Lote de Smartphones é destinado a projeto de alfabetização para crianças

Lote de Smartphones é destinado a projeto de alfabetização para crianças

Repasse atende Projeto Kalulu que utiliza a tecnologia digital como ferramenta para alfabetização a partir do método fônico

A UEL recebeu esta quinta-feira (29) um lote de mil smartphones que serão repassados ao Projeto Kalulu, que utiliza ferramentas tecnológicas para alfabetização, por meio de parceria entre pesquisadores da UEL com a Universidade Federal do ABC. Na região de Londrina cerca de 3 mil crianças do Ensino Fundamental deverão ser beneficiadas com os novos aparelhos telefônicos. A iniciativa atinge 10 municípios do norte do Paraná.

O termo de transferência dos equipamentos foi assinado nesta quinta-feira (29), pela manhã, no Gabinete da Reitoria, pela reitora Andréa Name e pelo Secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm. O lote com os aparelhos estão sendo patrimoniados e deverão chegar às escolas já nos próximos dias para a equipe do projeto Kalulu.

A reitora enalteceu que o projeto atende crianças ainda na fase de alfabetização. O Projeto Kalulu utiliza a tecnologia digital como ferramenta para alfabetização baseada em um método fônico (relacionando sons e letras). O secretário Marcos Stamm ressaltou que os aparelhos telefônicos estão sendo repassados agora, após o fim do período eleitoral que vedava, entre várias ações, a transferência de recursos e anúncios.

Termo de transferência dos equipamentos foi assinado nesta quinta-feira (29), no Gabinete da Reitoria, pela administração da UEL e pelo Secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm

Segundo a professora Carla Cristiane da Silva, da Departamento de Estudos do Movimento Humano, do Centro de Educação Física e Esporte (CEFE) da UEL, que integra a equipe do projeto, a iniciativa oferece um suporte para crianças na alfabetização. Segundo ela, as crianças são incentivadas a participarem de um jogo interativo, utilizando smartphones ou tablets. O game incentiva as crianças a evoluírem e avançarem etapas dos chamados jardins do cérebro.

“É uma ferramenta bastante efetiva para ajudar o professor em sala de aula”, complementa a professora. O método fônico foi desenvolvido pelo Excello Lab, laboratório de pesquisa francês, em parceria com instituições de pesquisa e trazida ao Brasil por meio da Universidade Federal do ABC.

A proposta do Kalulu é transformar evidências científicas sobre o desenvolvimento da leitura em ferramentas práticas para professores e estudantes. A metodologia combina materiais didáticos, jogos educativos, formação docente e acompanhamento contínuo da aprendizagem, com atividades voltadas ao desenvolvimento das habilidades de leitura desde os primeiros anos do Ensino Fundamental.

Estudo controlado

Em Cambé, a implantação ocorreu em 17 escolas municipais, com aproximadamente 1.300 alunos do 1º ano do Ensino Fundamental. A experiência foi acompanhada por um estudo controlado e randomizado, que comparou turmas participantes do projeto com outras que mantiveram as práticas habituais de ensino. Ao final do ano, 58% das crianças que utilizaram o Kalulu conseguiam ler mais de cinco palavras por minuto, enquanto o índice foi de 45% entre os estudantes do grupo de comparação.

(Matéria atualizada às 11h30, com informações da SEIA/Governo do Estado).

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