Evento celebra luta antirracista na UEL e as tradições de matriz africana

Evento celebra luta antirracista na UEL e as tradições de matriz africana

Atividade é promovida pelo GT "UEL na Luta Contra o Racismo" e promove a assinatura de um pacto por diversos representantes da sociedade.

Amanhã (quarta, 25), acontece na UEL um evento em celebração ao dia 21 de março, Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial e Dia Nacional das Tradições de Matrizes Africanas. A atividade, promovida pelo GT “UEL na Luta Contra o Racismo”, começa no Restaurante Universitário, às 18h30, seguida de um cortejo até a Sala de Eventos do CLCH, conduzido por participantes e simpatizantes das religiões de matriz africana.

Na Sala de Eventos do CLCH, às 19h30, será assinado o Pacto contra o racismo na UEL, uma carta-aberta para a comunidade universitária, assinada por diversos representantes da sociedade civil e da academia. Na sequência acontece a mesa de abertura “A luta antirracista na UEL: respeito e valorização das tradições de matriz africana no Brasil”, com a presença da Dra. Amanda Ribeiro dos Santos, Promotora de Justiça e Coordenadora do Grupo de Trabalho de Promoção da Igualdade Étnico-Racial do Ministério Público do Paraná.

21 de Março

Em 1960, cerca de 20 mil pessoas se reuniram em Sharpeville para um protesto pacífico contra a Lei do Passe, que obrigava pessoas negras a portarem um documento que controlava e restringia sua circulação. Essa lei fazia parte do regime do apartheid, sistema de segregação racial que negava direitos à população negra. A polícia abriu fogo contra a multidão desarmada, deixando 69 mortos e 186 feridos, muitos atingidos pelas costas enquanto tentavam fugir.

O episódio marcou a data como símbolo da luta contra o racismo e pela igualdade. Desde 1966, o dia 21 de março marca o Dia Internacional da Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela ONU em memória desse episódio. O 21 de março marca também o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, oficializado pela Lei 14.519/2023, em homenagem às religiões de matriz africana no Brasil. Historicamente perseguidas e criminalizadas, essas práticas permanecem como parte da cultura brasileira.

GT “UEL Na Luta Contra o Racismo”

A campanha “UEL na Luta contra o Racismo” completou, também no dia 21 de março, três anos de existência. Ela é resultado de ações promovidas pela Universidade para ampliar o debate sobre racismo e implementar uma cultura antirracista na instituição.

O Grupo de Trabalho tem como objetivo dialogar com a comunidade universitária, o movimento negro e a sociedade sobre o racismo, denunciando suas diferentes expressões e incentivando ações de combate no cotidiano profissional. Também busca valorizar as culturas negra e indígena e criar espaços de escuta na UEL para discutir manifestações de preconceito e discriminação.

As ações do GT são organizadas em quatro eixos: reconhecimento da existência do racismo no cotidiano, visibilidade para ações de enfrentamento e superação do racismo, formação de uma comunidade antirracista e denúncia de atitudes racistas.

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