Evento capacita estudantes de Direito para simulações das Nações Unidas

Evento capacita estudantes de Direito para simulações das Nações Unidas

Atividade faz parte do Programa de Formação Complementar em Direitos Internacionais dos Direitos Humanos e Mecanismos de Soluções de Conflitos.

Estudantes do curso de Direito, do Centro de Ciências Sociais Aplicados (CESA) participaram dias 21 a 22 de novembro da I Mini Simulação UEL das Nações Unidas. O evento segue o mesmo formato da Simulação UEL das Nações Unidas (SUN), realizada desde 2018 pela Equipe SimulaUEL, dentro do Programa de Formação Complementar em Direitos Internacionais dos Direitos Humanos e Mecanismos de Soluções de Conflitos, ligado ao Departamento de Direito Privado (CESA). A diferença é a adaptação para o formato online, com transmissão pelo Google Meet.

Para a estudante do 4º ano, Livian Schwarz, integrante da Equipe SimulaUEL, a atividade online representa um desafio que exige a máxima dedicação e a adaptação de todos os participantes. Organizados em dupla, 30 estudantes da equipe tiveram a oportunidade de colocar em prática temas estudados nas áreas de Direito Internacional e Direitos Humanos. Foi simulado um comitê internacional, no caso, o 3º Comitê da Assembleia Geral da ONU para Assuntos Sociais, Culturais e Humanitários (SoCHum).

Cada dupla representou um país, sendo que antes da atividade eles estudaram detalhadamente como o país se posiciona sobre o tema “A crise humanitária na Líbia”. “Nos dias do evento, haverá sessões para que eles debatam esse tema, com todo o decoro diplomático, devendo confeccionar ao final do evento uma resolução, como fazem verdadeiramente os comitês da ONU”, conta Livian.

Simulação – Antes da simulação, os alunos participaram de reuniões preparatórias para debater o comitê que iriam simular, além do tema e as regras de funcionamento da simulação. “Essas reuniões trouxeram grandes aprendizados. Além disso, na simulação os alunos aprimoraram habilidades de escrita, oratória e pesquisa. É realmente um evento muito engrandecedor”, afirma a estudante Livian Schwarz.

Para se prepararem, eles contaram com a orientação da coordenadora do Programa, Márcia Teshima, professora do Departamento de Direito Privado (CESA). “Preparar-se para uma competição é uma tarefa exclusiva dos alunos.  Nós, professores, temos a missão de orientá-los, colaborar na seleção de material legal, doutrinário e jurisprudencial ao estudo do caso hipotético, fazer a leitura e correções dos textos, já que os alunos devem também estar aptos a desenvolver um bom texto escrito”, explica a professora. 

O objetivo do evento é colaborar para a disseminação da cultura de simulações, chamadas de MUNs, difundindo os benefícios dessa iniciativa como ferramenta pedagógica de ensino em práticas como a oratória, debate, escritura, pensamento crítico, liderança e cooperação. A intenção é que os integrantes da Equipe SimulaUEL se familiarizem com esse formato de evento, e as respectivas regras e particularidades.

Participações – A professora Márcia Teshima conta que desde 2006 são realizados estudos e preparação de equipes da UEL para participação em eventos nacionais e internacionais. Ela lembra que a primeira participação foi em maio de 2007, no Julgamento Simulado da Corte Interamericana de Direitos Humanos (IAMOOT), em Washington (EUA). Na ocasião, a equipe da UEL, formada pelas estudantes Fernanda Acaun de Santana e Carolina Casotti Duque de Bárbara, com orientação da professora, foi premiada pelo 1º Melhor Memorial do Estado, em Português.

Depois disso, a participação no evento ocorreu em 2017, 2019 e maio deste ano.  Nesta última edição, realizada online, as estudantes Julia de Cresci Oliveira Matsuda e Beatriz Fagionato Oliveira representaram a Universidade e ganharam o prêmio do 2º melhor Memorial do Estado em Português.

Carreira – Para Márcia, a participação em eventos como este agrega pontos importantes na formação do estudante. “Esse exercício acadêmico, possibilita e exige desenvolvimento de uma boa oratória e argumentos convincentes, uma vez que desses encontros são demandados a elaborar uma Resolução sobre um determinado tema”. Além disso, conforme destaca a professora, eventos como este colaboram para a definição de carreiras futuras dos participantes. “Um exemplo são as ex-alunas da competição internacional de 2007. Ambas trabalham em Genebra: uma no Alto Comissariado das Nações Unidas e a outra em uma Organização Internacional contra a Violência”, conta.

Márcia Teshima defende ainda que as participações dos estudantes em competições internacionais projetam o nome da UEL no cenário acadêmico, porque nestes evento estão instituições de diversas partes do mundo e todas elas têm em comum “o estudo do direito internacional dos direitos humanos e a preocupação com a formação de seus alunos”.

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