Projeto avalia o impacto das residências nos serviços da atenção primária do SUS

Projeto avalia o impacto das residências nos serviços da atenção primária do SUS

Com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026, equipe de trabalho envolve docentes da UFSC e da UEL

Projeto desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) , em parceria com a UEL, está avaliando o impacto da formação em residências na qualificação das equipes da Atenção Primária em Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde, o SUS. Chamado de #FuiResidente, o trabalho é financiado pelo Departamento de Gestão da Educação na Saúde (Deges) do Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde, e conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), que gerencia os recursos do projeto.

Os trabalhos começaram em 2024, com previsão de dois anos de realização. “O projeto avalia o impacto da formação em Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Medicina de Família e Comunidade na qualificação do cuidado e do trabalho em equipe na Atenção Primária à Saúde no SUS”, define a coordenadora, Silvana Nair Leite, professora do Departamento de Ciências Farmacêuticas da UFSC. Segundo ela há poucos estudos que avaliem, de forma sistemática, os efeitos dessa estratégia de formação no desenvolvimento de competências para o trabalho em equipe.

A Atenção Primária à Saúde é o primeiro nível de atenção em saúde e se caracteriza por um conjunto de ações, no âmbito individual e coletivo. Há diversas estratégias governamentais relacionadas à APS, sendo uma delas a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que leva serviços multidisciplinares às comunidades por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por exemplo. Consultas, exames, vacinas, orientações e outros procedimentos são disponibilizados aos usuários nas UBSs.

Os primeiros programas de residência em Medicina de Família e Comunidade iniciaram suas atividades em 1976, e a especialidade médica foi reconhecida em 2002. Entre 2005 e 2013, a inserção de profissionais não médicos foi ampliada de forma expressiva com o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf). Em 2023, a estratégia se reestruturou com as equipes multiprofissionais (e-Multi).

O projeto envolve a coleta de dados em todas as regiões do Brasil. Inicialmente, com grupos focais e entrevistas em diferentes cidades com egressos das Residências que estão atuando no SUS. E, em um segundo momento, com a condução de um amplo inquérito nacional com egressos das residências realizadas na APS.

“Diversos estudos já demonstram o potencial e o impacto da formação em residência na qualificação da Atenção Primária à Saúde e na melhoria dos serviços ofertados à população. No entanto, este projeto traz um recorte específico, focado na perspectiva da interprofissionalidade, analisando como a formação interprofissional influencia o trabalho em equipe e, consequentemente, os desfechos em saúde da população”, ressalta a professora Silvana.

Com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026, a equipe de trabalho envolve docentes da UFSC e da UEL dos cursos de Saúde Coletiva, Farmácia, Medicina, Enfermagem, Odontologia, Serviço Social e Educação Física, além de pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica.

(Com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária – Fapeu/SC)

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