Integrantes do NINTER debatem na Câmara de Vereadores situação da coleta seletiva em Londrina

Integrantes do NINTER debatem na Câmara de Vereadores situação da coleta seletiva em Londrina

Reunião foi coordenada pela Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente.

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Agência UEL


Na tarde desta sexta-feira (8), uma reunião pública remota da Câmara Municipal de Londrina (CML) discutiu a coleta seletiva na cidade. Representantes do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Resíduos (NINTER) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) apresentaram aos vereadores estudos sobre o setor de reciclagem no município. A reunião foi coordenada pela Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente em conjunto com a Comissão de Administração, Serviços Públicos, Fiscalização e Transparência, ambas da CML, e transmitida pelos canais do Legislativo no Youtube e Facebook.

Os pesquisadores relataram que síndicos e zeladores de condomínios, em especial na região da Gleba Palhano, em Londrina, fazem parcerias com catadores informais, em detrimento das cooperativas de reciclagem instituídas pelo município para realizar a coleta porta a porta. A opção seria motivada pelo fato de os informais não triarem os resíduos na hora da coleta, ao contrário do que fazem as cooperativas.

Cláudio Pereira Sampaio, professor do Departamento de Design da UEL e vice-coordenador do Ninter, revelou que os catadores informais, geralmente, não conseguem comercializar parte dos materiais coletados, que acabam queimados ou jogados em terrenos baldios e fundos de vale, ocasionando problemas ambientais e sociais, e gerando custo para o poder público para limpeza dessas áreas. “A gente enquanto cidadão, morador da cidade, tem uma responsabilidade nisso. No momento em que você passa seu resíduo de reciclagem para um informal e não para uma cooperativa, que tem que atender a uma série de exigências da Prefeitura e legais, a gente está participando deste problema também”, afirmou.

Na reunião também foi apresentado um projeto-piloto de coleta multisseletiva, implantado em um edifício de Londrina, onde foram instaladas diversas lixeiras e compartimentos para que os moradores separem todo lixo, e não só recicláveis, em doze categorias diferentes, como orgânico, rejeito, pilhas e lâmpadas. Após a separação, o condomínio fez parcerias com cooperativas, entidades e empresas para destinação dos materiais. Conforme Sampaio, a iniciativa se mostrou viável e passível de ampliação para outros prédios. “A gente confirmou que é totalmente possível [implantar a coleta multisseletiva]. Funcionou super bem neste condomínio. Londrina é a sexta cidade mais verticalizada do Brasil, então, é totalmente relevante a gente resolver a coleta seletiva em edifícios”, disse.

Ricardo Aparecido Ferreira, gerente de resíduos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU), informou que a entidade tem dialogado com os catadores informais na tentativa da formalização, mas que encontra resistência desses trabalhadores. “A gente tem conversado com informais, são pessoas que também precisam trabalhar, e temos tentado buscar formas de eles entrarem no sistema, por meio de associação. Já mandamos documentos para que se formalizem, mas observamos baixo interesse. A verticalização em Londrina é muito grande, temos de trabalhar em cima dos condomínios”, disse.

Os pesquisadores também apresentaram outros projetos desenvolvidos pelo Ninter, um de reciclagem de tecidos e outro para reaproveitamento de banners de lona, como forma de fortalecer as cooperativas de reciclagem. As propostas precisam de financiamento para serem implementadas.

O vereador Eduardo Tominaga, presidente da comissão Política Urbana da Câmara de Londrina, disse que a cidade tem muito a evoluir em relação à destinação dos resíduos sólidos e destacou a importância das questões socioambientais para o desenvolvimento econômico da cidade. “A gente não tem como desligar as questões do desenvolvimento socioeconômico da cidade sem falar desta temática tão importante que é a questão do lixo propriamente dito, da reciclagem e, principalmente, do que envolve hoje os recicladores e as cooperativas de reciclagem”, afirmou.

A Comissão de Política Urbana é composta pelos vereadores Eduardo Tominaga, como presidente; Prof.ª Sonia Gimenez (PSB), como vice-presidente; e Nantes (PP), como membro. A Comissão de Administração tem como presidente o vereador Matheus Thum (PP); como vice-presidente o vereador Deivid Wisley (Pros) e como membro a vereadora Mara Boca Aberta (Pros).

(Com informações e texto da Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de Londrina. FOTO: Devanir Parra).

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