UEL leva à ExpoFavela 2026 iniciativas e projetos que atendem a população

UEL leva à ExpoFavela 2026 iniciativas e projetos que atendem a população

Os projeto Práxis Itinerante, Trilha da Cidadania e Fab.i HU foram apresentados aos visitantes

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Agência UEL


Os projetos da UEL Práxis Itinerante, Trilha da Cidadania e Fab.i HU foram apresentados na ExpoFavela Innovation Paraná 2026. Realizado em Curitiba nos dias 30 de setembro e 01 de outubro, o evento selecionou 60 empreendedores das periferias para apresentar seus negócios, produtos e serviços, buscando oportunidade, visibilidade e novos mercados.

É a segunda vez que a ExpoFavela, organizada pela Central Única das Favelas (CUFA), realiza-se em Curitiba. Neste ano, as sete universidades estaduais somaram-se à programação, apresentando projetos, políticas afirmativas, entre outras iniciativas que possibilitaram o contato de jovens periféricos com o ensino superior.

O Práxis Itinerante, voltado às juventudes, apresentou a sua dimensão de cursinhos populares em diferentes territórios. A atuação do projeto abrange as Zonas Norte e Sul da cidade, além de levar a primeira turma de cursinho popular do campo ao assentamento Eli Vive, em Lerroville (PR).

Karen Ferreira, socióloga, coordena uma das turmas de cursinho na Zona Norte de Londrina, no Colégio Estadual Professora Lúcia Barros Lisboa. Ela explica que a proposta da exposição foi “para dialogar um pouco com os estudantes que passam pelo estande, conversando sobre o acesso à universidade pública, gratuita e de qualidade”, pontua.

Disseminação de projetos e ações que atendem a população

Já o Trilha da Cidadania, projeto multidisciplinar vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) e à Secretaria de Assistência Social de Londrina, que acolhe pessoas em situação de rua, dispôs de materiais informativos, preservativos e cartilhas, falando sobre infecções sexualmente transmissíveis.

A estudante Isabela Maria explica que o projeto é dividido em vários eixos e que, no cotidiano, sua atuação acontece na casa de acolhimento às mulheres. “A gente leva esses conhecimentos acerca da área de saúde para elas”, conta. Acadêmicos de Medicina, Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Fisioterapia e Odontologia oferecem tais cuidados em diferentes frentes.

Saúde e Inovação

O Fab.i HU, representando a união entre saúde, pesquisa e inovação, demonstrou soluções para a saúde pública por meio de tecnologias de captura digital, expondo alguns modelos anatômicos impressos em 3D.

Kauê Felipe, estudante de Fisioterapia, contextualiza a iniciativa: “é fruto de uma parceria tanto do Design, quanto da Fisioterapia, com foco na criação de soluções inovadoras para a saúde. Na nossa atuação, desenvolvemos diferentes tecnologias e aplicações, desde modelos em 3D que facilitam a compreensão de conteúdos na aula, como também mandíbulas e crânios utilizados no planejamento cirúrgico, por exemplo”, salienta.

Impressão 3D: Soluções inovadoras para a saúde

A UEL ainda expôs ações institucionais de apoio ao ingresso e à permanência com a presença do Programa de Apoio à Permanência (PROPE), o qual discutiu políticas de ação afirmativa, levando informações para alunos(as) de escola pública periféricos(as) sobre o ingresso no ensino superior.

Adriana Lourenço Soares Russo, Diretora de Programas, Projetos e Iniciação Extensionista na Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Sociedade (PROEX), avalia a extensão universitária enquanto a oportunidade de conhecer os territórios e desenvolver pesquisas e inovação junto a eles. “Sentimos que houve um bom diálogo entre os jovens presentes ali e os projetos que levamos. De que a Universidade é possível de ser alcançada. Para os nossos estudantes, docentes que participaram, houve a transformação nesse aspecto de olhar para o outro, entender o território do outro”, avalia.

Ela ressalta que além dos estandes onde foram demonstrados os projetos e cursos de graduação e pós-graduação disponíveis na UEL, foi exposto o trabalho que a UEL realiza em relação às ações afirmativas e permanência estudantil, “muito importante para esse público, saber que será acolhido dentro da universidade e que terá alguns dispositivos para que possa continuar”, observa.

(Com texto e informações de Leiliani de Castro – bolsista da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Sociedade – FOTOS: Camila Rolim de Oliveira).

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