Oportunidade divulgada pela ARI leva estudante do curso de Direito para estágio de pesquisa no Canadá

Oportunidade divulgada pela ARI leva estudante do curso de Direito para estágio de pesquisa no Canadá

Selecionada pelo programa Globalink Research Internship, Roberta Colácio vivenciou o impacto da mobilidade acadêmica internacional já na graduação

Um boletim informativo da Assessoria de Relações Internacionais (ARI) enviado por e-mail para toda a comunidade universitária: foi assim que a estudante Roberta Colácio, do 10º semestre do curso de Direito, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CESA), descobriu a oportunidade que mudaria sua trajetória acadêmica. Entre maio e agosto deste ano, a graduanda participou do Globalink Research Internship (GRI), um programa de estágio de pesquisa para graduandos de três meses, realizado na University of Regina, na província de Saskatchewan, no Canadá.

A conquista foi viabilizada pelo acordo de cooperação técnica entre o programa do governo canadense Mitacs e a Fundação Araucária, que garante aos estudantes de universidades paranaenses o acesso exclusivo a esse modelo de intercâmbio. Com investimento total de 8,4 mil dólares canadenses, além de seguro-viagem e isenção de taxas administrativas, a bolsa cobriu integralmente os custos com passagens aéreas, visto e manutenção no país.  São mais de 70 universidades canadenses com oferta de cursos em diferentes áreas do conhecimento. O programa também mantém o Globalink Research Award (GRA), pensado para os estudantes da pós-graduação.

Roberta Colácio permaneceu três meses no Canadá

“Eu sempre sonhei em fazer um intercâmbio e entrei na universidade visando isso. A realidade financeira da minha família é incompatível com chamadas que não cobrem custo de vida e passagens. Eu tinha até perdido as esperanças, mas no fim da minha graduação a oportunidade chegou”, relata a estudante.

A mediação da ARI foi essencial para garantir a segurança institucional do processo, amparando a aluna por meio de mobilidade acadêmica durante todo o período no exterior. Para Roberta, paulistana que se mudou para Londrina aos 19 anos para cursar Direito, o edital representou a concretização de um objetivo antigo.

Imersão científica e intercâmbio cultural

No Canadá, ela integrou a equipe de pesquisa da professora Margot Hurlbert, docente da University of Regina, referência em Mudanças Climáticas e Políticas Públicas Ambientais e uma das autoras do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU. A prática ficou concentrada no estudo de políticas públicas ambientais e na gestão de recursos hídricos, permitindo que a graduanda analisasse a estrutura canadense para estabelecer comparações com a legislação brasileira.

Além do aprendizado técnico, o convívio diário com pesquisadores de países como Alemanha, Tunísia, Ucrânia, China, Colômbia e Paquistão proporcionou um aprendizado pessoal profundo. “Viajar para fora do Brasil com o propósito de pesquisa expande seus horizontes de uma maneira inimaginável. Estando no meio de pessoas de diferentes partes do mundo, percebi que, como brasileira, tive facilidade em me adaptar a outras culturas. Essa experiência confirma que a universidade pública permite ao estudante acessar ambientes que ele nunca imaginou se não tivesse condições financeiras”, destaca Roberta.

Construção de currículo

Professora Margot Hurlbert (University of Regina) e Roberta Colácio: pesquisas sobre mudanças climáticas

A trajetória demonstra que oportunidades internacionais na graduação exigem planejamento contínuo. Para os estudantes que buscam vivências semelhantes, a estudante orienta que o engajamento com a vida universitária comece logo no início do curso. “Construam seus currículos desde o primeiro ano da graduação. Criem o Currículo Lattes na primeira semana de aula. Escrevam, apresentem e publiquem trabalhos; participem de eventos científicos, ligas acadêmicas, projetos de pesquisa, ensino e extensão. É preciso viver a universidade para além da sala de aula”, aconselha.

Como resultado prático das atividades desenvolvidas no exterior, a acadêmica elaborou um artigo científico apresentado no XV Simpósio Internacional de Análise Crítica do Direito, promovido pela UENP. A vivência no exterior também consolidou seu interesse em dar continuidade à carreira acadêmica na área do Direito Ambiental, foco que ela já vinha explorando em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre licenciamento ambiental e emergência climática.

A experiência da estudante reforça a relevância de parcerias estratégicas promovidas pela Universidade e pela Fundação Araucária, comprovando que a iniciação científica na graduação é uma ferramenta de transformação social e inserção global para os alunos. A chamada para participantes do programa do Mitacs 2027 está aberta até 16 de setembro e no link do programa, todos os requisitos de eligibilidade e a agenda de seleção dos novos estagiários.

Experiência aponta para oportunidades futuras de intercâmbio e estudos no exterior

Para a estudante de Direito da UEL, a iniciativa é importante, pois permite com que os estudantes tenham acesso a outros ambientes e oportunidades. “Dar continuidade aos estudos no exterior é uma possibilidade, mas mesmo que eu decida continuar os estudos aqui no Brasil, essa oportunidade com certeza me faz uma candidata mais preparada para os programas de pós-graduação. Ter feito isso com o propósito de pesquisa expande horizontes de uma maneira inimaginável”, comenta.

*Assessora especial na Coordenadoria de Comunicação/UELFOTOS: Arquivo Pessoal.

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