Programa de Formação de Estudante Empreendedor atende mais de 400 alunos da graduação

Programa de Formação de Estudante Empreendedor atende mais de 400 alunos da graduação

A participação no Programa exige que o estudante esteja matriculado na graduação e passe por seleção socioeconômica

Em vigência desde o início do ano na UEL, a terceira edição do Programa de Formação de Estudante Empreendedor (PFEE) contempla 453 estudantes das mais variadas áreas de formação, que recebem bolsas de estudo para participarem. Mais do que um incentivo aos estudantes de baixa renda a permanecerem na Universidade, a iniciativa visa despertar no estudante os valores do empreendedorismo.

O Programa é uma Encomenda Governamental oferecida às Instituições de Ensino Superior (IES) do Paraná, organizado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com recursos provenientes do Fundo Paraná. Na UEL, o Programa é vinculado à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), com apoio do Programa de Apoio ao Acesso e Permanência (Prope).

O objetivo principal do PFEE é motivar a permanência do estudante no Ensino Superior, evitando a evasão. Para isso, incentiva as IEESs a adotarem políticas e práticas que promovam a diversidade e a igualdade de oportunidades, garantindo o acesso e a permanência a estudantes de diversas origens, características e perfis socioeconômicos. Outro objetivo do programa é fomentar o empreendedorismo no estudante com perfil de pesquisador/empreendedor através de cursos obrigatórios disponibilizados pela Universidade Virtual do Paraná (UVPR) e participação em projetos de ensino, pesquisa e extensão.

Para a coordenadora do PFEE na UEL, professora Ana Claudia Saladini, a questão da ajuda financeira aos estudantes através da bolsa é fundamental. “Uma grande parte desses estudantes são trabalhadores, alunos que em suas vidas pessoais assumem diversas responsabilidades, como pagar aluguel e manutenção da família. Então, a maioria deles não tem uma estrutura por trás que possibilite investir nos estudos”, explica.

Coordenadora do Programa, professora Ana Claudia Saladini

Na edição atual, o Programa oferece bolsas de estudo no valor de R$ 640,00, cuja vigência é de janeiro até dezembro deste ano. Para a UEL, foram destinados cerca de 3,5 milhões de reais para a execução do Programa e ofertadas 453 bolsas. “A ideia é fomentar essa questão do empreendedorismo, mas possibilitando a esse estudante um contato direto com o conhecimento científico, com a ampliação do horizonte dele, de compreensão de mundo, para além do que ele já tem nos cursos, e que, pela sua condição socioeconômica, ele não consegue se dedicar tanto”, diz Ana Claudia Saladini.

Critérios para participação

Para participar do Programa, o estudante tem que estar regularmente matriculado em cursos de graduação presencial e passar por uma seleção socioeconômica, que prioriza os estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pessoas com deficiência e demais grupos historicamente sub-representados no Ensino Superior. Na UEL, essa seleção é feita pelo Serviço de Bem-Estar à Comunidade (Sebec).

Cabe ao estudante participar ativamente em pelo menos uma atividade de pesquisa, extensão ou atividade cultural, como dança, música ou teatro, além de fazer cursos de empreendedorismo e inovação ofertados pela Universidade Virtual do Paraná, e mais três cursos de livre escolha dentre os oferecidos pela UVPR, ou pelas escolas de governo, seja do Governo do Paraná ou do Tribunal de Contas do Estado, ou por cursos indicados pela IES proponente. Além dos quatro cursos obrigatórios, os bolsistas devem cumprir 40 horas de atividades complementares, que podem ser cumpridas em atividades de apoio em eventos institucionais, como na Feira das Profissões, semanas acadêmicas ou no Vestibular.

Por possuir escopo e entregas compatíveis com as demais atividades desempenhadas por bolsistas, a bolsa do PFEE pode ser acumulada pelo estudante beneficiado com outras bolsas e auxílios, independentemente da fonte dos recursos de financiamento. Na UEL, o PFEE é cadastrado como um projeto de ensino, o que rende ao estudante ao completar o Programa um certificado de participação em projeto de ensino, além dos certificados que recebe dos cursos da UVPR.

Sobre a importância do PFEE, Ana Claudia Saladini diz que, além do incentivo à permanência na universidade, o Programa possibilita um aprofundamento do aluno em sua experiência no ensino superior. “Possibilitar que o estudante possa ficar mais imbricado, mais relacionado, mais mergulhado dentro do ambiente do conhecimento que a universidade proporciona tendo em vista a profissão escolhida. Ser um bolsista do PFEE permite esse aprofundamento, essa ampliação de horizonte, não só profissional, mas também de compreensão de mundo enquanto pessoa”, afirma.

Para serem aprovados pela Seti, os projetos apresentados pelas IEESs devem atingir uma pontuação que privilegia certos critérios, tais como: apresentar estratégias claras para ampliar a permanência de estudantes em vulnerabilidade socioeconômica; ter características que contribuam para estimular a cultura empreendedora e a formação de capital humano inovador; ter potencial para gerar novos negócios, iniciativas sociais ou tecnológicas.

Com o programa, é esperado um impacto econômico direto, como a criação de negócios locais que gerem empregos e impulsionem a economia regional. Além disso, a qualificação profissional pode aumentar a competitividade do mercado de trabalho e atrair investimentos para o Estado. Uma nova edição do PFEE já está sendo preparada e o edital de abertura deve sair até o final do ano.

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