Ação extensionista leva conceitos da Biotecnologia a estudantes de escolas públicas de Londrina
Ação extensionista leva conceitos da Biotecnologia a estudantes de escolas públicas de Londrina
Com experimentos práticos e vivências acadêmicas, iniciativa aproxima a comunidade da universidade e prepara expansão focada no mercado de trabalho e na carreira científica.A Biotecnologia pode parecer algo complexo ou distante do dia a dia, mas ela está presente nos supermercados, nos medicamentos e em soluções ambientais para o planeta. Com a missão de descomplicar essa área do conhecimento para estudantes do Ensino Fundamental II e Médio da rede pública de Londrina, o projeto de extensão “ABC: Aprendendo Biotecnologia e Ciência“, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), vem transformando a percepção dos jovens sobre a ciência e o ensino superior.
Coordenada pela professora Fabiana Guillen Moreira Gasparin, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia (CCE), a iniciativa busca dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas na UEL e aproximar a instituição da comunidade.

As ações do projeto já impactaram diretamente mais de 500 alunos da rede pública e atualmente opera em três escolas parceiras. No ambiente escolar, o projeto se destaca pela interatividade, oferecendo a oportunidade aos alunos de observarem células microbianas, tanto de fungos do tipo bolores quanto de leveduras, além de outras atividades simulando testes com moléculas em tubos de ensaio.
“Isso fascina os estudantes. Eles começam a se sentir pertencentes ao mundo da Ciência e percebem que podem fazer parte desse processo, ingressando na UEL e cursando Biotecnologia, por exemplo”, destaca a professora. De acordo com a coordenadora, a iniciativa é fundamental para dar visibilidade à Universidade, uma vez que muitos dos participantes das escolas atendidas ainda não conhecem o Campus e os cursos oferecidos no vestibular.
Formação multidisciplinar para universitários
O impacto da iniciativa atinge também o público interno. Ao longo de sua trajetória, o projeto ABC já contou com a participação de 25 alunos de graduação. Atualmente, possui 14 extensionistas ativos vindos de diferentes áreas de conhecimento: 5 do curso de Biotecnologia, 8 de Farmácia e 1 de Medicina.
Essa atuação multidisciplinar reforça o caráter integrador da extensão universitária. Além das visitas presenciais, a equipe utiliza o próprio perfil no Instagram como ferramenta complementar de divulgação científica.

A iniciativa está alinhada a quatro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). No ODS 3, de Saúde e Bem-Estar, o projeto apresenta as contribuições biotecnológicas na área da Saúde, desde a descoberta da penicilina até as vacinas modernas. No ODS 4, referente à Educação de Qualidade, oferece informação segura e qualificada aos alunos e auxilia na formação continuada dos professores das escolas atendidas. Com o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ao discutir a biotecnologia industrial sustentável, incentivando o consumo de produtos sustentáveis. E por fim, o ODS 13, de Ação Contra a Mudança Global do Clima, ao conscientizar sobre a utilização de plantas e microrganismos geneticamente modificados para a redução da pegada de carbono e mitigação do aquecimento global.
Para a coordenadora, alcançar esses objetivos a curto prazo na área do ensino traz grande satisfação. “É muito gratificante saber que o projeto colabora com a educação de qualidade e ajuda nossos extensionistas a enxergarem o retorno que a sociedade merece”, afirma.
Próximos passos: “Um Futuro Melhor”
O Projeto ABC encerra o seu ciclo atual de atividades no mês de outubro. No entanto, a divulgação científica nas escolas de Londrina e região deve continuar em um novo formato.
Após o encerramento, a equipe estará engajada no projeto “ABC (Aprendendo Biotecnologia e Ciência) para um futuro melhor”, direcionado especificamente a alunos do Ensino Médio. O foco principal do novo projeto será divulgar a profissão do biotecnologista e capacitar os jovens com conhecimentos técnicos sobre o mercado de trabalho na área.
“A menção ‘para um futuro melhor’ no título traz duas intenções: a primeira é mostrar que a Biotecnologia busca um futuro mais positivo para a sociedade; a segunda é evidenciar que, por meio dessa carreira e da renda profissional, o jovem também pode alcançar um futuro melhor”, conclui a professora Gasparin.
*Assessora especial na Coordenadoria de Comunicação/UEL
Fotos: Divulgação Projeto ABC




