Universidade recebe R$ 2 mi para projeto de inovação tecnológica em saúde única

Universidade recebe R$ 2 mi para projeto de inovação tecnológica em saúde única

UEL One Health promoverá abordagem integrada entre saúde, geração de soluções tecnológicas e inovação no ensino.

Nesta terça-feira (5), foi realizada na Sala dos Conselhos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) a cerimônia de anúncio do projeto “UEL One Health: inovação no ensino, saúde pública e produção de alimentos sustentáveis”. O projeto receberá investimento de cerca de 2,2 milhões de reais advindos da Fundação Araucária com cofinanciamento articulado junto à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) e à Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia).

Os recursos destinam-se a infraestrutura científica e tecnológica (laboratórios, simuladores clínicos e biofábrica piloto), equipamentos e suporte às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em geração de capacidades estruturantes e resultados de médio e alto TRL (escala que avalia o potencial de mercado de uma tecnologia).

O secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, destacou o investimento na universidade. “Nossa missão é realizar investimentos na academia porque é onde a ciência está concentrada. Esse é um projeto que tem enorme potencial social”, disse.

Liderança científica

O projeto “UEL One Health” é uma iniciativa estratégica para o Estado do Paraná, com liderança científica da UEL e execução institucional da Fundação Araucária, no contexto do Programa de Projetos Estratégicos. A proposta adota o paradigma de Saúde Única (One Health), promovendo uma abordagem integrada entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental, com foco na geração de soluções tecnológicas, inovação no ensino e fortalecimento da saúde pública e da sustentabilidade.

A modernização da infraestrutura científica e tecnológica da UEL para implementação de soluções inovadoras e interdisciplinares é o objetivo central. O projeto desdobra-se ainda em três eixos estruturantes: implantação de laboratórios de simulação realística para qualificação do ensino em saúde; desenvolvimento de sistemas avançados de monitoramento e controle de vetores (de doenças como dengue), com uso de drones, modelagem e georreferenciamento e desenvolvimento e escalonamento de biotecnologias sustentáveis, com foco em bioinsumos e aplicações em saúde e agricultura.

Em sua fala, o secretário da Seia, Marcos Stamm (ao centro da Mesa), ensejou proatividade: “Não basta prevermos o futuro, temos que construí-lo”. (Foto: Agência UEL)

O arranjo institucional, com a Fundação Araucária como executora e com as secretarias estaduais (Seia e Seti) como cofinanciadoras, configura um modelo avançado de coordenação de políticas públicas orientadas, maximizando o impacto dos investimentos e posicionando o Paraná como referência em soluções integradas em saúde, sustentabilidade e inovação.

Em sua fala, a reitora Marta Favaro destacou a importância dessa junção de esforços e trabalho em conjunto pelas autoridades e instituições para que as intenções saiam do papel e se tornem realidade: “O exercício de buscar parcerias é fundamental para o desenvolvimento tecnológico. O projeto está sendo financiado por um coletivo e esse exercício de buscar parcerias para o investimento em ciência e tecnologia é imprescindível para que a sociedade possa se desenvolver”, avalia.

Andrea Name, coordenadora de um dos três subprojetos que compõem o UEL One Health e recém-eleita reitora, enfatizou sua importância na inovação social e de ensino. Esse subprojeto trata do ensino da Medicina através de treinamentos em simuladores em forma de corpo humano. Name salientou que no contexto da transformação social, os benefícios que o projeto pode trazer dizem respeito à melhora da qualidade de vida dos pacientes, a diminuição dos erros por conta da eficiência adquirida durante o treino dos estudantes, o que pode impactar nos cofres públicos, além de menos retrabalho e diminuição de ações judiciais derivadas de erros médicos.

“O objetivo é que os pacientes sejam atendidos de forma diferente e que essa forma impacte na qualidade do serviço oferecido. Nós já conseguimos trazer simuladores ginecológicos e de parto e isso vai melhorar muito a qualidade do atendimento. Esse subprojeto está sendo viabilizado no Centro de Ciências da Saúde, mas nosso sonho é levá-lo para toda a cidade de Londrina, para que a cidade possa ter o seu centro de simulação realística”, afirma a professora.

Modernização das estruturas

O coordenador geral do projeto contemplado, o professor Admilton Gonçalves de Oliveira Júnior, do Departamento de Microbiologia (CCB), disse que o projeto UEL One Health entende a saúde como algo único e se baseia em três frentes. “Ele é composto de subprojetos que lidam desde a saúde pública, como monitoramento de vetores e vírus, desenvolvimento de controle biológico para controle de dengue, além da montagem de um laboratório de ensino realístico, e também uma frente de desenvolvimento industrial de soluções biológicas para promoção de crescimento de plantas e produção de alimentos de forma sustentável”. Ainda segundo o coordenador do UEL One Health, a verba disponibilizada para o projeto será importantíssima para a ampliação e modernização das estruturas de pesquisa da universidade.

O secretário da Seia, Marcos Stamm, parabenizou a todos os envolvidos pela concretização do investimento alocado para o projeto, elogiou a iniciativa dos pesquisadores e expôs seu desejo de que as metodologias inovadoras do projeto sejam levadas para todo o Estado. “Não basta prevermos o futuro, temos que construí-lo”, sintetizou.

Entre os impactos que o UEL One Health pode promover estão: ganhos estruturais em saúde pública, sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e competitividade econômica, além do fortalecimento das capacidades científicas e tecnológicas do Estado.

Presenças

Estiveram presentes na reunião, diversas autoridades, diretores e colaboradores da universidade, entre eles os que compuseram a Mesa de Honra: a reitora Marta Favaro, a reitora recém-eleita Andrea Name, o secretário da Seia, Marcos Stamm, o Vice-Reitor Airton José Petris, o coordenador geral do projeto contemplado, o professor Admilton Gonçalves de Oliveira Júnior, além do diretor do Centro de Ciências Biológicas (CCB), professor João Zequi. Ainda entre autoridades presentes e a representante da Fundação Araucária, Cristiane Cordeiro.

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