Comunidade da UEL realiza Marcha Antirracista contra pichação

Comunidade da UEL realiza Marcha Antirracista contra pichação

Protesto ocorre em resposta a pichação discriminatória com conteúdo racista identificada em um sanitário do CCE, no último dia 3 de maio.

Estudantes, professores e agentes universitários participam, nesta quinta-feira (12), da Marcha UEL na Luta Antirracista e pela Diversidade, que vai contar com apresentações de grupos indígenas, de maracatu e de samba como reação à manifestação discriminatória e de conteúdo racista identificada na semana passada, em um dos sanitários do Centro de Ciências Exatas (CCE).

A manifestação terá início a partir das 10 horas, com concentração no Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA). De lá o cortejo segue até o pátio do Restaurante Universitário (RU). A previsão é de que às 11h30 tenha início um ato político, seguido de apresentações culturais. A programação artística inclui o grupo Os Guerreiros, da etnia kaingang da Reserva Indígena do Apucaraninha. Está prevista apresentação de um grupo de Maracatu, formado por estudantes da UEL, e, finalizando, da cantora Cecília Bandeira acompanhada do grupo Samba do Sereno.

Marcha antirracista inicia às 10h, no CECA, e termina às 12h30 com apresentação/protesto de samba.
Evento começa às 10h, no CECA, e termina às 12h30, com apresentação/protesto com Cecília Bandeira e o Samba do Sereno (Divulgação)

A marcha foi aprovada como manifestação oficial da UEL pelo Conselho Universitário (CU), realizado no último dia 5. Durante a reunião, em formato virtual, a professora Andrea Pires Rocha, do Departamento de Serviço Social, leu uma nota de repúdio assinada por várias instâncias acadêmicas, além de entidades.

Segundo a professora Andrea, a marcha é uma construção coletiva de vários segmentos da UEL, entre eles da Comissão Interna que avalia as ações afirmativas na Universidade. Ela explica que se trata de uma manifestação contra a pichação discriminatória encontrada no CCE, mas que defende uma bandeira de liberdade e diversidade, contrária ao nazismo e ao fascismo.

A professora Flávia Fernandes de Carvalhaes, do Departamento de Psicologia Social (CCB), que também integra a organização, afirma que a proposta dos coletivos que idealizaram a manifestação é realizar um ato festivo, mas de resistência. Além da comunidade universitária também foram convidados representantes de movimentos sociais de Londrina.

Professoras Flávia de Carvalhaes e Andrea Pires Rocha, organizadoras da manifestação antirracista (Agência UEL)

Reação

A Administração da UEL registrou Boletim de Ocorrência relatando o conteúdo racista e discriminatório identificado no último dia 3 de maio em um dos sanitários do Centro de Ciências Exatas (CCE). No mesmo dia, a Prefeitura do Campus Universitário (PCU) foi comunicada sobre a existência dos escritos. O conteúdo resultou em denúncia registrada junto à Ouvidoria, que originou processos internos para averiguação, a partir de análise de imagens das câmeras de segurança da PCU.

Na ocasião, a UEL, por meio da Coordenadoria de Comunicação, emitiu nota à imprensa rechaçando qualquer atitude de conteúdo racista e destacando que todos os esforços seriam empreendidos para que práticas racistas não voltassem a ocorrer no ambiente universitário.

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