UEL acolhe primeira cientista ucraniana pelo Programa Universidades Amig@s

UEL acolhe primeira cientista ucraniana pelo Programa Universidades Amig@s

A UEL recebeu, nesta quarta-feira (25), a primeira cientista vinda da Ucrânia. É Maria Boiko, da área de Microbiologia da Universidade Nacional de Ciências da Vida e Ambientais da Ucrânia, sediada na capital Kiev. Ela chegou na última sexta (20) e foi recebida na UEL no Gabinete da Reitoria. Estiveram presentes o reitor, Sergio de […]

A UEL recebeu, nesta quarta-feira (25), a primeira cientista vinda da Ucrânia. É Maria Boiko, da área de Microbiologia da Universidade Nacional de Ciências da Vida e Ambientais da Ucrânia, sediada na capital Kiev. Ela chegou na última sexta (20) e foi recebida na UEL no Gabinete da Reitoria. Estiveram presentes o reitor, Sergio de Carvalho; o vice-reitor, Décio Sabbatini; a chefe de gabinete, Lisiane de Freitas; a pró-reitora de Extensão, Mara Solange Dellaroza; o diretor de pesquisa da PROPPG, Eduardo Araujo; e as professoras Sueli Ogatta e Luci Liony, do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia da UEL. A pesquisadora chegou acompanha do marido, o cônsul da Ucrânia Viktor Boiko, e da filha Xenia, de 7 anos.

A professora Mara Solange é uma das que estão prestando toda a ajuda possível à família de Maria, da locomoção à residência, assim como a escola para a filha. Várias instâncias da Universidade estão se mobilizando para acolher da melhor forma possível os ucranianos. Vale lembrar que a UEL receberá cinco, das áreas de Economia, Engenharia Elétrica, Filosofia e Microbiologia.

O reitor, que contou da ascendência ucraniana da família de sua esposa, deu as boas vindas à família e manifestou contentamento em saber que alguns dos pesquisadores que virão são de sua área, Economia. O vice-reitor também deu as boas vindas, falou da alegria de a pesquisadora dividir sua experiência com a UEL, e perguntou à pesquisadora sobre sua linha de pesquisa. Maria publicou, há alguns anos, um artigo em periódico internacional sobre uma bactéria (Bacillus thuringiensis) que mata insetos, útil à agricultura. Ela disse que até trouxe amostras da Ucrânia para continuar seus estudos.

Para o cônsul, é uma oportunidade tanto de crescimento científico quanto cultural, não só para Maria, mas para toda a família. Ele também comemora a vinda de outros pesquisadores ucranianos para a UEL, para assim formar uma pequena comunidade.

Já o professor Eduardo, da PROPPG, define esta oportunidade como uma das mais fantásticas para a UEL, em todos os aspectos, a começar pelo humanitário. Além disso, ele salienta, existe o ganho científico, de know-how, e ainda o cultural. Para os Programas de Pós-Graduação da Universidade que receberão os pesquisadores, ele afirma, será um salto de qualidade, e seguramente um significativo avanço na sua internacionalização, pois é exatamente esta troca de conhecimentos, e esta acolhida, que pesam para atribuir qualidade a um Programa.

Universidades Amig@s

Em março, o Governo do Paraná, através da Fundação Araucária e da Superintendência Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), criou o Programa Institucional Universidades Amig@s: Acolhimento Extensionista aos Cientistas Ucranianos. O objetivo é acolher e integrar as cientistas do país europeu na comunidade paranaense, além de manter em alta o papel da ciência e da inovação mesmo em tempos de guerra.

A ideia é que as cientistas das universidades ucranianas desenvolvam suas pesquisas nas universidades paranaenses por um período de até dois anos, em um primeiro momento, recebendo bolsas. O Estado espera receber até 50 pesquisadoras que possuam titulação de Doutorado e que estejam ou estavam atuando nas universidades sediadas na Ucrânia. A chamada pública referente ao Programa previu recursos de até R$ 888.000,00.

Acolhida

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig,

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