Projeto estuda relação entre sedentarismo e inatividade física e mortalidade por insuficiência cardíaca
Projeto estuda relação entre sedentarismo e inatividade física e mortalidade por insuficiência cardíaca
Estudo visa colaborar com dados científicos sobre o impacto que o sedentarismo pode causar na vida de pacientes com insuficiência cardíacaA insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica grave caracterizada por altas taxas de hospitalização e mortalidade. Estudos revelam que sintomas frequentes como fadiga e falta de ar limitam o esforço físico, geram um ciclo em que o paciente se torna marcadamente sedentário e fisicamente inativo, o que agrava ainda mais o prognóstico da doença. Apesar dos benefícios associados aos exercícios físicos serem reconhecidos, a literatura científica ainda sofre uma certa carência no que envolve dados sobre o impacto específico causado pelo sedentarismo sobre a sobrevida desses pacientes.
O projeto de pesquisa coordenado pela professora Nidia Aparecida Hernandes do Departamento de Fisioterapia do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UEL) tem por objetivo estudar o impacto do comportamento sedentário e da inatividade física na mortalidade de pessoas com IC . Intitulado: “Associação da inatividade física e sedentarismo com a mortalidade em indivíduos com insuficiência cardíaca: um estudo de coorte prospectiva”, a pesquisa visa acompanhar voluntários ao longo de três anos para identificar se hábitos simples, como praticar atividades físicas de diferentes intensidades (como tarefas domésticas simples ou atividades cotidianas mais intensas) ou passar menos tempo sentado ou deitado ao longo do dia, podem funcionar como um fator de proteção e prolongar a vida desses pacientes.
Segundo Nidia Hernandes outro ponto que o estudo objetiva compreender é como inatividade física e/ou do sedentarismo somados a outros fatores, como a obesidade e a capacidade física podem influenciar o risco de morte por causas gerais e cardiovasculares nessa população. Hernandes destaca que o projeto conduzido no Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar (LFIP), conta com uma equipe que envolve o Departamento de Fisioterapia, os professores Fabio de Oliveira Pitta, Gianna Kelren Waldrich Bisca Reche e Karina Lourenço Dias. Além de pós-graduandos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) e estudantes de Iniciação Científica do curso de Fisioterapia integram o projeto.

Para a execução da pesquisa a docente explica que, “serão incluídos pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca, clinicamente estáveis e com tratamento farmacológico otimizado”. Para integrar o projeto, voluntários serão recrutados no Ambulatório de Especialidades do Hospital Universitário (HU-UEL), nas Unidades Básicas de Saúde de Londrina (UBS) e em clínicas particulares da cidade.
Hernandes diz que o estudo submeterá os voluntários a uma bateria de testes pelos quais a equipe de pesquisadores vai avaliar o nível de atividade física na vida diária de cada indivíduo, capacidade funcional, qualidade de vida, sintomas, além de aspectos sociais e ambientais. Segundo a docente, “após as avaliações, os participantes serão monitorados por 3 anos”. Ao longo desse período, os pesquisadores realizarão um trabalho de acompanhamento que consistirá em: contatos telefônicos, a cada seis meses, para registrar se houve internações, mudanças em medicamentos ou o ingresso em programas de reabilitação.
Resultados
Os resultados do projeto poderão subsidiar a criação de novas estratégias não farmacológicas de intervenção voltadas para a mudança do estilo de vida, com foco em metas mais realistas para os pacientes, como a redução do tempo sedentário e o estímulo a realização de atividades físicas leves adaptadas a cada paciente.
A expectativa do grupo, segundo a professora Nidia Hernandes, “é de que estudos como esse possam, a longo prazo, contribuir para que pacientes com insuficiência cardíaca vivam por mais tempo e com mais autonomia para a realização de suas atividades do dia a dia”, finaliza.

*Estagiário de jornalismo da Coordenadoria de Comunicação Social.






