Artes pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Eloiza Silva, graduada em Artes Visuais pela UEL e técnica em Conservação e Restauro de Bens Culturais pela FAOP.

No dia 4 de novembro, às 9 horas, Adriano ministra a palestra “Técnicas construtivas da escultura devocional em madeira do Brasil: aspectos gerais”. Já às 19h30, Azor falará sobre o tema “Procedimentos de restauro de bens integrados em igrejas barrocas”. Por fim, no dia 9 de novembro, o evento se encerra com a palestra “Processo de restauro de escultura em madeira policromada de Nossa Senhora do Bom Despacho”, com Eloiza Silva.

O encontro é restrito a estudantes e professores do curso de Artes Visuais, com limitação de 100 vagas. Aos participantes assíduos, será concedido um certificado de 9 horas de atividades.

(FOTO/CAPA – Divulgação/Arquivo Pessoal).

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