Inteligência Artificial para o bem comum é tema do Prêmio Jovem Cientista 2026

Inteligência Artificial para o bem comum é tema do Prêmio Jovem Cientista 2026

Professor da UEL comenta o tema focado em projetos que utilizam o potencial da IA para a resolução de problemas da sociedade.


Estão abertas as inscrições para a 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista (PJC). O tema do evento deste ano é “Inteligência Artificial para o Bem Comum” e objetiva propor um olhar voltado ao uso da tecnologia como ferramenta para redução de desigualdades e promoção do desenvolvimento sustentável. As inscrições vão até 31 de julho e podem ser feitas aqui.

A proposta da edição deste ano é que os participantes apresentem projetos que utilizem o potencial da IA para a resolução de problemas da sociedade, como a ampliação do acesso à saúde e à educação, além do fortalecimento da democracia, sustentabilidade ambiental e inclusão digital, considerando aplicações éticas, transparentes e socialmente responsáveis capazes de gerar impacto e ampliar oportunidades.

Inteligência Artificial na UEL

O coordenador de colegiado do curso Ciências de Dados e Inteligência Artificial da UEL, professor Daniel dos Santos Kaster, comentou o tema desta edição do PJC: “É um assunto relevante, a inteligência artificial faz cada vez mais parte da nossa vida, usamos cada vez mais ferramentas que utilizam técnicas de IA para resolver problemas”, afirma. Para ele, quando a inteligência artificial é aplicada ao bem comum, ela se torna ainda mais importante. “A IA reúne técnicas que permitem automatizar processos, acelerar a resolução de problemas, agregar grandes massas de dados e principalmente aprender com padrões repetitivos, que podem ser captados a partir de um algoritmo ou de um equipamento”, diz Kaster.

Ainda segundo o professor, o PJC é uma excelente oportunidade, tanto para participar e concorrer a bolsas, como também para estímulo à pesquisa. “Eu acho que a possibilidade de poder pensar num projeto, usar a criatividade e questionar como as coisas são e como elas poderiam ser é fundamental. A sociedade depende da pesquisa científica de qualidade para poder evoluir e isso deve ser estimulado. Então o prêmio é uma ótima oportunidade para isso”, afirma Kaster.

Auditório onde foi realizada a entrega do Prêmio Jovem Cientista 2025
(Foto: Luara Baggi – ASCOM/MCTI)

Futuros formandos

Criado em 2023 na UEL, o curso Ciência de Dados e Inteligência Artificial tem duração de quatro anos e está em seu terceiro ano de funcionamento, ainda sem nenhum formando. No entanto, o professor avalia que o curso está indo muito bem. “Nós tivemos os alunos passando pela primeira turma, pela parte mais fundamental do curso, e agora a partir do terceiro ano, eles enveredam numa etapa mais específica da área, com muitas disciplinas aplicadas, uma parte mais tecnológica”, descreve.

De acordo com Kaster, o curso tem sido muito bem procurado, visto que nos primeiros três vestibulares ele figurou entre os cinco mais concorridos da universidade. “Isso mostra que existe uma demanda grande para esse tipo de profissional e o interesse é, não só de jovens, mas também de profissionais que estão procurando se reposicionar no mercado, dada a quantidade de oportunidades que a área oferece. Em breve receberemos novos docentes que contribuirão muito com o curso. Estamos bastante animados”, completa.

Pesquisas premiadas

Além da experiência enriquecedora para estudantes e jovens pesquisadores, o Prêmio Jovem Cientista 2026 oferece aos vencedores bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), laptops e prêmios em dinheiro, os quais variam entre 5 mil a 40 mil reais. Dentre as categorias contempladas nesta edição do PJC estão: Estudante do Ensino Superior, Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional, que premia uma universidade e uma escola pelo desempenho no evento. O edital com todas as informações do Prêmio pode ser acessado neste endereço.

O Prêmio Jovem Cientista foi criado em 1981 pelo CNPq em parceria com empresas privadas visando impulsionar a pesquisa no Brasil e investir em jovens pesquisadores e estudantes que procuram soluções inovadoras para os problemas da sociedade. A cada edição do PJC, é indicado um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, com prioridade nacional, que atenda às políticas públicas do governo federal e que seja de relevância para o país.

Realizado pelo CNPq em parceria com a Fundação Roberto Marinho e patrocinado pela Shell com o apoio da Editora Globo e do Canal Futura, desde que foi criado, o PJC já recebeu mais de 24 mil projetos, teve 212 jovens agraciados em todas as regiões do país e foram concedidos mais de 1,5 milhão em prêmios.

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