Estudo sobre ensino de inglês recebe apoio e financiamento do Conselho Britânico

Estudo sobre ensino de inglês recebe apoio e financiamento do Conselho Britânico

Projeto pretende mapear a oferta de línguas adicionais na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental em cinco estados do Brasil.

“Mapear a oferta de línguas adicionais na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental em municípios de cinco estados brasileiros”. Este foi o objetivo da primeira etapa do projeto Mapeando iniciativas brasileiras de ensino de inglês no ensino fundamental I e o desenvolvimento de materiais acessíveis para o ensino emergencial online, que contou com apoio e financiamento do British Council, organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais.

Coordenado pela professora Juliana Reichert Assunção Tonelli, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas, do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH), o projeto foi desenvolvido através do grupo de pesquisa FELICE (UEL/CAPES-CNPq). O grupo tem como foco a formação de professores e ensino de línguas (estrangeiras/adicionais e materna) para crianças.

Além da professora, participaram do mapeamento pesquisadoras e alunos da pós-graduação e graduação da UEL, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Estadual de Goiás (UEG/Inhumas), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar­) e Universidade de Brasília (UnB). Através dos dados obtidos com o estudo, a equipe desenvolveu um Documento-base com uma proposta de elaboração de diretrizes curriculares para o ensino de inglês nos anos iniciais da escolarização.

Projeto sobre ensino de inglês recebe apoio e financiamento do Conselho Britânico.
Divulgação

BNCC

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), lançada em 2018, só contempla o ensino de inglês a partir do 6º ano, quando sua oferta passa a ser obrigatória. Contudo, segundo Juliana, a realidade mostra que grande parte das escolas municipais públicas já incluíram ao menos uma língua estrangeira no currículo e, em sua maioria, é o inglês. “Por reconhecerem a importância da aprendizagem de uma língua antes do 6º ano, quando as crianças ainda são pequenas, algumas secretarias de educação já ofertavam ou continuam ofertando a língua inglesa”, afirma a docente.

Ela conta que o conteúdo do Documento-base se trata de uma demanda antiga e, por isso, o material pretende suprir a carência de diretrizes para a organização do ensino do idioma nas etapas iniciais da educação, como um auxílio.  “A gente espera que a partir dessas propostas, como organizar o ensino de inglês do 1º ao 5º ano, os municípios que já ofertam ou querem passar a ofertar a língua inglesa possam usar esse documento para, a partir dele, ter uma orientação mínima de como fazer esse ensino”, declara a professora.

De acordo com Juliana, vários municípios já estão estudando o material. O Centro de Educação Infantil da UEL (Unidades Campus e Hospital Universitário), por exemplo, já se beneficia do Documento-base. Na unidade, a língua inglesa ocorre diariamente em uma proposta de imersão do idioma para crianças de 3 a 6 anos, por meio de brincadeiras e jogos diversos em sala de aula.

*Estagiária na COM/UEL

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