Projeto da UEL é selecionado para Programa da CAPES de intercâmbio na França
Projeto da UEL é selecionado para Programa da CAPES de intercâmbio na França
Programa visa formação de estudantes brasileiros e franceses nas áreas de Ciência Agronômica, Agroalimentar e Medicina Veterinária.Um projeto da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está entre os 10 contemplados no Programa CAPES/Brafagri (Brasil França Agricultura) 2025-2026, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O programa promove parcerias universitárias entre instituições de ensino superior (IES) do Brasil e da França nas áreas de ciências agronômicas, agroalimentares e veterinária com a participação de estudantes de graduação, docentes e pesquisadores.
O Programa CAPES/Brafagri seleciona projetos conjuntos de pesquisa entre o Brasil e a França, sendo uma iniciativa que estimula o intercâmbio entre os países e promove a aproximação das estruturas curriculares, inclusive com equivalência e reconhecimento mútuo de créditos.
Entre os objetivos do Programa, fomentar a formação integrada dos graduandos brasileiros e franceses nas áreas de Ciência Agronômica, Agroalimentar e Medicina Veterinária, por meio de intercâmbio científico e acadêmico; diplomar bolsistas nos dois países, incentivar a criação de redes de pesquisa nas áreas do conhecimento abordadas no programa, além de contribuir para a mobilidade de professores, pesquisadores e estudantes entre as universidades francesas e as IES brasileiras.
Os projetos selecionados nesta edição do programa poderão receber anualmente até 50 mil reais para missões de trabalho, até 10 mil reais para manutenção de atividades, além de possibilitar a indicação de bolsistas. O repasse da Capes por projeto será de cerca de 4,8 milhões, a serem transferidos ao longo dos quatro anos de duração do projeto.
Sistemas agroalimentares
Vinculado à área de Ciências Agrárias e com o título de “Sistemas Integrados na Agricultura e Produção Sustentável Agroalimentar Integrada – SINAPSAI”, o projeto da UEL está sob a coordenação da professora do Departamento de Agronomia e atual diretora do Centro de Ciências Agrárias (CCA), Inês Cristina de Batista Fonseca.
O projeto tem o objetivo de promover a formação de profissionais capazes de atuar de forma crítica, ética e técnica na construção de sistemas agroalimentares sustentáveis e resilientes por meio da mobilidade acadêmica e pesquisa colaborativa. Três estudantes da UEL (que serão definidos após um processo de seleção em andamento) participarão do projeto sendo dois de Agronomia e um de Zootecnia. Eles terão a chance de enriquecer suas formações em universidades francesas, assim como estudantes franceses virão à UEL fazer o mesmo.
Além da UEL, outras instituições parceiras participam do projeto: por parte do Brasil, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) com cada uma delas cedendo também três estudantes para o projeto; e por parte da França, a ENSAT – AgroToulouse – e a ENGEES – École Nationale du Génie de l’Eau et de l’Environnement de Strasbourg. O processo de seleção dos projetos é feito com base no edital da Capes e, durante a escrita do projeto, o conteúdo foi compartilhado com os coordenadores da ENSAT, que também compartilharam e submeteram o projeto ao Ministério da Agricultura da França, numa construção conjunta.
Segundo a professora Inês Fonseca, durante o período na França, os estudantes brasileiros participam de disciplinas e estágios e a mobilidade acadêmica oferece um laboratório comparativo privilegiado para analisar desempenho, adaptar tecnologias e qualificar métricas de sustentabilidade em diferentes contextos que refletem as demandas e características específicas dos cursos.
Desenvolvimento crítico
Durante o programa ocorrerão as missões de trabalho, que visam executar as atividades do projeto, como por exemplo, reuniões e visitas técnicas às instituições estrangeiras participantes. Segundo o edital N° 11/2025 do Brafagri, o número de missões de trabalho durante a vigência do projeto poderá variar entre quatro e oito. Ainda segundo o edital, a bolsa de estudo disponibilizada pelo programa será destinada para o deslocamento de discentes a fim de desenvolver atividades letivas e de pesquisa na área temática do projeto na universidade francesa. Entre os benefícios do programa concedidos aos bolsistas estão: mensalidade, auxílio deslocamento, auxílio instalação, auxílio seguro-saúde e adicional localidade, quando for o caso.
A professora Inês Fonseca destaca o aspecto do desenvolvimento crítico e ético na formação dos estudantes que participam do programa e complementa: “É muito importante a formação pessoal, por meio da constante troca de conhecimentos e do respeito à diversidade e à pluralidade, inerentes ao ser humano e às culturas dos países”, comenta. A professora também registra o papel fundamental da Assessoria de Relações Internacionais (ARI) na formalização dos Acordos de Cooperação e de Duplo Diploma e no apoio estudantil nas edições do Brafagri nas quais a UEL participou.
Ainda conforme Inês Fonseca, de 2007 a 2025, o número de estudantes da UEL que participaram de mobilidade acadêmica pelo Brafagri foi de 102. Destes, 60 foram de Agronomia, 25 de Zootecnia e 17 de Medicina Veterinária.
Os outros nove projetos brasileiros aprovados nesta edição do Brafagri são das seguintes IES: Universidade Federal Rural Da Amazônia (UFRA); Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP) – com 2 projetos aprovados; Universidade Federal Rural De Pernambuco (UFRPE); Universidade Estadual De Campinas (Unicamp); Universidade Federal De Santa Catarina (UFSC) – também com 2 projetos aprovados; Universidade Estadual Paulista Júlio De Mesquita Filho (Unesp) – Campus Botucatu e Universidade Federal De Goiás (UFG).
