Colégio de Aplicação da UEL alcança nota 7,7 no Ideb 2025

Colégio de Aplicação da UEL alcança nota 7,7 no Ideb 2025

Resultado reflete desempenho nas etapas da Educação Básica e serve de diagnóstico para planejamento pedagógico e redução de desigualdades na instituição

O Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão, nome oficial do Colégio de Aplicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), alcançou a nota geral de 7,7 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 que, juntamente com os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), apresentam o desempenho da educação básica brasileira.

Os valores são calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com base no desempenho obtido pelos estudantes nas avaliações do Saeb e das taxas de aprovação escolar.

No Indeb 2025, o órgão suplementar da UEL alcançou as notas 6,5 para os anos iniciais, 6,5 para os anos finais do ensino fundamental e 5,7 para o ensino médio, cifras que no entendimento da direção da unidade, demonstram uma aprendizagem e um fluxo escolar consistente, refletidos na permanência e progressão dos estudantes em sua trajetória.  “É importante destacar que o Ideb não é uma nota isolada. Ele sintetiza resultados do Saeb e indicadores de aprovação obtidos no Censo Escolar, numa escala de zero a dez. Por isso, o resultado precisa ser celebrado como evidência do trabalho coletivo, mas também lido com cuidado, para orientar os próximos passos”, afirma a professora Eliacir Neves França, diretora geral.

Desempenho: resultados são fruto do trabalho coletivo

Metodologia e acompanhamento das aprendizagens

As notas são recebidas com alegria e senso de responsabilidade pela direção do Colégio que avalia que os resultados não são fruto de um desempenho pontual. “Eles expressam um trabalho coletivo e contínuo, com planejamento pedagógico, acompanhamento das aprendizagens, intervenções quando surgem defasagens, compromisso dos docentes e participação dos estudantes, das famílias e da Universidade. A nossa estratégia não é ‘ensinar para o teste’. O Saeb oferece um diagnóstico importante de Língua Portuguesa e Matemática, mas o trabalho pedagógico busca uma formação ampla, crítica, inclusiva e socialmente referenciada”, explica França.

Práticas que colocam os estudantes no centro do processo educativo têm sido utilizadas pela equipe pedagógica na busca constante da preservação da qualidade social da educação pública e gratuita. Isso envolve acompanhamento próximo das turmas, trabalho colaborativo entre professores, diálogo com as famílias e ações de recuperação e aprofundamento da aprendizagem. “Como Colégio de Aplicação vinculado à UEL, temos também uma identidade marcada pela formação docente e pela experimentação pedagógica. Entendemos qualidade social como acesso, permanência, aprendizagem, respeito à diversidade, formação cidadã e condições para que cada estudante desenvolva plenamente suas potencialidades”, pontua.

Objetivos e desafios pedagógicos

De agora em diante, os principais desafios são manter a regularidade dos resultados, reduzir eventuais desigualdades de aprendizagem dentro das turmas e assegurar que todos os estudantes avancem, especialmente em leitura, escrita, resolução de problemas e raciocínio matemático. “Também precisamos evitar que os indicadores substituam a complexidade do trabalho escolar. O Saeb e o Ideb são instrumentos valiosos para diagnóstico e acompanhamento das políticas educacionais, mas não esgotam dimensões como formação humana, convivência, cultura, participação e desenvolvimento socioemocional”, ressalta a educadora.

Instituição preza pelo trabalho colaborativo, diálogo permanente com as famílias e aprofundamento da aprendizagem

Para Eliacir França, os números revelam evolução da aprendizagem e da organização pedagógica, mas, acima de tudo, indicam que a escola pública gratuita pode alcançar excelência quando há investimento, profissionais valorizados, gestão democrática e compromisso coletivo. “Figurar entre notas tão expressivas, inclusive acima das médias estaduais, traz orgulho e gratidão. Todavia, esse reconhecimento não deve ser compreendido como competição. Ele fortalece nossa responsabilidade de compartilhar experiências, aprender continuamente e defender uma educação pública de qualidade para todos”, diz.

Os resultados, continua a diretora, pertencem a toda a comunidade escolar. “Seguiremos trabalhando para que cada indicador se converta em mais aprendizagem, inclusão e oportunidades concretas para nossos estudantes”, afirma. Para a educadora, a maior conquista não é apenas uma boa nota, mas garantir que a escola pública “continue sendo um espaço de conhecimento, acolhimento, cidadania e transformação social”, finaliza.

*Assessora especial na Coordenadoria de Comunicação/UEL(FOTOS: André Ridão).

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